Tragédia anunciada

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Publicada em 09/06/2018 às 07:06:00

 

No que depender do Poder Judi-
ciário, o Hotel Palace pode de
sabar sobre a cabeça dos cidadãos, com todo o peso de uma tragédia anunciada. Segundo decisão do desembargador Alberto Romeu Gouveia Leite, do Tribunal de Justiça de Sergipe, o interesse de meia dúzia de comerciantes instalados em lojas do andar térreo do prédio se sobrepõe ao bem comum, sob risco indiscriminado.
Diversos prédios da região central de Aracaju reclamam preces aos transeuntes. O maior de todos os estandartes da decadência que se abateu sobre o esquecido centro histórico da capital sergipana, no entanto, talvez seja mesmo o Hotel Palace. Meio século após sua construção, o prédio em nada lembra a imponente construção original. Há alguns anos, a marquise do hotel desabou. Foi uma simples questão de sorte ninguém ter sido atingido.
A necessidade de providências é tão escandalosa, a ponto de mobilizar o quase sempre claudicante Tribunal de Justiça de Sergipe. Em decisão anterior, foi determinada interdição do prédio até segundo aviso, condicionado à reforma e revitalização do edifício. Agora, por força de nova liminar, fica tudo como dantes no quartel de Abrantes.
Certo é que não há qualquer previsão de solução para o problema do Hotel Palace. Salvo uma improvável iniciativa do executivo estadual, que nem dispõe de recursos, nem jamais demonstrou disposição para encarar de frente os seus tantos andares de abandono. Assim, o poder público estadual lava as mãos. Cada um por si e Deus por todos.

No que depender do Poder Judi- ciário, o Hotel Palace pode de sabar sobre a cabeça dos cidadãos, com todo o peso de uma tragédia anunciada. Segundo decisão do desembargador Alberto Romeu Gouveia Leite, do Tribunal de Justiça de Sergipe, o interesse de meia dúzia de comerciantes instalados em lojas do andar térreo do prédio se sobrepõe ao bem comum, sob risco indiscriminado.
Diversos prédios da região central de Aracaju reclamam preces aos transeuntes. O maior de todos os estandartes da decadência que se abateu sobre o esquecido centro histórico da capital sergipana, no entanto, talvez seja mesmo o Hotel Palace. Meio século após sua construção, o prédio em nada lembra a imponente construção original. Há alguns anos, a marquise do hotel desabou. Foi uma simples questão de sorte ninguém ter sido atingido.
A necessidade de providências é tão escandalosa, a ponto de mobilizar o quase sempre claudicante Tribunal de Justiça de Sergipe. Em decisão anterior, foi determinada interdição do prédio até segundo aviso, condicionado à reforma e revitalização do edifício. Agora, por força de nova liminar, fica tudo como dantes no quartel de Abrantes.
Certo é que não há qualquer previsão de solução para o problema do Hotel Palace. Salvo uma improvável iniciativa do executivo estadual, que nem dispõe de recursos, nem jamais demonstrou disposição para encarar de frente os seus tantos andares de abandono. Assim, o poder público estadual lava as mãos. Cada um por si e Deus por todos.