Caminhoneiros deixam todos os pontos de bloqueio

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INICIATIVA FOI DO MINISTÉRIO PÚBLICO E DA SSP PARA VERIFICAR SE DISTRIUIDORES ESTAVAM ESCONDENDO O PRODUTO PARA AUMENTO DE PREÇO
INICIATIVA FOI DO MINISTÉRIO PÚBLICO E DA SSP PARA VERIFICAR SE DISTRIUIDORES ESTAVAM ESCONDENDO O PRODUTO PARA AUMENTO DE PREÇO

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Publicada em 31/05/2018 às 10:08:00

 

Gabriel Damásio
Depois de nove dias, os 
pontos de mobiliza-
ção dos caminhoneiros que aderiram à greve nacional da categoria foram desfeitos ontem em todo o estado. A informação foi confirmada ao final da tarde pelas polícias rodoviárias Federal e Estadual, que organizaram a saída dos caminhoneiros envolvidos. A desmobilização dos piquetes aconteceu durante toda a manhã, quando agentes da PRF foram aos locais de concentração de caminhoneiros e convenceram eles a seguir viagem. Até então, havia cinco pontos de bloqueio para caminhões, sendo dois na BR-235 (Itabaiana) e três na BR-101 (Laranjeiras, Estância e Umbaúba).
No principal piquete, montado no quilômetro 77 da 101, junto à ponte de acesso ao povoado Pedra Branca, em Laranjeiras, estavam concentrados 2.500 caminhoneiros. Muitos deles alegaram que estavam dispostos a ir para casa, retomar o trabalho normal e encerrar a permanência na estrada, mas tinham receio de ser atacados no meio da estrada ou na passagem por outros locais de piquetes. Alguns motoristas disseram que estavam sendo coagidos a ficar por manifestantes mais radicais. Outros afirmavam que poderiam ser atacados com pedras e paus por outros manifestantes, que seriam pessoas da população, que alegam revolta com o desabastecimento causado pela greve ou com a alta do preço dos combustíveis. 
Depois de uma discussão entre os condutores que queriam deixar o local e outros que queriam continuar o protesto, os primeiros caminhões começaram a deixar no final da manhã, seguindo dois comboios escoltados por equipes das PRF: um em direção a Salvador (BA) e outro em direção a Maceió (AL). Uma pequena parte dos caminhoneiros permaneceu no posto de Pedra Branca e, segundo a PRF, não quiseram sair agora ou vieram de outras localidades para parada de rotina.
O fim do bloqueio dos caminhoneiros coincidiu com o início da 'Operação Corpus Christi', que reforça a segurança dos motoristas que viajam para outras cidades durante o feriado prolongado. Por conta disso, não será aplicada a restrição para circulação de veículos pesados em horários de maior movimento nas estradas. "Em razão da desmobilização das manifestações de caminhoneiros em todo país, a PRF informa que está suspensa a portaria que restringe o tráfego de veículos de carga em vias de pista simples durante a Operação Corpus Christi 2018. Caminhões bitrens com dimensões excedentes, caminhões cegonhas e de transporte de veículos e cargas paletizadas, estão livres para circular em todos os dias e em todas as vias durante a operação", diz a PRF, em nota.
Entre as rodovias estaduais, o único ponto de bloqueio que resistia era o da SE-170, em São Domingos (Agreste), onde os caminhoneiros estavam concentrados durante uma semana. O ponto foi desfeito e os caminhões foram liberados durante a manhã, quando o tráfego foi normalizado. Houve ainda um segundo protesto na SE-230, entre Siriri e Nossa Senhora das Dores (Médio Sertão), onde moradores do povoado Barreiro queimaram pneus e obstáculos na pista. O bloqueio permaneceu por cerca de três horas e foi liberado após negociações entre manifestantes, policiais militares e bombeiros. O protesto dos caminhoneiros foi motivado pela alta dos preços dos combustíveis e forçou o governo federal a aplicar uma redução de R$ 0,46 no preço do diesel, além de rever a política de preços dos outros combustíveis.
Audiência - Enquanto os bloqueios eram liberados, uma audiência era promovida no Ministério Público Estadual (MPE) para facilitar o transporte de cargas essenciais que estavam presas nas rodovias por causa dos protestos dos caminhoneiros. Foram chamados representantes de entidades da classe de postos de combustíveis, supermercados, atacadistas e distribuidores de gás de cozinha, que vem enfrentando problemas de abastecimento com a paralisação dos caminhoneiros. Todos decidiram pedir escoltas da PRF e da Polícia Militar para liberar as cargas retidas, inclusive localizando os caminhões e condutores. 
Todos também concordaram em manter os preços normais dos produtos, sem aumentos injustificados e com informações claras sobre possíveis limites ou cotas de produtos a serem vendidos. Com o fim dos bloqueios, a previsão é de que os estoques comecem a ser normalizados a partir desta segunda-feira. 

