Bloqueios caem, mas protestos e problemas continuam

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Publicada em 29/05/2018 às 03:31:00

 

Gabriel Damásio
A crise de abasteci-
mento provocada 
pela greve dos caminhoneiros em Sergipe continuou causando transtornos e problemas, apesar da diminuição no número de bloqueios e manifestações. Segundo as polícias rodoviárias Federal (PRF) e Estadual (BPRv), restavam ainda seis pontos de concentração onde os caminhoneiros permaneciam em protesto contra os preços dos combustíveis - a metade do que foi registrado ao longo do final de semana. Desse total, apenas um bloqueio para caminhões era em rodovias estaduais: na SE-170, em São Domingos (Agreste). 
Já nas BR's, a maior concentração da categoria continuou no quilômetro 77 da BR-101, altura do Povoado Pedra Branca, em Laranjeiras (Vale do Cotinguiba), com participação estimada de cerca de 2.500 caminhoneiros no local. Os outros bloqueios da 101 foram no quilômetro 147, em Estância (Sul), e no quilômetro 183, em Umbaúba (Sul). Na BR-235, os protestos aconteceram nos quilômetros 42 e 57, no Povoado Rio das Pedras, em Itabaiana (Agreste). Em todos os locais, a passagem de carros de passeio, motos e caminhões com cargas vivas, remédios e equipamentos essenciais continuava normalmente.
Por volta do meio-dia, um grupo de taxistas que trabalham no serviço de lotação do Conjunto Jardim, em Nossa Senhora do Socorro (Grande Aracaju), bloquearam totalmente os dois sentidos da BR-235, protestando contra os reajustes nos preços do Gás Natural Veicular (GNV). A pista foi liberada cerca de meia hora depois, com uma negociação entre os manifestantes e agentes da PRF. No entanto, um pouco depois da liberação da pista, uma caminhonete bateu em quatro carros e provocou um engavetamento. O motorista, um agente penitenciário, foi cercado e xingado pelos taxistas, que queriam que ele fizesse, diante de todos, o exame do bafômetro. O condutor acabou levado pelos policiais até um posto da PRF e liberado depois de fazer o teste, o qual nada constatou. 
Uma segunda manifestação foi promovida pelos motoristas de transporte escolar que trabalham na Grande Aracaju. Cerca de 130 condutores estacionaram as vans no Calçadão da Praia Formosa, na 13 de Julho (zona sul) e declararam apoio aos caminhoneiros, afirmando que a falta de combustível e os preços cobrados também prejudicaram a categoria. Outros protestos em solidariedade à greve dos caminhoneiros aconteceram ontem em alguns pontos do estado, sendo registradas em cidades como Estância e Lagarto (Centro-Sul). 
Mais gasolina - Em paralelo aos protestos, o esquema especial montado pelo Exército e pela Polícia Militar para garantir o abastecimento dos combustíveis voltou a ser posto em prática. Um total de 13 postos de combustível de Aracaju e oito do interior foram reabastecidos na noite deste domingo, com 270 mil litros de combustíveis carregados em nove carretas da BR Distribuidora, que foram abastecidas na base de Laranjeiras e enviadas aos postos com a segurança reforçada.
 
Conforme previsto no decreto de emergência baixado na semana passada pelo governador Belivaldo Chagas, o abastecimento foi priorizado para as viaturas dos serviços estaduais de emergência, como Corpo de Bombeiros, Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), polícias Civil e Militar, rede hospitalar, sistema penitenciário e Instituto Médico Legal (IML). O excedente da carga foi colocado à disposição do público nos postos, mas com o abastecimento limitado a R$ 100 para cada carro e R$ 30 para moto. Mesmo com a restrição e com o preço médio de R$ 4,50 por litro de gasolina, os postos ficaram bastante movimentados. Houve longas filas de espera e o combustível esgotou em poucas horas. 
Um novo carregamento da BR Distribuidora foi despachado aos postos no começo da tarde, repetindo o esquema da noite de domingo. Na mesma tarde, caminhões que transportam combustível de aviação para o Aeroporto Santa Maria foram escoltados pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) e pelo Exército. Segundo o comando da 6ª Região Militar (6ª RM), em Salvador (BA), o carregamento vai ser suficiente para um dia de funcionamento e, que quando terminar um novo comboio virá reabastecer o aeroporto. De acordo com o relatório diário da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), o Santa Maria já estava há três dias sem o combustível de aviação, o que provocou o cancelamento de pelo menos cinco voos para Recife  (PE) e Brasília (DF).

