A fé pouca de Temer

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Publicada em 29/05/2018 às 03:57:00

 

O presidente Michel Temer apro-
veitou a presença da impren-
sa durante a cerimônia de posse do ministro Ronaldo Fonseca na secretaria geral da presidência da República, ontem, para arriscar um palpite a respeito da greve dos caminhoneiros. O fim da crise era "convicção absoluta" do presidente.
A fé de Temer seria colocada à prova logo depois. Embora a pauta unificando os insurgentes tenha sido atendida pelo governo, ao custo estimado de R$ 10 bilhões, nada garantia que a greve restaria dissolvida. Líquido e certo, apenas o fracasso absoluto de uma gestão tão curta quanto desastrosa, antes aventada como a salvação da pátria.
Não há sinal de salvação no horizonte, muito ao contrário. A solução encontrada para atender ao pleito dos caminhoneiros não resolve coisa nenhuma. Temer empurrou o problema fiscal com a barriga, socializou o ônus do impasse com o contribuinte, deixando o embrião de uma nova crise como legado para o seu sucessor, num futuro próximo.
O acordo firmando ontem entre governo e representantes dos caminhoneiros congela o preço do diesel na bomba em R$ 0,46 por litro durante 60 dias, além de eliminar a cobrança do pedágio dos eixos suspensos em todo o país. Após dois meses de relativa estabilidade, no entanto, tudo pode acontecer.
A ambiguidade do papel exercido hoje pela Petrobras, uma estatal obrigada a prestar satisfações aos acionistas e o mercado, além da carga tributária extorsiva e socialmente injusta praticada pelo Governo Federal não vão desaparecer por passe de mágica. Ao tratar as verdadeiras questões em pauta como uma abstração financeira, Temer renuncia às certezas proclamadas desde a sua controversa posse, quando se disse um gestor avesso a fantasias irresponsáveis com o tesouro público.

O presidente Michel Temer apro- veitou a presença da impren- sa durante a cerimônia de posse do ministro Ronaldo Fonseca na secretaria geral da presidência da República, ontem, para arriscar um palpite a respeito da greve dos caminhoneiros. O fim da crise era "convicção absoluta" do presidente.
A fé de Temer seria colocada à prova logo depois. Embora a pauta unificando os insurgentes tenha sido atendida pelo governo, ao custo estimado de R$ 10 bilhões, nada garantia que a greve restaria dissolvida. Líquido e certo, apenas o fracasso absoluto de uma gestão tão curta quanto desastrosa, antes aventada como a salvação da pátria.
Não há sinal de salvação no horizonte, muito ao contrário. A solução encontrada para atender ao pleito dos caminhoneiros não resolve coisa nenhuma. Temer empurrou o problema fiscal com a barriga, socializou o ônus do impasse com o contribuinte, deixando o embrião de uma nova crise como legado para o seu sucessor, num futuro próximo.
O acordo firmando ontem entre governo e representantes dos caminhoneiros congela o preço do diesel na bomba em R$ 0,46 por litro durante 60 dias, além de eliminar a cobrança do pedágio dos eixos suspensos em todo o país. Após dois meses de relativa estabilidade, no entanto, tudo pode acontecer.
A ambiguidade do papel exercido hoje pela Petrobras, uma estatal obrigada a prestar satisfações aos acionistas e o mercado, além da carga tributária extorsiva e socialmente injusta praticada pelo Governo Federal não vão desaparecer por passe de mágica. Ao tratar as verdadeiras questões em pauta como uma abstração financeira, Temer renuncia às certezas proclamadas desde a sua controversa posse, quando se disse um gestor avesso a fantasias irresponsáveis com o tesouro público.