Greve esvazia Ceasa e prejudica comerciantes

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MANHÃ DE SÁBADO NA CEASA DE ARACAJU: GREVE DOS CAMINHONEIROS IMPEDIU ABASTECIMENTO E FEIRANTES NÃO TIVERAM O QUE VENDER
MANHÃ DE SÁBADO NA CEASA DE ARACAJU: GREVE DOS CAMINHONEIROS IMPEDIU ABASTECIMENTO E FEIRANTES NÃO TIVERAM O QUE VENDER

Comerciante escolhe melão na Ceasa
Comerciante escolhe melão na Ceasa

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Publicada em 27/05/2018 às 03:52:00

Milton Alves Júnior

Consumidores acostumados a realizar compras semanais na Central de Abastecimento de Aracaju (Ceasa), desde a última sexta-feira se deparam com a necessidade de seguir ao mercado central, feiras livres, ou supermercados. Com a greve geral dos caminhoneiros - que se estende desde a última segunda-feira, 21, a não entrega de mercadorias fez com que os comerciantes ficassem sem os respectivos produtos alimentícios, e os consumidores se deparassem com barracas vazias. Conforme contabilidade realizada pela Central de Abastecimento do Estado de Sergipe (Ceasa), mais de 40% dos produtos não foram entregues em virtude dos bloqueios.

A inviabilidade da entrega dos alimentos atingiu todos os setores da Ceasa, porém, assim como vem sendo registrado desde o início da semana, o setor de frutas tem enfrentado situação mais agravante. Além de não ter sido entregue no tempo previsto, a exposição ao sol, armazenadas em caminhões, fizeram com que parte significativa das cargas de frutas se tornasse imprópria para consumo humano e o descarte se tornasse indispensável. Para a direção da Associação dos Usuários da Ceasa de Aracaju (ASSUCEAJU), é possível que o cenário dificultoso enfrentado por vendedores e consumidores permaneça por pelo menos 72h após o fim da greve.
"Realmente para quem achou que essa greve não iria a lugar algum, aí está a prova que o movimento se fortaleceu e segue firme. O que o governo talvez não imaginasse era que nós brasileiros, mesmo diante deste conjunto de dificuldades, não fossemos apoiar os caminhoneiros. A luta deles é compartilhada por todas as demais categorias, e sociedade geral mesma que está cansada de pagar juros altíssimos enquanto nenhuma melhoria é apresentada", declarou o consumidor Evander Nascimento. Com a aproximação dos festejos juninos, alimentos como: milho, coco e amendoim não foram repassados, e seguem em baixa na Ceasa. Situação semelhante aos fornecedores de laranja, raizes e verduras.

Com a distribuição em baixa, o reflexo da crise também atinge em cheio a rede nacional de supermercados. A depender da região do país, a direção da Associação Brasileira de Supermercados acredita que a normalização do abastecimento depois da paralisação pode levar até dez dias para. A fim de fazer valer o acordo protocolado na última quinta-feira, porém visivelmente rejeitado pela grande maioria dos motoristas, o presidente Michel Temer anunciou que acionou as forças federais de segurança para desbloquear as estradas, bem como está solicitando aos governadores que façam o mesmo. A medida tem o apoio de parte do poder judiciário nacional.

Medida que para o consumidor Luís Alberto, pouco vai adiantar. Ao Jornal do Dia ele lamenta que a situação tenha chegado a este ponto, bem como apresenta insatisfação com deputados e senadores sergipanos os quais, aparentemente, seguem pacíficos. "A gente vem aqui no Ceasa e não encontramos produtos. Vamos no mercadão lá no centro e está a mesma coisa. Nos supermercados, onde os preços são super mais altos, também não tem. Enquanto isso Temer fica nesse joguinho de tentar desqualificar a greve, o país não anda e ainda por cima os nossos representantes em Brasília seguem navegando conforme a onda. É preciso pressionar e mostrar a este presidente que não é com imposição antidemocrática que resolverá o sério problema", avaliou.
Apesar da representativa falta de produtos nas bancas, a direção da Central de Abastecimento de Aracaju informou que o local segue aberto ao público conforme programação normal. Informação semelhante apresentada pela Prefeitura de Aracaju, através da Empresa Municipal de Serviços Urbanos (Emsurb), responsável por administrar as feiras livres da capital sergipana e os mercados centrais.