Estado de emergência

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Publicada em 27/05/2018 às 03:52:00

A essa altura do campeonato, nin-guém duvida mais do poder de fogo dos caminhoneiros em greve. Mesmo com a mobilização do exército, autorizado a empregar a força para liberar as estradas interditadas pelos insurgentes, o protesto talvez resista ainda por muitos dias. A providência do governador Belivaldo Chagas, ao decretar o estado de emergência em Sergipe, consiste em um gesto de estrita responsabilidade, portanto.
O Decreto vale desde a data de sua publicação e poderá ser suspenso ou transformado em Estado de Calamidade Pública, após nova publicação. O decreto concede poder a Polícia e às secretarias, para solicitar insumos, através de ofício, às empresas fornecedoras de produtos como gás, combustível, alimentação e o que mais se fizer necessário para garantir o fornecimento aos serviços básicos, sem a necessidade de processos licitatórios.
A posição pessoal do governador Belivaldo Chagas, comunicada pelos canais oficiais do governo, é de que o presidente Michel Temer tem de insistir no diálogo com os caminhoneiros, a fim de encontrar uma solução viável para o impasse, que não transfira o ônus para estados e municípios. "Se preciso for, claro, uniremos todas as forças para manter a tranquilidade, para manter a ordem. Agora, para reprimir qualquer tipo de movimento, por conta da falta de sensibilidade do Governo Federal, nós não vamos aderir".
Viaturas policiais não podem ficar estacionadas por força da paralisação dos caminhoneiros, bem como as ambulâncias. Hospitais não podem fechar as portas. O decreto de emergência trata, em suma, de garantir a manutenção dos serviços essenciais, em benefício dos sergipanos. Tudo o mais é problema exclusivo do presidente Temer.