Petrobras no olho do furacão

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Publicada em 26/05/2018 às 06:41:00

 

Não adianta o Governo Federal 
fechar os olhos: A política de 
preços praticada pela Petrobras, aliada à alta carga tributária onerando o contribuinte, são as verdadeiras razões por trás da greve dos caminhoneiros que parou o País. Tudo o mais são questões técnicas, circunstanciais, sem relação direta com o problema de fundo.
Pouco importa, para efeitos práticos, se a greve teve origem espontânea, no seio da classe trabalhadora, ou se foi incentivada pelas empresas de transporte de carga rodoviário, caracterizando locaute. O fato é ainda o mesmo: o preço dos combustíveis cobrados na bomba chegou ao limite do insuportável, inviabilizando a atividade profissional dos insurgentes.
A natureza jurídica da Petrobras, uma empresa de economia mista, com papéis a disposição dos investidores, na bolsa de valores, além do seu peso na economia nacional, na qualidade de maior empresa estatal do Brasil, obriga o governo Temer a pisar em ovos, na esperança de chegar a um acordo viável com os trabalhadores em greve. As soluções aventadas até o momento, no entanto, pouco fazem além de empurrar o problema com a barriga. A questão fiscal é uma bomba com os dias contados para estourar.
Já não adianta reclamar, como na pré historia do movimento sindical, "o petróleo é nosso". A única solução possível é estritamente política. Dividida entre a necessidade de gerar lucro, tornando-se atraente para os investidores, e o subsídio das políticas públicas, dado o seu caráter estatal, a Petrobras está agora, mais do que nunca, no olho do furacão.

Não adianta o Governo Federal  fechar os olhos: A política de  preços praticada pela Petrobras, aliada à alta carga tributária onerando o contribuinte, são as verdadeiras razões por trás da greve dos caminhoneiros que parou o País. Tudo o mais são questões técnicas, circunstanciais, sem relação direta com o problema de fundo.
Pouco importa, para efeitos práticos, se a greve teve origem espontânea, no seio da classe trabalhadora, ou se foi incentivada pelas empresas de transporte de carga rodoviário, caracterizando locaute. O fato é ainda o mesmo: o preço dos combustíveis cobrados na bomba chegou ao limite do insuportável, inviabilizando a atividade profissional dos insurgentes.
A natureza jurídica da Petrobras, uma empresa de economia mista, com papéis a disposição dos investidores, na bolsa de valores, além do seu peso na economia nacional, na qualidade de maior empresa estatal do Brasil, obriga o governo Temer a pisar em ovos, na esperança de chegar a um acordo viável com os trabalhadores em greve. As soluções aventadas até o momento, no entanto, pouco fazem além de empurrar o problema com a barriga. A questão fiscal é uma bomba com os dias contados para estourar.
Já não adianta reclamar, como na pré historia do movimento sindical, "o petróleo é nosso". A única solução possível é estritamente política. Dividida entre a necessidade de gerar lucro, tornando-se atraente para os investidores, e o subsídio das políticas públicas, dado o seu caráter estatal, a Petrobras está agora, mais do que nunca, no olho do furacão.