Fim das especulações

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\'Barco de Fogo\", de Adauto Machado
\'Barco de Fogo\", de Adauto Machado

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Publicada em 09/06/2018 às 19:47:00

 

A participação ativa do ex-governador 
Jackson Barreto (MDB) na festa de 
lançamento da candidatura de Lula a presidente da República, na noite de sexta-feira, em Contagem (MG), deve colocar fim à desconfiança do presidente estadual do PT, Rogério Carvalho, na relação com o emedebista. Os dois pretendem disputar as vagas para o Senado na mesma coligação, num momento em que o eleitorado se mostra aleatório a todo o processo eleitoral.
Nos últimos dias, a tensão entre aliados de JB e Rogério chegaram ao ápice, animando militantes da corrente Articulação de Esquerda, da deputada Ana Lúcia, para a apresentação de candidaturas próprias. A polêmica tem a ver com as notícias de que JB teria uma aliança branca com o deputado federal André Moura (PSC), também candidato ao Senado, para que um seja o segundo voto do outro. Jackson, por toda a sua trajetória política desde a militância contra a ditadura nas décadas de 1960/1970 e a sua intensa presença na vida política do Estado, tende a ser o segundo voto do eleitor em qualquer situação.
JB participou do encontro em Contagem ao lado de petistas e lideranças de todo o País, inclusive Rogério, Márcio Macêdo e o deputado federal João Daniel. Atendeu a convite o governador de Minas, Fernando Pimentel, e teve direito a um assento à mesa.
Após a reunião, JB postou nas redes sociais a satisfação com o encontro e lembrou que em 1994, por conta da grandiosidade da sua campanha para o governo do Estado - quando venceu no primeiro turno, mas acabou derrotado no segundo por Albano Franco -, os dois candidatos ao Senado do seu bloco foram eleitos. No caso, Antonio Carlos Valadares (PSB), agora em terceiro mandato, e o petista José Eduardo Dutra (falecido), derrotando os veteranos Lourival Baptista e José Carlos Teixeira.
A crise entre JB e Rogério acabou estimulando que grupos contrários à aliança fizessem uma intensa campanha nas redes sociais contra o ex-governador, e o próprio presidente do PT chegou a admitir que o partido poderia rever a aliança firmada desde a primeira eleição de Marcelo Déda para o governo do Estado, em 2006. Lideranças da corrente do próprio Rogério, no entanto, trataram de amenizar a situação, dizendo que a questão era apenas pontual. A assessoria de marketing da campanha do governador Belivaldo Chagas (PSD), que deve centralizar também a campanha dos senadores, chegou a divulgar um vídeo em que os dois assinavam críticas ao governo Temer pelo elevado preço do gás de cozinha, mas acabou rechaçado pelos dois lados. 
Depois do encontro em Minas, no entanto, JB e Rogério divulgaram fotos juntos e Jackson postou a seguinte mensagem nas redes sociais: "Agradecendo ao convite do governador mineiro Fernando Pimentel e do amigo Márcio Macedo, fiz questão de estar presente aqui no lançamento da pré-candidatura do companheiro Lula. Sei da importância do ex-presidente para a história deste país e de Sergipe. O povo sergipano tem saudades da época de Lula e Dilma e sabe o quanto eles ajudaram o nosso agrupamento político, desde Marcelo Déda, no desenvolvimento do nosso Estado. Desde o início eu fui contrário ao impeachment da presidenta Dilma Rousseff e só Deus sabe o quanto isso me custou, o quanto sofri de retaliação na gestão pública no governo Temer, que acaba é retaliando todos os sergipanos. Eles criaram todas as dificuldades para o Estado receber investimentos, inclusive quanto ao empréstimo para recuperar as rodovias - Finisa, que Temer negou. Tive a honra de ser chamado à mesa e estar ao lado de várias lideranças políticas do país.".
A ligação de JB com Lula deve ser o referencial para que PT e MDB sigam unidos em Sergipe, mesmo que os interesses possam até serem divergentes.

