Morre o ex-deputado José Carlos Teixeira

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José Carlos Teixeira foi deputado federal, prefeito de Aracaju e vice-governador
José Carlos Teixeira foi deputado federal, prefeito de Aracaju e vice-governador

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Publicada em 30/05/2018 às 06:17:00

 

O ex-deputado fede
ral José Carlos 
Mesquita Teixeira, 82 anos, morreu no início da tarde de ontem, em sua residência em Aracaju. Ele estava em tratamento contra um câncer e na última sexta-feira o estado de saúde se agravou.
José Carlos Teixeira foi uma das principais lideranças políticas de Sergipe e o principal líder da oposição a ditadura militar, nas décadas de 1960/1970, quando fundou o MDB, único partido de oposição permitido pelos militares e depois o PMDB. Foi quatro vezes deputado federal, vice-governador de Sergipe e prefeito de Aracaju.
José Carlos Teixeira deixa esposa, cinco filhas e netos. O velório está sendo realizado no Palácio Museu Olimpio Campos, antiga sede do governo de Sergipe, na Praça Fausto Cardoso. O corpo será levado nesta quarta-feira (30), às 10 horas, para o cemitério Colina da Saudade, onde será enterrado às 11 horas.
Histórico - Filho do empresário Oviêdo Teixeira e de d. Alda Mesquita Teixeira, Zé Carlos Teixeira foi militante da União Sergipana dos Estudantes Secundaristas - USES, ao lado de Jaime Araujo e Tertuliano Azevedo, em 1950, quando estudava no Colégio Estadual Atheneu Sergipense. Também estudou na Bahia, aonde vivera outra experiência no movimento estudantil secundarista, participando ativamente da campanha "O petróleo é nosso".
Formou-se em Contabilidade pela Escola Técnica de Comércio Tobias Barreto, em Aracaju (1957); em outubro de 1962 elegeu-se deputado federal na legenda da Aliança Social Democrática - coligação formada pelo Partido Social Democrático (PSD) e o Partido Repu­blicano (PR).
Vice-líder do PSD na Câmara dos Deputados (1965), com a extinção dos partidos políticos por força do Ato Institucional nº 2 (27/10/65), e a implantação do bipartidarismo, filiou-se ao Movimento Democrático Brasileiro (MDB), partido de oposição ao regime militar instalado no país em abril de 1964.
Presidente do diretório regional e integrante do diretório nacional da agremiação (1966), vice-líder da bancada (1966-1967), vice-presidente das comissões da Bacia do São Francisco, de Segurança Nacional e de Fiscalização Financeira e Tomada de Contas, e titular Comissão de Orçamento, em novembro de 1966 foi o único candidato do MDB de Sergipe a reconquistar o mandato federal. Com o retorno do pluripartidarismo foi um dos fundadores e primeiro presidente do PMDB em Sergipe.
Foi nomeado prefeito de Aracaju pelo governador João Alves Filho exercendo o mandato entre 30 de maio de 1985 e 1º de janeiro de 1986, quando transmitiu o cargo ao seu correligionário Jackson Barreto, o primeiro prefeito da cidade eleito pelo voto popular após 20 anos de ditadura. Em 1990 foi eleito vice-governador de Sergipe na chapa que reconduziu João Alves Filho ao Governo do Estado.
Nas eleições de 15 de novembro de 1986 foi o único dos vinte e três candidatos a governador do PMDB a não vencer as eleições visto que os sergipanos elegeram o pefelista Antônio Carlos Valadares. Findo o seu mandato parlamentar foi nomeado Diretor de Captação da Caixa Econômica Federal (1987-1989) pelo presidente José Sarney. Em 1990 foi eleito vice-governador de Sergipe na chapa que reconduziu João Alves Filho ao governo.
Ele também foi secretário de Cultura em 2003 no governo de João Alves Filho  e um dos fundadores da Sociedade de Cultura Artística de Sergipe (SCAS).

O ex-deputado fede ral José Carlos  Mesquita Teixeira, 82 anos, morreu no início da tarde de ontem, em sua residência em Aracaju. Ele estava em tratamento contra um câncer e na última sexta-feira o estado de saúde se agravou.
José Carlos Teixeira foi uma das principais lideranças políticas de Sergipe e o principal líder da oposição a ditadura militar, nas décadas de 1960/1970, quando fundou o MDB, único partido de oposição permitido pelos militares e depois o PMDB. Foi quatro vezes deputado federal, vice-governador de Sergipe e prefeito de Aracaju.
José Carlos Teixeira deixa esposa, cinco filhas e netos. O velório está sendo realizado no Palácio Museu Olimpio Campos, antiga sede do governo de Sergipe, na Praça Fausto Cardoso. O corpo será levado nesta quarta-feira (30), às 10 horas, para o cemitério Colina da Saudade, onde será enterrado às 11 horas.
Histórico - Filho do empresário Oviêdo Teixeira e de d. Alda Mesquita Teixeira, Zé Carlos Teixeira foi militante da União Sergipana dos Estudantes Secundaristas - USES, ao lado de Jaime Araujo e Tertuliano Azevedo, em 1950, quando estudava no Colégio Estadual Atheneu Sergipense. Também estudou na Bahia, aonde vivera outra experiência no movimento estudantil secundarista, participando ativamente da campanha "O petróleo é nosso".
Formou-se em Contabilidade pela Escola Técnica de Comércio Tobias Barreto, em Aracaju (1957); em outubro de 1962 elegeu-se deputado federal na legenda da Aliança Social Democrática - coligação formada pelo Partido Social Democrático (PSD) e o Partido Repu­blicano (PR).
Vice-líder do PSD na Câmara dos Deputados (1965), com a extinção dos partidos políticos por força do Ato Institucional nº 2 (27/10/65), e a implantação do bipartidarismo, filiou-se ao Movimento Democrático Brasileiro (MDB), partido de oposição ao regime militar instalado no país em abril de 1964.
Presidente do diretório regional e integrante do diretório nacional da agremiação (1966), vice-líder da bancada (1966-1967), vice-presidente das comissões da Bacia do São Francisco, de Segurança Nacional e de Fiscalização Financeira e Tomada de Contas, e titular Comissão de Orçamento, em novembro de 1966 foi o único candidato do MDB de Sergipe a reconquistar o mandato federal. Com o retorno do pluripartidarismo foi um dos fundadores e primeiro presidente do PMDB em Sergipe.
Foi nomeado prefeito de Aracaju pelo governador João Alves Filho exercendo o mandato entre 30 de maio de 1985 e 1º de janeiro de 1986, quando transmitiu o cargo ao seu correligionário Jackson Barreto, o primeiro prefeito da cidade eleito pelo voto popular após 20 anos de ditadura. Em 1990 foi eleito vice-governador de Sergipe na chapa que reconduziu João Alves Filho ao Governo do Estado.
Nas eleições de 15 de novembro de 1986 foi o único dos vinte e três candidatos a governador do PMDB a não vencer as eleições visto que os sergipanos elegeram o pefelista Antônio Carlos Valadares. Findo o seu mandato parlamentar foi nomeado Diretor de Captação da Caixa Econômica Federal (1987-1989) pelo presidente José Sarney. Em 1990 foi eleito vice-governador de Sergipe na chapa que reconduziu João Alves Filho ao governo.
Ele também foi secretário de Cultura em 2003 no governo de João Alves Filho  e um dos fundadores da Sociedade de Cultura Artística de Sergipe (SCAS).