A crise de abasteci- mento provocada  pela greve dos caminhoneiros em Sergipe continuou causando transtornos e problemas, apesar da diminuição no número de bloqueios e manifestações. Segundo as polícias rodoviárias Federal (PRF) e Estadual (BPRv), restavam ainda seis pontos de concentração onde os caminhoneiros permaneciam em protesto contra os preços dos combustíveis - a metade do que foi registrado ao longo do final de semana. Desse total, apenas um bloqueio para caminhões era em rodovias estaduais: na SE-170, em São Domingos (Agreste). 
Já nas BR's, a maior concentração da categoria continuou no quilômetro 77 da BR-101, altura do Povoado Pedra Branca, em Laranjeiras (Vale do Cotinguiba), com participação estimada de cerca de 2.500 caminhoneiros no local. Os outros bloqueios da 101 foram no quilômetro 147, em Estância (Sul), e no quilômetro 183, em Umbaúba (Sul). Na BR-235, os protestos aconteceram nos quilômetros 42 e 57, no Povoado Rio das Pedras, em Itabaiana (Agreste). Em todos os locais, a passagem de carros de passeio, motos e caminhões com cargas vivas, remédios e equipamentos essenciais continuava normalmente.
Por volta do meio-dia, um grupo de taxistas que trabalham no serviço de lotação do Conjunto Jardim, em Nossa Senhora do Socorro (Grande Aracaju), bloquearam totalmente os dois sentidos da BR-235, protestando contra os reajustes nos preços do Gás Natural Veicular (GNV). A pista foi liberada cerca de meia hora depois, com uma negociação entre os manifestantes e agentes da PRF. No entanto, um pouco depois da liberação da pista, uma caminhonete bateu em quatro carros e provocou um engavetamento. O motorista, um agente penitenciário, foi cercado e xingado pelos taxistas, que queriam que ele fizesse, diante de todos, o exame do bafômetro. O condutor acabou levado pelos policiais até um posto da PRF e liberado depois de fazer o teste, o qual nada constatou. 
Uma segunda manifestação foi promovida pelos motoristas de transporte escolar que trabalham na Grande Aracaju. Cerca de 130 condutores estacionaram as vans no Calçadão da Praia Formosa, na 13 de Julho (zona sul) e declararam apoio aos caminhoneiros, afirmando que a falta de combustível e os preços cobrados também prejudicaram a categoria. Outros protestos em solidariedade à greve dos caminhoneiros aconteceram ontem em alguns pontos do estado, sendo registradas em cidades como Estância e Lagarto (Centro-Sul). 
Mais gasolina - Em paralelo aos protestos, o esquema especial montado pelo Exército e pela Polícia Militar para garantir o abastecimento dos combustíveis voltou a ser posto em prática. Um total de 13 postos de combustível de Aracaju e oito do interior foram reabastecidos na noite deste domingo, com 270 mil litros de combustíveis carregados em nove carretas da BR Distribuidora, que foram abastecidas na base de Laranjeiras e enviadas aos postos com a segurança reforçada. Conforme previsto no decreto de emergência baixado na semana passada pelo governador Belivaldo Chagas, o abastecimento foi priorizado para as viaturas dos serviços estaduais de emergência, como Corpo de Bombeiros, Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), polícias Civil e Militar, rede hospitalar, sistema penitenciário e Instituto Médico Legal (IML). O excedente da carga foi colocado à disposição do público nos postos, mas com o abastecimento limitado a R$ 100 para cada carro e R$ 30 para moto. Mesmo com a restrição e com o preço médio de R$ 4,50 por litro de gasolina, os postos ficaram bastante movimentados. Houve longas filas de espera e o combustível esgotou em poucas horas. Um novo carregamento da BR Distribuidora foi despachado aos postos no começo da tarde, repetindo o esquema da noite de domingo. Na mesma tarde, caminhões que transportam combustível de aviação para o Aeroporto Santa Maria foram escoltados pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) e pelo Exército. Segundo o comando da 6ª Região Militar (6ª RM), em Salvador (BA), o carregamento vai ser suficiente para um dia de funcionamento e, que quando terminar um novo comboio virá reabastecer o aeroporto. De acordo com o relatório diário da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), o Santa Maria já estava há três dias sem o combustível de aviação, o que provocou o cancelamento de pelo menos cinco voos para Recife  (PE) e Brasília (DF).