Corda esticada

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Publicada em 30/05/2018 às 06:26:00

 

O apoio popular conquistado 
pelos caminhoneiros em gre-
ve passa por uma verdadeira prova de fogo. Com o agravamento da crise de abastecimento, após nove dias de estradas interditadas, e prateleiras vazias nos supermercados, gerando um aumento nada natural no preço de produtos de primeira necessidade, a exemplo do feijão com arroz, há uma tendência de o protesto começar a ser percebido como abuso. Só o tempo poderá dizer o quanto ainda vai durar a boa vontade da população.
Agora é que são elas. Colocado contra a parede, o presidente foi obrigado a ganhar tempo e contornar a crise. Todas as reivindicações colocadas na mesa de negociação foram atendidas pelo Governo Federal, de um jeito ou de outro. E, no entanto, a mobilização dos caminhoneiros persiste.
Em tal contexto, as suspeitas de eventuais desvios nos objetivos do levante promovido pelos caminhoneiros ganham volume. Neste momento, a natureza apolítica da mobilização, alegada por diversas lideranças grevistas, é desmentida pelos fatos. Se o preço do diesel na bomba vai baixar, como exigiam os insurgentes, como justificar a corda esticada, a essa altura do campeonato?
Com estoques esvaziados, os supermercados da capital sergipana já estão limitando o número de produtos disponíveis para cada consumidor, incluindo os gêneros de primeira necessidade. A alta natural dos preços, influenciada pela razão entre oferta e procura, é acompanhada de perto pelo Ministério Público e Procon. Ciente da justiça das reivindicações realizadas inicialmente pelos caminhoneiros, os brasileiros bateram palmas e panelas, em sinal de apoio. Mas a fatura da crise talvez seja um pouco demais para os bolsos furados da população.

O apoio popular conquistado  pelos caminhoneiros em gre- ve passa por uma verdadeira prova de fogo. Com o agravamento da crise de abastecimento, após nove dias de estradas interditadas, e prateleiras vazias nos supermercados, gerando um aumento nada natural no preço de produtos de primeira necessidade, a exemplo do feijão com arroz, há uma tendência de o protesto começar a ser percebido como abuso. Só o tempo poderá dizer o quanto ainda vai durar a boa vontade da população.
Agora é que são elas. Colocado contra a parede, o presidente foi obrigado a ganhar tempo e contornar a crise. Todas as reivindicações colocadas na mesa de negociação foram atendidas pelo Governo Federal, de um jeito ou de outro. E, no entanto, a mobilização dos caminhoneiros persiste.
Em tal contexto, as suspeitas de eventuais desvios nos objetivos do levante promovido pelos caminhoneiros ganham volume. Neste momento, a natureza apolítica da mobilização, alegada por diversas lideranças grevistas, é desmentida pelos fatos. Se o preço do diesel na bomba vai baixar, como exigiam os insurgentes, como justificar a corda esticada, a essa altura do campeonato?
Com estoques esvaziados, os supermercados da capital sergipana já estão limitando o número de produtos disponíveis para cada consumidor, incluindo os gêneros de primeira necessidade. A alta natural dos preços, influenciada pela razão entre oferta e procura, é acompanhada de perto pelo Ministério Público e Procon. Ciente da justiça das reivindicações realizadas inicialmente pelos caminhoneiros, os brasileiros bateram palmas e panelas, em sinal de apoio. Mas a fatura da crise talvez seja um pouco demais para os bolsos furados da população.