Ministério apoia movimento em defesa do forró de raiz

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Publicada em 31/05/2018 às 09:44:00

 

Em audiência marcada por música e debates sobre a importância social e econômica do forró, o ministro Sérgio Sá Leitão manifestou o apoio integral do Ministério da Cultura (MinC) ao movimento - liderado pela Associação Cultural Balaio Nordeste (ACBN) com diversas entidades - pela defesa do registro das matrizes tradicionais do forró de raiz como patrimônio cultural imaterial do Brasil. O encontro com representantes das entidades ocorreu na tarde desta terça-feira (29), em Brasília. 
O registro da candidatura a patrimônio imaterial é analisado pelo Instituto do Patrimônio Histórico Artístico e Nacional (Iphan), vinculado ao Ministério da Cultura, e depende ainda de um processo que inclui pesquisas e análises sociais e antropológicas. 
Os representantes do movimento presentes na reunião entregaram ao ministro uma Carta Manifesto resultado do 1º Fórum Nacional do Forró de Raiz, promovido pelo Sesc /RJ em abril deste ano. No documento, os integrantes do Fórum solicitaram recursos financeiros que assegurem a continuidade do processo de registro, a divulgação do forró em eventos internacionais e a criação de centros de referência do forró, entre outras demandas. 
Presente à reunião, a cantora sergipana Antônia Amorosa destacou que o trabalho desenvolvido em favor do registro é também um esforço em prol do povo nordestino. 
"O pedido não é feito por motivações individuais. Pelo contrário, se esse registro não acontecer, corremos o risco de as gerações futuras não conhecerem o forró de raiz. E, o mais grave, não entenderem a importância desse gênero para o povo nordestino, em momentos cruciais da nossa história. Em especial, no momento de migração da população do Nordeste para outras regiões brasileiras", ponderou.
De acordo com o diretor do Departamento de Patrimônio Imaterial do Iphan, Hermano Queiroz, a política de salvaguarda feita pelo Ministério Cultura, por meio do instituto, tem sido reconhecida pelos organismos internacionais como uma das mais exitosas do mundo. 
"É necessário ressaltar que esse reconhecimento não significa o simples recebimento de uma titulação ou um selo. O registro desse bem cultural tem, sobretudo, impacto social. Um patrimônio imaterial deve ter um forte componente social, por esta razão, a mobilização precisa vir diretamente de grupos sociais", afirmou. 
O ministro se comprometeu a contribuir na busca de meios para complementar os recursos necessários para a continuidade do processo de registro do forró de raiz. "Não temos fonte orçamentária para contribuir diretamente, mas estamos sintonizados com as ações promovidas em defesa do forró. Contem conosco, faremos tudo o que estiver ao nosso alcance para auxiliar o movimento", ressaltou.

Em audiência marcada por música e debates sobre a importância social e econômica do forró, o ministro Sérgio Sá Leitão manifestou o apoio integral do Ministério da Cultura (MinC) ao movimento - liderado pela Associação Cultural Balaio Nordeste (ACBN) com diversas entidades - pela defesa do registro das matrizes tradicionais do forró de raiz como patrimônio cultural imaterial do Brasil. O encontro com representantes das entidades ocorreu na tarde desta terça-feira (29), em Brasília. 
O registro da candidatura a patrimônio imaterial é analisado pelo Instituto do Patrimônio Histórico Artístico e Nacional (Iphan), vinculado ao Ministério da Cultura, e depende ainda de um processo que inclui pesquisas e análises sociais e antropológicas. 
Os representantes do movimento presentes na reunião entregaram ao ministro uma Carta Manifesto resultado do 1º Fórum Nacional do Forró de Raiz, promovido pelo Sesc /RJ em abril deste ano. No documento, os integrantes do Fórum solicitaram recursos financeiros que assegurem a continuidade do processo de registro, a divulgação do forró em eventos internacionais e a criação de centros de referência do forró, entre outras demandas. 
Presente à reunião, a cantora sergipana Antônia Amorosa destacou que o trabalho desenvolvido em favor do registro é também um esforço em prol do povo nordestino. 
"O pedido não é feito por motivações individuais. Pelo contrário, se esse registro não acontecer, corremos o risco de as gerações futuras não conhecerem o forró de raiz. E, o mais grave, não entenderem a importância desse gênero para o povo nordestino, em momentos cruciais da nossa história. Em especial, no momento de migração da população do Nordeste para outras regiões brasileiras", ponderou.
De acordo com o diretor do Departamento de Patrimônio Imaterial do Iphan, Hermano Queiroz, a política de salvaguarda feita pelo Ministério Cultura, por meio do instituto, tem sido reconhecida pelos organismos internacionais como uma das mais exitosas do mundo. 
"É necessário ressaltar que esse reconhecimento não significa o simples recebimento de uma titulação ou um selo. O registro desse bem cultural tem, sobretudo, impacto social. Um patrimônio imaterial deve ter um forte componente social, por esta razão, a mobilização precisa vir diretamente de grupos sociais", afirmou. 
O ministro se comprometeu a contribuir na busca de meios para complementar os recursos necessários para a continuidade do processo de registro do forró de raiz. "Não temos fonte orçamentária para contribuir diretamente, mas estamos sintonizados com as ações promovidas em defesa do forró. Contem conosco, faremos tudo o que estiver ao nosso alcance para auxiliar o movimento", ressaltou.