A participação ativa do ex-governador  Jackson Barreto (MDB) na festa de  lançamento da candidatura de Lula a presidente da República, na noite de sexta-feira, em Contagem (MG), deve colocar fim à desconfiança do presidente estadual do PT, Rogério Carvalho, na relação com o emedebista. Os dois pretendem disputar as vagas para o Senado na mesma coligação, num momento em que o eleitorado se mostra aleatório a todo o processo eleitoral.
Nos últimos dias, a tensão entre aliados de JB e Rogério chegaram ao ápice, animando militantes da corrente Articulação de Esquerda, da deputada Ana Lúcia, para a apresentação de candidaturas próprias. A polêmica tem a ver com as notícias de que JB teria uma aliança branca com o deputado federal André Moura (PSC), também candidato ao Senado, para que um seja o segundo voto do outro. Jackson, por toda a sua trajetória política desde a militância contra a ditadura nas décadas de 1960/1970 e a sua intensa presença na vida política do Estado, tende a ser o segundo voto do eleitor em qualquer situação.
JB participou do encontro em Contagem ao lado de petistas e lideranças de todo o País, inclusive Rogério, Márcio Macêdo e o deputado federal João Daniel. Atendeu a convite o governador de Minas, Fernando Pimentel, e teve direito a um assento à mesa.
Após a reunião, JB postou nas redes sociais a satisfação com o encontro e lembrou que em 1994, por conta da grandiosidade da sua campanha para o governo do Estado - quando venceu no primeiro turno, mas acabou derrotado no segundo por Albano Franco -, os dois candidatos ao Senado do seu bloco foram eleitos. No caso, Antonio Carlos Valadares (PSB), agora em terceiro mandato, e o petista José Eduardo Dutra (falecido), derrotando os veteranos Lourival Baptista e José Carlos Teixeira.
A crise entre JB e Rogério acabou estimulando que grupos contrários à aliança fizessem uma intensa campanha nas redes sociais contra o ex-governador, e o próprio presidente do PT chegou a admitir que o partido poderia rever a aliança firmada desde a primeira eleição de Marcelo Déda para o governo do Estado, em 2006. Lideranças da corrente do próprio Rogério, no entanto, trataram de amenizar a situação, dizendo que a questão era apenas pontual. A assessoria de marketing da campanha do governador Belivaldo Chagas (PSD), que deve centralizar também a campanha dos senadores, chegou a divulgar um vídeo em que os dois assinavam críticas ao governo Temer pelo elevado preço do gás de cozinha, mas acabou rechaçado pelos dois lados. 
Depois do encontro em Minas, no entanto, JB e Rogério divulgaram fotos juntos e Jackson postou a seguinte mensagem nas redes sociais: "Agradecendo ao convite do governador mineiro Fernando Pimentel e do amigo Márcio Macedo, fiz questão de estar presente aqui no lançamento da pré-candidatura do companheiro Lula. Sei da importância do ex-presidente para a história deste país e de Sergipe. O povo sergipano tem saudades da época de Lula e Dilma e sabe o quanto eles ajudaram o nosso agrupamento político, desde Marcelo Déda, no desenvolvimento do nosso Estado. Desde o início eu fui contrário ao impeachment da presidenta Dilma Rousseff e só Deus sabe o quanto isso me custou, o quanto sofri de retaliação na gestão pública no governo Temer, que acaba é retaliando todos os sergipanos. Eles criaram todas as dificuldades para o Estado receber investimentos, inclusive quanto ao empréstimo para recuperar as rodovias - Finisa, que Temer negou. Tive a honra de ser chamado à mesa e estar ao lado de várias lideranças políticas do país.".
A ligação de JB com Lula deve ser o referencial para que PT e MDB sigam unidos em Sergipe, mesmo que os interesses possam até serem divergentes.

 

Virou oposição 

De Valadares Filho no discurso de lançamento de sua candidatura a governador. "Sei da grande responsabilidade que carregamos nas costas, em poder colocar meu nome em um momento tão difícil de ser governar, em que temos uma incompetência em todas as áreas, seja na saúde, segurança, educação, geração de emprego, infraestrutura. Enfim, teremos muito trabalho, mas ao lado do povo e de uma equipe eficiente que vamos montar nós vamos resgatar a administração em Sergipe".

Valadares Filho integrou todos os governos desde a chegada de Marcelo Déda ao poder, em 2006. Inclusive o de Jackson Barreto, encerrado em abril, por conta da sua desincompatibilização para disputar o Senado.

