Greve de caminhoneiros tem atos de apoio

Compartilhar:
Imprimir Aumentar Texto Diminuir Texto
Manifestaçõesão em apoio aos caminhoneiros ocorreram em vários pontos do Estadoo
Manifestaçõesão em apoio aos caminhoneiros ocorreram em vários pontos do Estadoo

Clique nas imagens para ampliar

Publicada em 30/05/2018 às 06:10:00

 

Gabriel Damásio 
Uma série de protes-
tos que evocam 
"solidariedade" à greve dos caminhoneiros, em vigor há nove dias, ocorreram na tarde de ontem na capital e no interior. Ao final da tarde de ontem, moradores dos bairros Santos Dumont e Pau Ferro (zona norte de Aracaju, bloquearam a Avenida Visconde de Maracaju, próximo ao Terminal de Integração da Maracaju. Por volta das 16h, eles se concentraram nas duas pistas em frente ao terminal e atearam fogo em pneus, móveis velhos, galhos de árvores e outros obstáculos.
Segundo os manifestantes, o protesto foi em apoio ao movimento dos caminhoneiros, sendo também para cobrar preço justo da gasolina, gás de cozinha e transporte público de qualidade. O bloqueio foi acompanhado por equipes do Corpo de Bombeiros, da Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (SMTT) e da Polícia Militar, que fizeram a negociação para liberar a via. Depois de cerca de uma hora, o transito foi liberado e a via foi desbloqueada. Um segundo bloqueio semelhante, com queima de obstáculos e carros atravessados, aconteceu por volta das 19h30 de ontem na ponte sobre o Rio do Sal, entre o Conjunto Marcos Freire, em Socorro, e o bairro Lamarão, em Aracaju.  
Outra manifestação aconteceu ao começo da manhã no quilômetro 76 da BR-101, em Maruim (Vale do Cotinguiba), perto da concentração dos caminhoneiros na ponte do Povoado Pedra Branca, em Laranjeiras. Moradores da região que bloquearam totalmente as duas pistas da rodovia e permitiram apenas a passagem de ambulâncias e viaturas da polícia. Equipes da Polícia Rodoviária Federal acompanharam o protesto, que durou cerca de três horas. Segundo os moradores do povoado Pau Ferro, em Maruim, a interdição é para manifestar apoio aos trabalhadores e para reivindicar a redução no preço da gasolina e do etanol. Outras manifestações aconteceram nas rodovias estaduais, em Ribeirópolis e Salgado, mas desfeitas ao início da noite. 
Mais transtornos - A rotina da população continuou afetada durante o oitavo dia de paralisação dos caminhoneiros. Faltou gás de cozinha e a procura aumentou desde o começo da semana em toda a capital. Os revendedores afirmam que o produto é fornecido por empresas de Salvador (BA) e Recife (PE), mas por causa dos bloqueios para caminhoneiros nas rodovias federais, os botijões não chegam aos estabelecimentos desde sexta-feira. Os empresários estimam que não há previsão de reabastecimento, mesmo se a manifestação acabar imediatamente. 
Houve também concentração de filas durante todo o dia em torno dos postos de combustível que receberam cargas dos caminhões-tanque escoltados pela polícia e pelo Exército. Um comboio com 19 caminhões saiu da base de Laranjeiras para Aracaju e abasteceu 12 postos de combustíveis em Aracaju e seis no interior, sendo todos ligados à rede Presidente. Ela continuou fornecendo gasolina com cotas de R$ 100 para cada veículo e R$ 30 por motos. A rede de postos Petrox informou que todos os postos da rede apenas operam com o abastecimento de álcool e três deles receberam gasolina no meio da tarde. A expectativa é de que a situação se normalize com a chegada dos caminhões que estão na base de distribuição da cidade de Madre de Deus (BA). 
As aulas da rede pública de ensino foram suspensas para as 355 unidades escolares nesta terça-feira. A Secretaria de Estado da Educação informou que cerca de 155 mil alunos foram afetados diretamente com a paralisação, mas que não sofrerão prejuízos no ano letivo. A direção da rede irá rever o calendário escolar para que não acarrete em prejuízos, tanto para os estudantes, quanto para os professores. A Universidade Federal de Sergipe (UFS)também optou por suspender as aulas de graduação e pós-graduação. A suspensão afeta cerca de 30 mil estudantes. A UFS disse que os serviços essenciais de manutenção, vigilância e as unidades de saúde de Aracaju e Lagarto vão permanecer funcionando normalmente, já o expediente administrativo vai ter horário diferenciado, funcionando das 7h as 13h, exceto para as atividades prioritárias e serviços essenciais.
O Instituto Federal de Sergipe (IFS) cancelou as aulas nos campi de Aracaju e Lagarto, porém a reitoria do instituto disse que à suspensão das aulas é facultativa a cada campus, conforme análise realidade local. Na rede municipal de Aracaju as aulas vão acontecer normalmente segundo a Secretaria Municipal da Educação.

