Mínimo minúsculo

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Publicada em 07/06/2018 às 07:27:00

 

O atentado recorrente contra a 
política de valorização do sa-
lário mínimo, ancorada em Lei, revela mais uma entre as tantas faces repudiadas da gestão Temer, a disposição para subtrair direitos. Segundo a equipe econômica do presidente, o ajuste obedeceu à regra vigente, de correção do mínimo pela inflação do ano anterior mais a variação do Produto Interno Bruto. Mas na realidade não foi bem assim.
Toda norma é erguida sobra uma intenção. A lei aqui em questão, por exemplo, foi criada no governo da presidente Dilma Rousseff e renovada depois em 2015, com a finalidade de ampliar o poder de compra do trabalhador. Como em 2016 o PIB encolheu (-3,6%), o percentual não deveria ter sido considerado no cálculo do salário mínimo que entrou em vigor em 2018.
O jeitinho para reduzir ainda mais o valor do mínimo foi mais uma vez adotado, conforme nota distribuída ontem pelo governo federal. A estimativa para o salário mínimo em 2019, proposta em abril, foi reduzida de R$ 1.002 para R$ 998. Assim, o salário mínimo que, em tese, é a menor remuneração praticada em território nacional ganha outro significado, o de minúsculo mesmo.
O trabalhador brasileiro transpira de sol a sol apenas para colocar comida na mesa. E quem afirma é o Departamento Intersindical de Estatística e Estudo Socioeconômico (Dieese), uma fonte acima de qualquer suspeita. Para quem sustenta uma família inteira com o salário de fome que recebe a alcunha de mínimo, os trocados subtraídos pelo presidente Temer certamente farão muita falta ao fim do mês.

O atentado recorrente contra a  política de valorização do sa- lário mínimo, ancorada em Lei, revela mais uma entre as tantas faces repudiadas da gestão Temer, a disposição para subtrair direitos. Segundo a equipe econômica do presidente, o ajuste obedeceu à regra vigente, de correção do mínimo pela inflação do ano anterior mais a variação do Produto Interno Bruto. Mas na realidade não foi bem assim.
Toda norma é erguida sobra uma intenção. A lei aqui em questão, por exemplo, foi criada no governo da presidente Dilma Rousseff e renovada depois em 2015, com a finalidade de ampliar o poder de compra do trabalhador. Como em 2016 o PIB encolheu (-3,6%), o percentual não deveria ter sido considerado no cálculo do salário mínimo que entrou em vigor em 2018.
O jeitinho para reduzir ainda mais o valor do mínimo foi mais uma vez adotado, conforme nota distribuída ontem pelo governo federal. A estimativa para o salário mínimo em 2019, proposta em abril, foi reduzida de R$ 1.002 para R$ 998. Assim, o salário mínimo que, em tese, é a menor remuneração praticada em território nacional ganha outro significado, o de minúsculo mesmo.
O trabalhador brasileiro transpira de sol a sol apenas para colocar comida na mesa. E quem afirma é o Departamento Intersindical de Estatística e Estudo Socioeconômico (Dieese), uma fonte acima de qualquer suspeita. Para quem sustenta uma família inteira com o salário de fome que recebe a alcunha de mínimo, os trocados subtraídos pelo presidente Temer certamente farão muita falta ao fim do mês.