Greves e prejuízos

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Publicada em 31/05/2018 às 10:27:00

 

O prejuízo derivado da crise de 
abastecimento provocada 
pela greve dos caminhoneiros é estimado em cerca de R$ 10 bilhões de reais. Mas há quem não se comova com as perdas impostas aos bolsos furados dos brasileiros. Animados com o apoio popular conquistado pela turma da boleia, os petroleiros resolveram desafiar o bom senso e uma liminar concedida pela Justiça com a invenção de um feriado prolongado. Cruzaram os braços, desde ontem, véspera de Corpus Christi, e só voltam ao batente no início da próxima semana.
Mais inoportuno, impossível. A soma total de prejuízo no setor agrícola pode bater em R$ 6,6 bilhões, de acordo com a Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil. No Comércio, a perda estipulada gira em torno de R$ 3,1 bilhões. O impacto produzido pelos nove dias de estradas interditadas na economia nacional certamente levará meses inteiros, até ser completamente amortecido. E, no entanto, os petroleiros investem no caos, alheios às consequências de um gesto político francamente irresponsável.
A aposta dos grevistas de veraneio é das mais arriscadas. Segundo pesquisa realizada pelo Instituto Datafolha, o brasileiro apoia sim a paralisação dos caminhoneiros e defende a sua continuidade, mas não demonstra nenhuma disposição para pagar a conta. Os mesmos 87% dos entrevistados que batem palmas para os caminhoneiros não concordam com aumento de impostos ou corte de gastos do governo para atender às reivindicações.
Não é esta a primeira vez quando o direito sagrado à greve flerta com a irresponsabilidade. Até greve de policiais militares foram promovidas, Brasil afora, em passado recente. Resta saber se a vida dos brasileiros melhora, após tais mobilizações. Perguntar não ofende.

O prejuízo derivado da crise de  abastecimento provocada  pela greve dos caminhoneiros é estimado em cerca de R$ 10 bilhões de reais. Mas há quem não se comova com as perdas impostas aos bolsos furados dos brasileiros. Animados com o apoio popular conquistado pela turma da boleia, os petroleiros resolveram desafiar o bom senso e uma liminar concedida pela Justiça com a invenção de um feriado prolongado. Cruzaram os braços, desde ontem, véspera de Corpus Christi, e só voltam ao batente no início da próxima semana.
Mais inoportuno, impossível. A soma total de prejuízo no setor agrícola pode bater em R$ 6,6 bilhões, de acordo com a Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil. No Comércio, a perda estipulada gira em torno de R$ 3,1 bilhões. O impacto produzido pelos nove dias de estradas interditadas na economia nacional certamente levará meses inteiros, até ser completamente amortecido. E, no entanto, os petroleiros investem no caos, alheios às consequências de um gesto político francamente irresponsável.
A aposta dos grevistas de veraneio é das mais arriscadas. Segundo pesquisa realizada pelo Instituto Datafolha, o brasileiro apoia sim a paralisação dos caminhoneiros e defende a sua continuidade, mas não demonstra nenhuma disposição para pagar a conta. Os mesmos 87% dos entrevistados que batem palmas para os caminhoneiros não concordam com aumento de impostos ou corte de gastos do governo para atender às reivindicações.
Não é esta a primeira vez quando o direito sagrado à greve flerta com a irresponsabilidade. Até greve de policiais militares foram promovidas, Brasil afora, em passado recente. Resta saber se a vida dos brasileiros melhora, após tais mobilizações. Perguntar não ofende.