Uma série de protes- tos que evocam  "solidariedade" à greve dos caminhoneiros, em vigor há nove dias, ocorreram na tarde de ontem na capital e no interior. Ao final da tarde de ontem, moradores dos bairros Santos Dumont e Pau Ferro (zona norte de Aracaju, bloquearam a Avenida Visconde de Maracaju, próximo ao Terminal de Integração da Maracaju. Por volta das 16h, eles se concentraram nas duas pistas em frente ao terminal e atearam fogo em pneus, móveis velhos, galhos de árvores e outros obstáculos.
Segundo os manifestantes, o protesto foi em apoio ao movimento dos caminhoneiros, sendo também para cobrar preço justo da gasolina, gás de cozinha e transporte público de qualidade. O bloqueio foi acompanhado por equipes do Corpo de Bombeiros, da Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (SMTT) e da Polícia Militar, que fizeram a negociação para liberar a via. Depois de cerca de uma hora, o transito foi liberado e a via foi desbloqueada. Um segundo bloqueio semelhante, com queima de obstáculos e carros atravessados, aconteceu por volta das 19h30 de ontem na ponte sobre o Rio do Sal, entre o Conjunto Marcos Freire, em Socorro, e o bairro Lamarão, em Aracaju.  
Outra manifestação aconteceu ao começo da manhã no quilômetro 76 da BR-101, em Maruim (Vale do Cotinguiba), perto da concentração dos caminhoneiros na ponte do Povoado Pedra Branca, em Laranjeiras. Moradores da região que bloquearam totalmente as duas pistas da rodovia e permitiram apenas a passagem de ambulâncias e viaturas da polícia. Equipes da Polícia Rodoviária Federal acompanharam o protesto, que durou cerca de três horas. Segundo os moradores do povoado Pau Ferro, em Maruim, a interdição é para manifestar apoio aos trabalhadores e para reivindicar a redução no preço da gasolina e do etanol. Outras manifestações aconteceram nas rodovias estaduais, em Ribeirópolis e Salgado, mas desfeitas ao início da noite. 
Mais transtornos - A rotina da população continuou afetada durante o oitavo dia de paralisação dos caminhoneiros. Faltou gás de cozinha e a procura aumentou desde o começo da semana em toda a capital. Os revendedores afirmam que o produto é fornecido por empresas de Salvador (BA) e Recife (PE), mas por causa dos bloqueios para caminhoneiros nas rodovias federais, os botijões não chegam aos estabelecimentos desde sexta-feira. Os empresários estimam que não há previsão de reabastecimento, mesmo se a manifestação acabar imediatamente. 
Houve também concentração de filas durante todo o dia em torno dos postos de combustível que receberam cargas dos caminhões-tanque escoltados pela polícia e pelo Exército. Um comboio com 19 caminhões saiu da base de Laranjeiras para Aracaju e abasteceu 12 postos de combustíveis em Aracaju e seis no interior, sendo todos ligados à rede Presidente. Ela continuou fornecendo gasolina com cotas de R$ 100 para cada veículo e R$ 30 por motos. A rede de postos Petrox informou que todos os postos da rede apenas operam com o abastecimento de álcool e três deles receberam gasolina no meio da tarde. A expectativa é de que a situação se normalize com a chegada dos caminhões que estão na base de distribuição da cidade de Madre de Deus (BA). As aulas da rede pública de ensino foram suspensas para as 355 unidades escolares nesta terça-feira. A Secretaria de Estado da Educação informou que cerca de 155 mil alunos foram afetados diretamente com a paralisação, mas que não sofrerão prejuízos no ano letivo. A direção da rede irá rever o calendário escolar para que não acarrete em prejuízos, tanto para os estudantes, quanto para os professores. A Universidade Federal de Sergipe (UFS)também optou por suspender as aulas de graduação e pós-graduação. A suspensão afeta cerca de 30 mil estudantes. A UFS disse que os serviços essenciais de manutenção, vigilância e as unidades de saúde de Aracaju e Lagarto vão permanecer funcionando normalmente, já o expediente administrativo vai ter horário diferenciado, funcionando das 7h as 13h, exceto para as atividades prioritárias e serviços essenciais.
O Instituto Federal de Sergipe (IFS) cancelou as aulas nos campi de Aracaju e Lagarto, porém a reitoria do instituto disse que à suspensão das aulas é facultativa a cada campus, conforme análise realidade local. Na rede municipal de Aracaju as aulas vão acontecer normalmente segundo a Secretaria Municipal da Educação.