Em Aracaju, Bolsonaro defende diminuição do Estado e planejamento familiar

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EM COLETIVA, PRESIDENCIÁVEL DEFENDE DIMINUIÇÃO DO ESTADO
EM COLETIVA, PRESIDENCIÁVEL DEFENDE DIMINUIÇÃO DO ESTADO

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Publicada em 08/06/2018 às 06:57:00

 

Gabriel Damásio
O deputado federal 
Jair Bolsonaro, pré-
candidato a presidente da República pelo PSL, esteve em Aracaju na tarde de ontem e cumpriu uma agenda de pré-campanha, além de lançar a pré-candidatura do empresário João Tarantella ao Governo do Estado. Ao desembarcar no Aeroporto Santa Maria, por volta das 14h, Bolsonaro foi recebido por cerca de 300 militantes que o saudaram com bandeiras e gritos de "mito", "Bolsomito", "presidente" e "a nossa bandeira jamais será vermelha". Em seguida, acompanhado por um intenso esquema de segurança, ele seguiu para o Delmar Hotel, na Orla da Atalaia, onde recebeu o apoio de líderes religiosos e militantes de movimentos conservadores. 
Bolsonaro também concedeu entrevista coletiva à imprensa sergipana e reafirmou o seu programa de governo, baseado na segurança pública, no resgate de valores cívicos-familiares e na diminuição da interferência do estado na economia. Sem fugir dos pontos mais polêmicos, o pré-candidato defendeu a adoção de um planejamento familiar, para controlar o crescimento da população, com base no que foi adotado pelo Peru na década de 1990, pelo então presidente Alberto Fujimori. "Não se pode estimular a pessoa a ter mais um filho. Hoje tem vários métodos contraceptivos. Uma criança a mais, quando não entra no planejamento da família, ele deixa de ser uma alegria para ser um problema. Queremos sempre o bem dos nossos filhos, mas o que temos é que estimular, mostrar para o casal que, tendo dois ou três filhos, que se pare por aí", defendeu.
Ao ser perguntado sobre a possibilidade de privatizar estatais, como a Petrobras, o ex-militar disse que algumas empresas estatais devem ser mantidas nas mãos do governo, desde que atendam a setores estratégicos para o país ou que não tenham interesse de investimentos na iniciativa privada. "Muita coisa foi feita pelos militares com base nessa filosofia [estratégica]. Hoje em dia, não dá pra continuar com as estatais nas mãos do governo, porque os sindicatos políticos e os partidos vão pra cima do governo e querem cargos, diretoria de bancos, de estatais, para atender ao seu pessoal. A resposta está aí: é ineficiência e corrupção. Entendo que tem que se desfazer de estatais, mas com critérios", disse Bolsonaro.
O pré-candidato também defendeu uma ação mais incisiva da polícia e mais garantias para que eles ajam contra a criminalidade, ao ser perguntado sobre a criminalidade em Sergipe e os altos índices de violência. Para ele, o governo deve "jogar pesado" e "botar pra quebrar" nesta área e "dar carta branca para o policial não morrer". Ao discursar para os militantes, Jair também reforçou o discurso de combate à criminalidade. "Esta recepção vem do fundo do coração do povo que trabalha, gente que trabalha e que quer um país diferente, que prestigia sua Polícia Militar e que vai ter, sim, como trabalhar sem ter punição, porque lugar de vagabundo é na cadeia. Esse povo precisa e vai ter porte de arma de fogo. Estamos aqui porque acreditamos no Brasil. Aqui, os outros têm quase tudo que eu não tenho, só não têm o povo, vamos resgatar os valores familiares e fazer do Brasil uma grande potência", declarou.

O deputado federal  Jair Bolsonaro, pré- candidato a presidente da República pelo PSL, esteve em Aracaju na tarde de ontem e cumpriu uma agenda de pré-campanha, além de lançar a pré-candidatura do empresário João Tarantella ao Governo do Estado. Ao desembarcar no Aeroporto Santa Maria, por volta das 14h, Bolsonaro foi recebido por cerca de 300 militantes que o saudaram com bandeiras e gritos de "mito", "Bolsomito", "presidente" e "a nossa bandeira jamais será vermelha". Em seguida, acompanhado por um intenso esquema de segurança, ele seguiu para o Delmar Hotel, na Orla da Atalaia, onde recebeu o apoio de líderes religiosos e militantes de movimentos conservadores. 
Bolsonaro também concedeu entrevista coletiva à imprensa sergipana e reafirmou o seu programa de governo, baseado na segurança pública, no resgate de valores cívicos-familiares e na diminuição da interferência do estado na economia. Sem fugir dos pontos mais polêmicos, o pré-candidato defendeu a adoção de um planejamento familiar, para controlar o crescimento da população, com base no que foi adotado pelo Peru na década de 1990, pelo então presidente Alberto Fujimori. "Não se pode estimular a pessoa a ter mais um filho. Hoje tem vários métodos contraceptivos. Uma criança a mais, quando não entra no planejamento da família, ele deixa de ser uma alegria para ser um problema. Queremos sempre o bem dos nossos filhos, mas o que temos é que estimular, mostrar para o casal que, tendo dois ou três filhos, que se pare por aí", defendeu.
Ao ser perguntado sobre a possibilidade de privatizar estatais, como a Petrobras, o ex-militar disse que algumas empresas estatais devem ser mantidas nas mãos do governo, desde que atendam a setores estratégicos para o país ou que não tenham interesse de investimentos na iniciativa privada. "Muita coisa foi feita pelos militares com base nessa filosofia [estratégica]. Hoje em dia, não dá pra continuar com as estatais nas mãos do governo, porque os sindicatos políticos e os partidos vão pra cima do governo e querem cargos, diretoria de bancos, de estatais, para atender ao seu pessoal. A resposta está aí: é ineficiência e corrupção. Entendo que tem que se desfazer de estatais, mas com critérios", disse Bolsonaro.
O pré-candidato também defendeu uma ação mais incisiva da polícia e mais garantias para que eles ajam contra a criminalidade, ao ser perguntado sobre a criminalidade em Sergipe e os altos índices de violência. Para ele, o governo deve "jogar pesado" e "botar pra quebrar" nesta área e "dar carta branca para o policial não morrer". Ao discursar para os militantes, Jair também reforçou o discurso de combate à criminalidade. "Esta recepção vem do fundo do coração do povo que trabalha, gente que trabalha e que quer um país diferente, que prestigia sua Polícia Militar e que vai ter, sim, como trabalhar sem ter punição, porque lugar de vagabundo é na cadeia. Esse povo precisa e vai ter porte de arma de fogo. Estamos aqui porque acreditamos no Brasil. Aqui, os outros têm quase tudo que eu não tenho, só não têm o povo, vamos resgatar os valores familiares e fazer do Brasil uma grande potência", declarou.