Trio Nordestino celebra 60 anos de forró no Icaju

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Publicada em 09/06/2018 às 06:26:00

 

Forró de verdade, diplomado na escola da vida, sem a pose estudada dos universitários fabricados por uma indústria pobre de espírito. A longevidade do Trio Nordestino - 60 anos de sanfona, zabumba e triângulo - é o seu único canudo.
Criado em 1958 na cidade de Salvador, o Trio Nordestino iniciou a formação clássica do forró: um sanfoneiro, um zabumbeiro e um triângulo para dar o toque especial. Os fundadores Lindú, Coroné e Cobrinha lançaram o primeiro disco em 1962, apimentando a música brasileira com o suingue, o humor e a sensualidade do sertão. O feito soou tão bonito, a ponte de receber a bênção de Luiz Gonzaga, o Rei do Baião.
Da origem, nas ruas do Pelourinho, até a consagração nacional, entretanto, o caminho percorrido seria de muitos altos e baixos. Depois de duas tentativas frustradas na Odeon Records e na RCA, foi na Copacabana discos, em 1962, quando o Trio Nordestino assinou contrato para o primeiro álbum, garantindo o sucesso com a canção 'Chupando gelo', o primeiro de muitos. 
O disco de maior sucesso veio em 1970 com a canção 'Procurando Tu', de Antônio Barros e J.Luna, responsável pela venda de mais de 1 milhão de discos, atingindo rádios de diversos segmentos em todo o Brasil.
Chegadas e partidas - Foi em 1982 que morreu Lindú, o líder e sanfoneiro do Trio Nordestino. Antes de sua partida, ele mesmo escolheu seu substituto: Gennaro. O cantor permaneceu no Trio durante 11 anos e após sua saída, em uma coincidência infeliz, quem parte é Cobrinha. Depois de mais uma perda Luiz Mário, filho de Lindú, assume os vocais e o triângulo. Já a sanfona passou a ser de Beto Sousa, afilhado de Lindú e filho de Antônio Ceará, compositor paraibano. Assim, junto com Coroné, o Trio Nordestino seguiu com uma nova geração, mas com o mesmo DNA sertanejo. 
Foi essa formação que lançou o primeiro disco na era dos CD's, em 1997, e permaneceu até 2005 quando o último fundador veio a falecer. Antes de partir, Coroné conferiu a seu neto, que passou a se chamar Coroneto, a missão de seguir a carreira como zabumbeiro, onde permaneceu por onze anos até passar o bastão para Jonas Santana, filho de Entre Rios.
Hoje, na 5ª geração, o Trio Nordestino segue firme e forte no cenário do forró brasileiro. Com mais de cinquenta discos gravados, no ano passado o grupo lançou 'Trio Nordestino Canta o Nordeste', que rendeu uma indicação ao Grammy Latino. Para 2018, as comemorações do 60 anos já têm agenda especial incluindo o Forró do Iate Clube de Aracaju, neste fim de semana, homenagem no Troféu Gonzagão 2018, gravação de um novo álbum e turnê na Europa.
Forró do Iate 2018 Com Sena e Trio Nordestino:
09 de junho, às 21h30, no Iate Clube de Aracaju.

Forró de verdade, diplomado na escola da vida, sem a pose estudada dos universitários fabricados por uma indústria pobre de espírito. A longevidade do Trio Nordestino - 60 anos de sanfona, zabumba e triângulo - é o seu único canudo.
Criado em 1958 na cidade de Salvador, o Trio Nordestino iniciou a formação clássica do forró: um sanfoneiro, um zabumbeiro e um triângulo para dar o toque especial. Os fundadores Lindú, Coroné e Cobrinha lançaram o primeiro disco em 1962, apimentando a música brasileira com o suingue, o humor e a sensualidade do sertão. O feito soou tão bonito, a ponte de receber a bênção de Luiz Gonzaga, o Rei do Baião.
Da origem, nas ruas do Pelourinho, até a consagração nacional, entretanto, o caminho percorrido seria de muitos altos e baixos. Depois de duas tentativas frustradas na Odeon Records e na RCA, foi na Copacabana discos, em 1962, quando o Trio Nordestino assinou contrato para o primeiro álbum, garantindo o sucesso com a canção 'Chupando gelo', o primeiro de muitos. 
O disco de maior sucesso veio em 1970 com a canção 'Procurando Tu', de Antônio Barros e J.Luna, responsável pela venda de mais de 1 milhão de discos, atingindo rádios de diversos segmentos em todo o Brasil.
Chegadas e partidas - Foi em 1982 que morreu Lindú, o líder e sanfoneiro do Trio Nordestino. Antes de sua partida, ele mesmo escolheu seu substituto: Gennaro. O cantor permaneceu no Trio durante 11 anos e após sua saída, em uma coincidência infeliz, quem parte é Cobrinha. Depois de mais uma perda Luiz Mário, filho de Lindú, assume os vocais e o triângulo. Já a sanfona passou a ser de Beto Sousa, afilhado de Lindú e filho de Antônio Ceará, compositor paraibano. Assim, junto com Coroné, o Trio Nordestino seguiu com uma nova geração, mas com o mesmo DNA sertanejo. 
Foi essa formação que lançou o primeiro disco na era dos CD's, em 1997, e permaneceu até 2005 quando o último fundador veio a falecer. Antes de partir, Coroné conferiu a seu neto, que passou a se chamar Coroneto, a missão de seguir a carreira como zabumbeiro, onde permaneceu por onze anos até passar o bastão para Jonas Santana, filho de Entre Rios.
Hoje, na 5ª geração, o Trio Nordestino segue firme e forte no cenário do forró brasileiro. Com mais de cinquenta discos gravados, no ano passado o grupo lançou 'Trio Nordestino Canta o Nordeste', que rendeu uma indicação ao Grammy Latino. Para 2018, as comemorações do 60 anos já têm agenda especial incluindo o Forró do Iate Clube de Aracaju, neste fim de semana, homenagem no Troféu Gonzagão 2018, gravação de um novo álbum e turnê na Europa.
Forró do Iate 2018 Com Sena e Trio Nordestino:
09 de junho, às 21h30, no Iate Clube de Aracaju.