"Mobilização dos caminhoneiros é um exemplo a ser seguido", diz Ronildo

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Ronildo Almeida, presidente da Federação dos Comerciários
Ronildo Almeida, presidente da Federação dos Comerciários

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Publicada em 30/05/2018 às 06:07:00

 

A Federação dos Em-
pregados no Co-
mércio no estado de Sergipe está na luta por um acordo coletivo  que inclui rejeição de banco de horas, jornadas excessivas de trabalho e várias retiradas de direitos e garantias. Com data-base em janeiro e maio, os trabalhadores dos diversos segmentos do comércio estão sem convenção coletiva fechada e , segundo a federação, a categoria enfrenta retrocesso e cortes de direitos.
O presidente da federação, Ronildo Almeida, que também preside a União Geral dos Trabalhadores (UGT) em Sergipe, mandou um recado para os quase 100 mil trabalhadores do comércio em Sergipe ao declarar apoio à paralisação dos caminhoneiros. 
 "A mobilização dos caminhoneiros mostra que com união é possível mudar a história. A categoria revela sua força e unidade para a luta. Nós que fazemos o movimento sindical temos que aplaudir e ser solidário porque esse movimento é um exemplo para diversas categorias que estão sem reajuste salarial, com conquistas importantes sendo retiradas; sendo humilhado, perseguido, assediado, e na maioria das vezes não reage à altura. Está na hora do trabalhador se valorizar", disse Ronildo Almeida.
O sindicalista lembra que os comerciários, por exemplo, são representados por entidades organizadas que participam ativamente das mobilizações nacionais em defesa da classe trabalhadora, mas lamenta que é que a categoria tem uma participação  tímida nas manifestações  por melhores salários e condições de trabalho. 
 "É preciso ter disposição e lutar porque não temos alternativa. O comerciário tem data-base, alguns em janeiro e outros em maio, e estão sem acordo. Até agora a convecção coletiva de trabalho não foi fechada porque o setor patronal não quer pagar hora extra, impõe banco de horas, baixos salários e jornadas excessivas, retirando aquilo que conquistamos em anos de luta. O trabalhador não está reagindo o suficiente para conquistar avanços e mostrar ao patrão que merece respeito. Temos deveres, mas também temos direitos". 
 
A Federação dos Empregados no Comércio de Sergipe continua na luta para impedir que os comerciários trabalhem nos feriados, nas datas que estão fora do acordo com o sindicato.  "Os patrões estão impondo a abertura em todos os feriados. Conquistas garantidas à categoria na Justiça estão sendo questionadas pelo setor patronal por meio de limares. Se essa não é a hora certa de reagir, quando será? Depois que perder o emprego? O trabalho intermitente (contrato onde o funcionário é chamado para desempenhar suas atividades de forma esporádica), regulamentado pela reforma trabalhista, está sendo colocado em prática", adverte o sindicalista.
Ronildo afirma que o brasileiro precisa ampliar o seu olhar para a situação do país visto que a greve dos caminhoneiros é um problema pontual, embora sirva como alerta para o governo. "Não será a redução dos preços dos combustíveis que irá resolver o problema do Brasil. Temos que lembrar que foram retiradas conquistas dos trabalhadores através da aprovação da reforma da previdência e da lei de terceirização e temos ainda pela frente a reforma da previdência como ameaça". 
Diante de um cenário com retrocessos e cortes de direitos, a Federação Única dos Petroleiros (FUP) e seus sindicatos filiados convocam a categoria petroleira para uma greve nacional de advertência de 72 horas a partir desta quarta-feira (30).  "A democracia é um grande modelo de governo, tem as suas dificuldades, mas o importante é que o povo continua tendo a opção de se manifestar por meio do voto e das suas lutas de classe", avalia o presidente da Fecomse e UGT.

A Federação dos Em- pregados no Co- mércio no estado de Sergipe está na luta por um acordo coletivo  que inclui rejeição de banco de horas, jornadas excessivas de trabalho e várias retiradas de direitos e garantias. Com data-base em janeiro e maio, os trabalhadores dos diversos segmentos do comércio estão sem convenção coletiva fechada e , segundo a federação, a categoria enfrenta retrocesso e cortes de direitos.
O presidente da federação, Ronildo Almeida, que também preside a União Geral dos Trabalhadores (UGT) em Sergipe, mandou um recado para os quase 100 mil trabalhadores do comércio em Sergipe ao declarar apoio à paralisação dos caminhoneiros. 
 "A mobilização dos caminhoneiros mostra que com união é possível mudar a história. A categoria revela sua força e unidade para a luta. Nós que fazemos o movimento sindical temos que aplaudir e ser solidário porque esse movimento é um exemplo para diversas categorias que estão sem reajuste salarial, com conquistas importantes sendo retiradas; sendo humilhado, perseguido, assediado, e na maioria das vezes não reage à altura. Está na hora do trabalhador se valorizar", disse Ronildo Almeida.O sindicalista lembra que os comerciários, por exemplo, são representados por entidades organizadas que participam ativamente das mobilizações nacionais em defesa da classe trabalhadora, mas lamenta que é que a categoria tem uma participação  tímida nas manifestações  por melhores salários e condições de trabalho. 
 "É preciso ter disposição e lutar porque não temos alternativa. O comerciário tem data-base, alguns em janeiro e outros em maio, e estão sem acordo. Até agora a convecção coletiva de trabalho não foi fechada porque o setor patronal não quer pagar hora extra, impõe banco de horas, baixos salários e jornadas excessivas, retirando aquilo que conquistamos em anos de luta. O trabalhador não está reagindo o suficiente para conquistar avanços e mostrar ao patrão que merece respeito. Temos deveres, mas também temos direitos".  A Federação dos Empregados no Comércio de Sergipe continua na luta para impedir que os comerciários trabalhem nos feriados, nas datas que estão fora do acordo com o sindicato.  "Os patrões estão impondo a abertura em todos os feriados. Conquistas garantidas à categoria na Justiça estão sendo questionadas pelo setor patronal por meio de limares. Se essa não é a hora certa de reagir, quando será? Depois que perder o emprego? O trabalho intermitente (contrato onde o funcionário é chamado para desempenhar suas atividades de forma esporádica), regulamentado pela reforma trabalhista, está sendo colocado em prática", adverte o sindicalista.
Ronildo afirma que o brasileiro precisa ampliar o seu olhar para a situação do país visto que a greve dos caminhoneiros é um problema pontual, embora sirva como alerta para o governo. "Não será a redução dos preços dos combustíveis que irá resolver o problema do Brasil. Temos que lembrar que foram retiradas conquistas dos trabalhadores através da aprovação da reforma da previdência e da lei de terceirização e temos ainda pela frente a reforma da previdência como ameaça". 
Diante de um cenário com retrocessos e cortes de direitos, a Federação Única dos Petroleiros (FUP) e seus sindicatos filiados convocam a categoria petroleira para uma greve nacional de advertência de 72 horas a partir desta quarta-feira (30).  "A democracia é um grande modelo de governo, tem as suas dificuldades, mas o importante é que o povo continua tendo a opção de se manifestar por meio do voto e das suas lutas de classe", avalia o presidente da Fecomse e UGT.