Sem dengue

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Publicada em 09/06/2018 às 19:57:00

 

Os trabalhos silenciosos tam
bém produzem resultados. 
Enquanto o País inteiro sofre o risco de surtos relacionados ao Aedes Aegypti, Aracaju é uma das três capitais brasileiras livres dos problemas transmitidos pelo mosquito.
Não foi sempre assim. Em passado recente, de triste memória, a negligência do poder público obrigava a população a temores muito antigos. Em lugar de políticas públicas eficientes, enfermidades debeladas em séculos passados.
Dengue, chikungunya, zika e até febre amarela. Males de antanho que assustam ainda hoje. Embora os livros de história lembrem o esforço de Oswaldo Cruz, médico sanitarista responsável pela campanha de erradicação do mosquito nos centros urbanos, ainda no século XIX, a irresponsabilidade dos gestores públicos garantiu a sua sobrevivência.
A propagação do mosquito tem tudo a ver com meio ambiente. Vacina e fumacê não passam de medidas anódinas, adotadas para minimizar os efeitos imediatos do problema. O buraco, no entanto, é mais embaixo. Sem investimento pesado em saneamento básico, quase uma utopia em tempo de crise, qualquer providência redunda em mero paliativo.
Não adianta convocar a população para o combate sem dar o exemplo. Campanhas de conscientização, através de palestras e promoção à saúde nas escolas, além dos mutirões nos campos, coletas de pneus, o funcionamento do programa cata treco, a ação diária dos agentes de endemias, são responsabilidades do poder público municipal, finalmente assumidas sem nenhuma desculpa, um trabalho continuado. E a recompensa chega em forma de merecida tranquilidade.

Os trabalhos silenciosos tam bém produzem resultados.  Enquanto o País inteiro sofre o risco de surtos relacionados ao Aedes Aegypti, Aracaju é uma das três capitais brasileiras livres dos problemas transmitidos pelo mosquito.
Não foi sempre assim. Em passado recente, de triste memória, a negligência do poder público obrigava a população a temores muito antigos. Em lugar de políticas públicas eficientes, enfermidades debeladas em séculos passados.
Dengue, chikungunya, zika e até febre amarela. Males de antanho que assustam ainda hoje. Embora os livros de história lembrem o esforço de Oswaldo Cruz, médico sanitarista responsável pela campanha de erradicação do mosquito nos centros urbanos, ainda no século XIX, a irresponsabilidade dos gestores públicos garantiu a sua sobrevivência.
A propagação do mosquito tem tudo a ver com meio ambiente. Vacina e fumacê não passam de medidas anódinas, adotadas para minimizar os efeitos imediatos do problema. O buraco, no entanto, é mais embaixo. Sem investimento pesado em saneamento básico, quase uma utopia em tempo de crise, qualquer providência redunda em mero paliativo.
Não adianta convocar a população para o combate sem dar o exemplo. Campanhas de conscientização, através de palestras e promoção à saúde nas escolas, além dos mutirões nos campos, coletas de pneus, o funcionamento do programa cata treco, a ação diária dos agentes de endemias, são responsabilidades do poder público municipal, finalmente assumidas sem nenhuma desculpa, um trabalho continuado. E a recompensa chega em forma de merecida tranquilidade.