A preocupante realidade do transporte rodoviário brasileiro

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Publicada em 29/05/2018 às 03:52:00

 

*Bosco Costa
O escoamento da nossa produção, principalmente a agrícola, por rodovias representa considerável parcela da riqueza nacional, que vem sendo apenada com crescentes custos de transporte devido à má conservação das estradas, ao envelhecimento da frota nacional de caminhão, às altíssimas taxas de juros dos financiamentos, aos custos operacionais do combustível, e, o pior, a mais terrível ameaça ao transporte rodoviário nos últimos tempos, o roubo de cargas.
Os dados mais recentes do anuário da Confederação Nacional do Transporte (CNT), divulgados em 2017, indicam que a extensão das rodovias brasileiras pavimentadas e não pavimentadas no ano de 2015 totalizava 1,7 milhão de km e apenas 12,2% (210.618,8 km) têm pavimento. Desse total da malha, mais da metade dos trechos avaliados apresentaram problemas.
A frota de veículos registrados no Brasil, até 2016, era superior 93 milhões. Nos últimos 15 anos (2001 a 2016) houve um crescimento de 194,1% no número de veículos, porém a extensão das rodovias pavimentadas cresceu apenas 23,2% e mesmo assim continuam com graves problemas de qualidade, comprometendo a segurança. A qualidade e o crescimento da malha rodoviária não acompanham a demanda de infraestrutura para o escoamento da produção nem para o deslocamento de pessoas.  
O transporte de cargas é realizado, segundo a CNT, por 111.743 empresas, 247 cooperativas e 374.029 caminhoneiros autônomos registrados em 2017. A frota é composta de 1.088.358 veículos de empresas, 553.643 veículos de caminhoneiros autônomos e 22.865 veículos de cooperativas. Todos eles estão sendo prejudicados com a situação atual do setor de transporte.
O setor também sofre com o impressionante número de roubos de cargas. Segundo levantamento estatístico do Sindicato das Empresas de Transportes de Carga de São Paulo e Região (SETCESP) tivemos em 2016, um total de 25.563 roubos no país, o que equivale a uma média de 70 casos por dia. 
Diante de tantas situações adversas enfrentadas no setor do transporte, os profissionais do volante são os trabalhadores que mais morrem no Brasil, de acordo com dados do Ministério da Previdência Social.  
Em 2015, já tivemos uma grande paralisação da categoria. Hoje, o setor está falido e novamente os profissionais da estrada se manifestam. Temos combustível caro, péssimas estradas, pedágios com cobranças abusivas e um setor à espera de apoio. 
*Bosco Costa foi deputado federal

*Bosco Costa


O escoamento da nossa produção, principalmente a agrícola, por rodovias representa considerável parcela da riqueza nacional, que vem sendo apenada com crescentes custos de transporte devido à má conservação das estradas, ao envelhecimento da frota nacional de caminhão, às altíssimas taxas de juros dos financiamentos, aos custos operacionais do combustível, e, o pior, a mais terrível ameaça ao transporte rodoviário nos últimos tempos, o roubo de cargas.
Os dados mais recentes do anuário da Confederação Nacional do Transporte (CNT), divulgados em 2017, indicam que a extensão das rodovias brasileiras pavimentadas e não pavimentadas no ano de 2015 totalizava 1,7 milhão de km e apenas 12,2% (210.618,8 km) têm pavimento. Desse total da malha, mais da metade dos trechos avaliados apresentaram problemas.
A frota de veículos registrados no Brasil, até 2016, era superior 93 milhões. Nos últimos 15 anos (2001 a 2016) houve um crescimento de 194,1% no número de veículos, porém a extensão das rodovias pavimentadas cresceu apenas 23,2% e mesmo assim continuam com graves problemas de qualidade, comprometendo a segurança. A qualidade e o crescimento da malha rodoviária não acompanham a demanda de infraestrutura para o escoamento da produção nem para o deslocamento de pessoas.  
O transporte de cargas é realizado, segundo a CNT, por 111.743 empresas, 247 cooperativas e 374.029 caminhoneiros autônomos registrados em 2017. A frota é composta de 1.088.358 veículos de empresas, 553.643 veículos de caminhoneiros autônomos e 22.865 veículos de cooperativas. Todos eles estão sendo prejudicados com a situação atual do setor de transporte.
O setor também sofre com o impressionante número de roubos de cargas. Segundo levantamento estatístico do Sindicato das Empresas de Transportes de Carga de São Paulo e Região (SETCESP) tivemos em 2016, um total de 25.563 roubos no país, o que equivale a uma média de 70 casos por dia. 
Diante de tantas situações adversas enfrentadas no setor do transporte, os profissionais do volante são os trabalhadores que mais morrem no Brasil, de acordo com dados do Ministério da Previdência Social.  
Em 2015, já tivemos uma grande paralisação da categoria. Hoje, o setor está falido e novamente os profissionais da estrada se manifestam. Temos combustível caro, péssimas estradas, pedágios com cobranças abusivas e um setor à espera de apoio. 
*Bosco Costa foi deputado federal