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Publicada em 25/05/2018 às 06:58:00

 

As filas nos postos de combus
tíveis, uma cena observada 
de norte a sul do País, não deixaram margem para dúvida: a despeito de qualquer centralidade, a greve dos caminhoneiros completou quatro dias, firme e forte.
Os caminhoneiros promoveram bloqueios em mais de 400 pontos de rodovias federais, em 22 estados e no Distrito Federal. Enquanto o governo federal bate cabeça, no esforço de conciliar questões eleitorais e a urgência do momento, em negociação aberto no Congresso Nacional, a Advocacia Geral da União corre por fora, em busca de uma solução judicial, em favor do direito de ir e vir. Ninguém aposta, contudo, no fim imediato da paralisação.
Não há solução fácil para o impasse. O governo anunciou que vai zerar a Cide (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico), a Câmara aprovou a isenção do PIS/Confins sobre o diesel e a Petrobras anunciou redução de 10% no preço do diesel nas refinarias, além do congelamento do preço durante 15 dias. Mas, apesar de dividido, o movimento continua.
Tenha o desfecho que tiver, a greve dos caminhoneiros é fonte de muitas lições e algumas advertências. Em primeiro lugar, a dependência industrial da malha viária, sem a alternativa do transporte ferroviário, por exemplo, cobra um preço muito alto. Há que se considerar também o peso econômico de uma empresa estatal com o porte da Petrobras, grande demais para sucumbir a exigências inconsequentes, ancoradas em casuísmo. Resta, ainda, o mais importante: salta aos olhos o perigo de um governo enfraquecido, sem lastro popular, incapaz de lidar a contento com uma simples greve.

As filas nos postos de combus tíveis, uma cena observada  de norte a sul do País, não deixaram margem para dúvida: a despeito de qualquer centralidade, a greve dos caminhoneiros completou quatro dias, firme e forte.
Os caminhoneiros promoveram bloqueios em mais de 400 pontos de rodovias federais, em 22 estados e no Distrito Federal. Enquanto o governo federal bate cabeça, no esforço de conciliar questões eleitorais e a urgência do momento, em negociação aberto no Congresso Nacional, a Advocacia Geral da União corre por fora, em busca de uma solução judicial, em favor do direito de ir e vir. Ninguém aposta, contudo, no fim imediato da paralisação.
Não há solução fácil para o impasse. O governo anunciou que vai zerar a Cide (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico), a Câmara aprovou a isenção do PIS/Confins sobre o diesel e a Petrobras anunciou redução de 10% no preço do diesel nas refinarias, além do congelamento do preço durante 15 dias. Mas, apesar de dividido, o movimento continua.
Tenha o desfecho que tiver, a greve dos caminhoneiros é fonte de muitas lições e algumas advertências. Em primeiro lugar, a dependência industrial da malha viária, sem a alternativa do transporte ferroviário, por exemplo, cobra um preço muito alto. Há que se considerar também o peso econômico de uma empresa estatal com o porte da Petrobras, grande demais para sucumbir a exigências inconsequentes, ancoradas em casuísmo. Resta, ainda, o mais importante: salta aos olhos o perigo de um governo enfraquecido, sem lastro popular, incapaz de lidar a contento com uma simples greve.