 

Controle rígido

Na última quarta-feira, Belivaldo Chagas deixou o chamado "Palácio de Despachos" pouco antes da meia-noite. Ouviu um relato detalhado do secretário de Infraestrutura Valmor Barbosa sobre todas as obras em andamento no Estado, município por município. Quer evitar a paralisação de qualquer obra até o fim do ano.

 

Rédeas curtas

O governador Belivaldo Chagas reuniu com dirigentes do primeiro e o segundo escalão do Governo do Estado, na sexta-feira, para apresentar os resultados do primeiro semestre e as metas para o segundo semestre de 2018. Na reunião, o secretário de Estado da Fazenda (Sefaz), Ademário Alves, fez a apresentação dos estudos realizados pelos técnicos da Sefaz, seguido de um diagnóstico e sugeriu as medidas de adequação das despesas ao tamanho do Orçamento do Estado. 

O governo vai incrementar medidas de racionalização de despesas. A meta é economizar R$ 200 milhões. Um dos pontos apresentados é a redução do custeio. Para tanto, o governo pretende reduzir em 30% o valor dos contratos e serviços prestados pelos fornecedores. "Vamos negociar com os fornecedores essa redução e garantir o pagamento em dia das faturas", ressaltou o secretário da Fazenda, ao explicar que dessa maneira os fornecedores não precisarão recorrer a financiamentos bancários por conta do atraso no pagamento. 

Durante o encontro, Belilvado Chagas anunciou a criação de um Gabinete de Gestão, que fará a ponte entre a Sefaz e o gabinete do governador. A partir de agora, as despesas das secretarias e órgãos serão acompanhadas diariamente pelo governador. Dessa forma, ele terá o controle direto em seu gabinete. Outro ponto de destaque é a centralização das decisões de despesas do Estado pelo Conselho de Reestruturação Administrativa e Financeira de Sergipe (CRAF/SE). A aprovação das despesas das secretarias e órgãos públicos passará por um critério colegiado.

Também vai ser implantado um software de gestão onde serão cruzados dados da folha de pessoal e assim evita duplicidades. O secretário da Fazenda alertou que o Estado já está no limite prudencial, chegando a 48,5% da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). De acordo com ele, será estabelecida uma média da despesa do governo com a folha de janeiro a abril, e essa média tem que permanecer até dezembro. Os casos extraordinários serão decididos pelo Craf e o governador.

Belivaldo se reúne esta semana individualmente com cada secretário para reforçar o que foi determinado na reunião geral. Ninguém poderá autorizar qualquer gasto ou pagamento sem o aval do próprio governador.

 

Pela unidade

O governador Belivaldo Chagas (PSD) convidou Jackson e Rogério para um encontro nesta segunda-feira. Quer mostrar que esse clima de beligerância entre os dois acaba afetando a sua candidatura à reeleição.

Jackson também quer amenizar o confronto com o petista, mas, por enquanto, Rogério continua autorizando seguidores a bombardear o ex-governador. Sabe que o PT não tem condições de lançar chapa própria e competitiva no Estado, mas manifesta sua insatisfação, alimentando interesses da oposição.

Segundo turno
A confirmação da candidatura do deputado federal Valadares Filho (PSB) ao governo do Estado deve confirmar a necessidade de segundo turno nestas eleições. Isso não acontece em Sergipe desde 2006, quando Marcelo Déda derrotou João Alves Filho. Déda foi reeleito em 2006 e Jackson Barreto ganhou no primeiro em 2014 com mais de 120 mil votos de frente contra Eduardo Amorim, que disputa o governo outra vez. Antes, Albano Franco disputou e ganhou duas eleições com segundo turno, em 1994 e 1998, e João Alves em 2002.
Já são candidatos a governador, além de Valadares, Belivaldo Chagas (PSD), Eduardo Amorim (PSDB), Dr. Emerson (Rede), Milton Andrade (PMN) e Gilvani Alves (PSTU).
Subvenções
O TSE marcou para esta terça-feira o julgamento dos políticos sergipanos já condenados pelo uso abusivo das subvenções da Assembleia Legislativa, em 2014. A expectativa é que todos os 22 envolvidos percam seus direitos políticos e que deputados estaduais e federais envolvidos sejam cassados.