Educação fora da bolha

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Publicada em 05/06/2018 às 05:44:00

 

O grande fluxo de pessoas, asso-
ciado à ausência de policia
mento, transformou a Universidade Federal de Sergipe em um espaço atraente para a bandidagem. Os assaltos recorrentes, em plena luz do dia, colocam em xeque a ideia romântica de um ambiente sem barreiras, de braços abertos e trânsito livre para qualquer um.
A dimensão territorial da UFS exige mais do que alguns seguranças para garantir a integridade dos estudantes, professores e demais funcionários em atividade no campus de São Cristóvão. Embora o acesso controlado e a vigilância institucional não sejam vistos com bons olhos pela comunidade estudantil, indisposta a conviver com as lentes de suposto Big Brother, as únicas providências consideradas pela reitoria, com o intuito de inibir o crime, sinalizam justamente nessa direção.
Em passado recente, os estudantes do campus de Laranjeiras fizeram de tudo para reclamar o mínimo de segurança. Protestos, ocupações, diplomacia. Deu em nada. A situação chegou a ponto de obrigar a suspensão das atividades em período noturno, prejudicando quem tentava conciliar estudo e trabalho, obrigado a escolher entre a subsistência e educação. Agora, situação parecida se repete em São Cristóvão, sob as barbas da reitoria.
Não há mais espaço seguro em Sergipe. O dilema em questão na UFS diz respeito à maneira como a reitoria e a comunidade universitária percebem o espaço de privilégio materializado no isolamento relativo dos seus campi. A convivência com o entorno, quase totalmente alheio aos investimentos públicos ali realizados, se dá agora de modo violento e criminoso. Contra todas as aparências, a UFS não é uma bolha, a salvo dos problemas do mundo real.

O grande fluxo de pessoas, asso- ciado à ausência de policia mento, transformou a Universidade Federal de Sergipe em um espaço atraente para a bandidagem. Os assaltos recorrentes, em plena luz do dia, colocam em xeque a ideia romântica de um ambiente sem barreiras, de braços abertos e trânsito livre para qualquer um.
A dimensão territorial da UFS exige mais do que alguns seguranças para garantir a integridade dos estudantes, professores e demais funcionários em atividade no campus de São Cristóvão. Embora o acesso controlado e a vigilância institucional não sejam vistos com bons olhos pela comunidade estudantil, indisposta a conviver com as lentes de suposto Big Brother, as únicas providências consideradas pela reitoria, com o intuito de inibir o crime, sinalizam justamente nessa direção.
Em passado recente, os estudantes do campus de Laranjeiras fizeram de tudo para reclamar o mínimo de segurança. Protestos, ocupações, diplomacia. Deu em nada. A situação chegou a ponto de obrigar a suspensão das atividades em período noturno, prejudicando quem tentava conciliar estudo e trabalho, obrigado a escolher entre a subsistência e educação. Agora, situação parecida se repete em São Cristóvão, sob as barbas da reitoria.
Não há mais espaço seguro em Sergipe. O dilema em questão na UFS diz respeito à maneira como a reitoria e a comunidade universitária percebem o espaço de privilégio materializado no isolamento relativo dos seus campi. A convivência com o entorno, quase totalmente alheio aos investimentos públicos ali realizados, se dá agora de modo violento e criminoso. Contra todas as aparências, a UFS não é uma bolha, a salvo dos problemas do mundo real.