Um País no buraco

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Publicada em 08/06/2018 às 07:14:00

 

No Brasil, educação é privilégio. 
Longe de cumprir as ambicio
sas metas definidas em momento de infundado otimismo, o País começa a se dar conta do buraco onde está enfiado. Hoje, o Plano Nacional de Educação é letra morta e enterrada. Quase dois milhões de crianças e adolescentes em idade escolar estão longe da sala de aula.
A situação é dramática, da pré-escola ao ensino médio. Quando não faltam vagas, a escola é simplesmente abandonada, como se não tivesse muita serventia. Resultado: O País precisa incluir pelo menos 1,95 milhão de cidadãos entre 4 e 17 anos nos sistemas de ensino.
Os dados do PNE rimam com números divulgados antes pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Em 2016, a taxa de analfabetismo entre jovens de 15 anos ou mais foi estimada em 7,2% (11,8 milhões de analfabetos). Isso, para não mencionar os analfabetos funcionais, diplomados incapazes de escrever um ó com um copo.
Segundo pesquisa do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), mais da metade dos estudantes do 3º ano do ensino fundamental tem dificuldades com interpretação de texto e matemática. Ou seja, a maioria dos brasileiros prestes a concluir os estudos não dá conta de compreender um texto escrito em bom português e calcular o troco do pão. 
Embora a porcentagem de crianças e adolescentes matriculados tenha oscilado para cima, a melhora é tímida e circunstancial, sem maior significado, além de um dado estatístico. Os números absolutos traduzem a sensação de que a escola brasileira não passa de uma formalidade, sem qualquer consequência prática virtuosa na vida dos estudantes. Para todos os efeitos, o Plano Nacional de Educação fracassou vergonhosamente.

No Brasil, educação é privilégio.  Longe de cumprir as ambicio sas metas definidas em momento de infundado otimismo, o País começa a se dar conta do buraco onde está enfiado. Hoje, o Plano Nacional de Educação é letra morta e enterrada. Quase dois milhões de crianças e adolescentes em idade escolar estão longe da sala de aula.
A situação é dramática, da pré-escola ao ensino médio. Quando não faltam vagas, a escola é simplesmente abandonada, como se não tivesse muita serventia. Resultado: O País precisa incluir pelo menos 1,95 milhão de cidadãos entre 4 e 17 anos nos sistemas de ensino.
Os dados do PNE rimam com números divulgados antes pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Em 2016, a taxa de analfabetismo entre jovens de 15 anos ou mais foi estimada em 7,2% (11,8 milhões de analfabetos). Isso, para não mencionar os analfabetos funcionais, diplomados incapazes de escrever um ó com um copo.
Segundo pesquisa do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), mais da metade dos estudantes do 3º ano do ensino fundamental tem dificuldades com interpretação de texto e matemática. Ou seja, a maioria dos brasileiros prestes a concluir os estudos não dá conta de compreender um texto escrito em bom português e calcular o troco do pão. 
Embora a porcentagem de crianças e adolescentes matriculados tenha oscilado para cima, a melhora é tímida e circunstancial, sem maior significado, além de um dado estatístico. Os números absolutos traduzem a sensação de que a escola brasileira não passa de uma formalidade, sem qualquer consequência prática virtuosa na vida dos estudantes. Para todos os efeitos, o Plano Nacional de Educação fracassou vergonhosamente.