Depois de nove dias, os  pontos de mobiliza- ção dos caminhoneiros que aderiram à greve nacional da categoria foram desfeitos ontem em todo o estado. A informação foi confirmada ao final da tarde pelas polícias rodoviárias Federal e Estadual, que organizaram a saída dos caminhoneiros envolvidos. A desmobilização dos piquetes aconteceu durante toda a manhã, quando agentes da PRF foram aos locais de concentração de caminhoneiros e convenceram eles a seguir viagem. Até então, havia cinco pontos de bloqueio para caminhões, sendo dois na BR-235 (Itabaiana) e três na BR-101 (Laranjeiras, Estância e Umbaúba).
No principal piquete, montado no quilômetro 77 da 101, junto à ponte de acesso ao povoado Pedra Branca, em Laranjeiras, estavam concentrados 2.500 caminhoneiros. Muitos deles alegaram que estavam dispostos a ir para casa, retomar o trabalho normal e encerrar a permanência na estrada, mas tinham receio de ser atacados no meio da estrada ou na passagem por outros locais de piquetes. Alguns motoristas disseram que estavam sendo coagidos a ficar por manifestantes mais radicais. Outros afirmavam que poderiam ser atacados com pedras e paus por outros manifestantes, que seriam pessoas da população, que alegam revolta com o desabastecimento causado pela greve ou com a alta do preço dos combustíveis. 
Depois de uma discussão entre os condutores que queriam deixar o local e outros que queriam continuar o protesto, os primeiros caminhões começaram a deixar no final da manhã, seguindo dois comboios escoltados por equipes das PRF: um em direção a Salvador (BA) e outro em direção a Maceió (AL). Uma pequena parte dos caminhoneiros permaneceu no posto de Pedra Branca e, segundo a PRF, não quiseram sair agora ou vieram de outras localidades para parada de rotina.
O fim do bloqueio dos caminhoneiros coincidiu com o início da 'Operação Corpus Christi', que reforça a segurança dos motoristas que viajam para outras cidades durante o feriado prolongado. Por conta disso, não será aplicada a restrição para circulação de veículos pesados em horários de maior movimento nas estradas. "Em razão da desmobilização das manifestações de caminhoneiros em todo país, a PRF informa que está suspensa a portaria que restringe o tráfego de veículos de carga em vias de pista simples durante a Operação Corpus Christi 2018. Caminhões bitrens com dimensões excedentes, caminhões cegonhas e de transporte de veículos e cargas paletizadas, estão livres para circular em todos os dias e em todas as vias durante a operação", diz a PRF, em nota.
Entre as rodovias estaduais, o único ponto de bloqueio que resistia era o da SE-170, em São Domingos (Agreste), onde os caminhoneiros estavam concentrados durante uma semana. O ponto foi desfeito e os caminhões foram liberados durante a manhã, quando o tráfego foi normalizado. Houve ainda um segundo protesto na SE-230, entre Siriri e Nossa Senhora das Dores (Médio Sertão), onde moradores do povoado Barreiro queimaram pneus e obstáculos na pista. O bloqueio permaneceu por cerca de três horas e foi liberado após negociações entre manifestantes, policiais militares e bombeiros. O protesto dos caminhoneiros foi motivado pela alta dos preços dos combustíveis e forçou o governo federal a aplicar uma redução de R$ 0,46 no preço do diesel, além de rever a política de preços dos outros combustíveis.
Audiência - Enquanto os bloqueios eram liberados, uma audiência era promovida no Ministério Público Estadual (MPE) para facilitar o transporte de cargas essenciais que estavam presas nas rodovias por causa dos protestos dos caminhoneiros. Foram chamados representantes de entidades da classe de postos de combustíveis, supermercados, atacadistas e distribuidores de gás de cozinha, que vem enfrentando problemas de abastecimento com a paralisação dos caminhoneiros. Todos decidiram pedir escoltas da PRF e da Polícia Militar para liberar as cargas retidas, inclusive localizando os caminhões e condutores. 
Todos também concordaram em manter os preços normais dos produtos, sem aumentos injustificados e com informações claras sobre possíveis limites ou cotas de produtos a serem vendidos. Com o fim dos bloqueios, a previsão é de que os estoques comecem a ser normalizados a partir desta segunda-feira.