Cidade que te quero verde

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Oitizeiros do Museu da Gente Sergipana, a salvo de corte
Oitizeiros do Museu da Gente Sergipana, a salvo de corte

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Publicada em 09/06/2018 às 06:27:00

 

Rian Santos
riansantos@jornaldodiase.com.br
A Prefeitura resolveu 
render homenagens a 
três pés de planta com raízes fincadas em Aracaju. Embora a iniciativa não tenha chamado a devida atenção, ignorada pela imprensa local, pouco afeita a rasgos poéticos, as árvores eleitas Patrimônio Natural pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente merecem sim todos os gestos de atenção. Em cidade árida como a capital sergipana, as esquinas ensolaradas bem sabem a falta de verde.
A cerimônia de tombamento das árvores, inicialmente prevista para a última sexta-feira, foi adiada, por culpa da chuva. Mas a intenção permanece. Dois oitizeiros e uma gameleira ficam assim preservados de corte, em virtude de sua importância histórica e atestada relevância ambiental.
Bom seria, no entanto, se a administração municipal aproveitasse o ensejo e elaborasse um Código de Arborização, em harmonia com a legislação em vigor, determinando o que pode e o que não pode em relação às árvores do município. Assim, por exemplo, a árvore derrubada na esquina da Sociedade Semear, sob o mal explicado pretexto de risco ao passeio público, talvez ainda estivesse fazendo sombra, para alívio da pele esturricada de quem passa.
Por gestos assim, como o de arrancar uma árvore sem razão aparente, em via movimentada, é que Aracaju se tornou uma cidade madrasta. Faltam-lhe, para ser lugar de gente, as cores do exercício artístico, o desaforo gráfico do pixo, o regalo generoso dos canteiros vertendo promessas de água fresca.

A Prefeitura resolveu  render homenagens a  três pés de planta com raízes fincadas em Aracaju. Embora a iniciativa não tenha chamado a devida atenção, ignorada pela imprensa local, pouco afeita a rasgos poéticos, as árvores eleitas Patrimônio Natural pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente merecem sim todos os gestos de atenção. Em cidade árida como a capital sergipana, as esquinas ensolaradas bem sabem a falta de verde.
A cerimônia de tombamento das árvores, inicialmente prevista para a última sexta-feira, foi adiada, por culpa da chuva. Mas a intenção permanece. Dois oitizeiros e uma gameleira ficam assim preservados de corte, em virtude de sua importância histórica e atestada relevância ambiental.
Bom seria, no entanto, se a administração municipal aproveitasse o ensejo e elaborasse um Código de Arborização, em harmonia com a legislação em vigor, determinando o que pode e o que não pode em relação às árvores do município. Assim, por exemplo, a árvore derrubada na esquina da Sociedade Semear, sob o mal explicado pretexto de risco ao passeio público, talvez ainda estivesse fazendo sombra, para alívio da pele esturricada de quem passa.
Por gestos assim, como o de arrancar uma árvore sem razão aparente, em via movimentada, é que Aracaju se tornou uma cidade madrasta. Faltam-lhe, para ser lugar de gente, as cores do exercício artístico, o desaforo gráfico do pixo, o regalo generoso dos canteiros vertendo promessas de água fresca.