Sergipe perdeu R$ 1,7 bilhão com violência no trânsito em 2017

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Publicada em 12/06/2018 às 06:25:00

 

Uma tragédia cotidiana com efeitos de longo prazo na sociedade, nas famílias e na capacidade produtiva do Sergipe. A violência do trânsito no Estado provocou um impacto econômico de R$ 1,7 bilhão no ano passado, ou 4% do Produto Interno Bruto (PIB) estadual. Essa foi a perda da capacidade produtiva causada por acidentes que mataram 466 pessoas e deixaram outras 789 com invalidez permanente. O valor corresponde ao que seria gerado pelo trabalho das vítimas caso não tivessem se acidentado. Os cálculos são do Centro de Pesquisa e Economia do Seguro (CPES), órgão da Escola Nacional de Seguros.
O estudo, com base nos indicadores do DPVAT (seguro obrigatório de automóveis), aponta um aumento expressivo do número de vítimas fatais e com invalidez permanente no estado: de 717 em 2016 para 1.255 no ano passado. Assim, o impacto total das perdas produtivas foi 75% maior no período. O fator que mede a perda da capacidade produtiva é chamado de Valor Estatístico da Vida (VEV), ou seja, o quanto cada brasileiro é capaz de produzir em sua vida.
Em todo o Brasil, a violência do trânsito provocou um impacto econômico de R$ 199 bilhões no ano passado, ou 3,04% do PIB nacional. As perdas correspondem a acidentes que mataram 41,1 mil pessoas e deixaram 42 mil com invalidez permanente no país. Na comparação com 2016, o impacto foi 35,5% maior.
"O que mais chamou atenção é que o Brasil vinha de um período de queda dos indicadores de violência no trânsito. Mas, nesse último ano, os números dispararam, voltando ao cenário de 2015. E com características muito preocupantes: 90,5% das vítimas estão na fase economicamente ativa e mais de 74% dos acidentes envolvem motocicletas, fazendo com que 59% dos acidentados sejam os próprios condutores", alerta a economista Natália Oliveira, do CPES, coordenadora do estudo.
Embora representem 27% da frota nacional de veículos, as motos são responsáveis pelo maior número de acidentes no Brasil e também de vítimas: foram 285.662 sinistros no ano passado. Os homens respondem por 88% das indenizações por morte em acidentes com motocicletas. No caso de acidentes de motos que resultaram em sequelas permanentes, 79% das indenizações também foram para vítimas do sexo masculino.
 "A motocicleta, que é a solução de muitos transtornos no trânsito e também o meio de transporte de classes menos favorecidas, está tirando de circulação uma boa parte da população economicamente ativa. Ainda não temos uma consciência para a utilização desse veículo. Faltam educação, fiscalização e respeito", acrescenta Natália.
São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro lideram as estatísticas de perdas decorrentes dos acidentes de trânsito. O impacto econômico nesses estados foi de R$ 31 bilhões, R$ 19,5 bilhões e R$ 15,5 bilhões, respectivamente. Segundo os registros, em São Paulo morreram 6.103 pessoas em acidentes no ano passado - quase o dobro de toda a Região Norte. O Rio de Janeiro registrou 2.692 mortes no trânsito, caindo uma posição entre os Estados que têm a maior quantidade de mortos no trânsito brasileiro.
Já o Nordeste lidera em número de acidentes com invalidez permanente: 16.328, sendo 4.499 no Ceará e 2.249 na Bahia. O Centro-Oeste sofreu a maior perda em comparação com o Produto Interno Bruto: o impacto da violência no trânsito consumiu 4,86% do PIB regional, seguido das regiões Nordeste (3,8%), Sul e Norte (3,4% cada). Goiás, por exemplo, registrou 1.784 mortes em acidentes e 2.595 casos de invalidez permanente, o que representou impacto de R$ 9,3 bilhões (5,4% do PIB). Mas há casos em que a situação é muito mais grave. Em Tocantins, a perda chega a 7,1% do PIB estadual, recorde no País.

Uma tragédia cotidiana com efeitos de longo prazo na sociedade, nas famílias e na capacidade produtiva do Sergipe. A violência do trânsito no Estado provocou um impacto econômico de R$ 1,7 bilhão no ano passado, ou 4% do Produto Interno Bruto (PIB) estadual. Essa foi a perda da capacidade produtiva causada por acidentes que mataram 466 pessoas e deixaram outras 789 com invalidez permanente. O valor corresponde ao que seria gerado pelo trabalho das vítimas caso não tivessem se acidentado. Os cálculos são do Centro de Pesquisa e Economia do Seguro (CPES), órgão da Escola Nacional de Seguros.
O estudo, com base nos indicadores do DPVAT (seguro obrigatório de automóveis), aponta um aumento expressivo do número de vítimas fatais e com invalidez permanente no estado: de 717 em 2016 para 1.255 no ano passado. Assim, o impacto total das perdas produtivas foi 75% maior no período. O fator que mede a perda da capacidade produtiva é chamado de Valor Estatístico da Vida (VEV), ou seja, o quanto cada brasileiro é capaz de produzir em sua vida.
Em todo o Brasil, a violência do trânsito provocou um impacto econômico de R$ 199 bilhões no ano passado, ou 3,04% do PIB nacional. As perdas correspondem a acidentes que mataram 41,1 mil pessoas e deixaram 42 mil com invalidez permanente no país. Na comparação com 2016, o impacto foi 35,5% maior.
"O que mais chamou atenção é que o Brasil vinha de um período de queda dos indicadores de violência no trânsito. Mas, nesse último ano, os números dispararam, voltando ao cenário de 2015. E com características muito preocupantes: 90,5% das vítimas estão na fase economicamente ativa e mais de 74% dos acidentes envolvem motocicletas, fazendo com que 59% dos acidentados sejam os próprios condutores", alerta a economista Natália Oliveira, do CPES, coordenadora do estudo.
Embora representem 27% da frota nacional de veículos, as motos são responsáveis pelo maior número de acidentes no Brasil e também de vítimas: foram 285.662 sinistros no ano passado. Os homens respondem por 88% das indenizações por morte em acidentes com motocicletas. No caso de acidentes de motos que resultaram em sequelas permanentes, 79% das indenizações também foram para vítimas do sexo masculino.
 "A motocicleta, que é a solução de muitos transtornos no trânsito e também o meio de transporte de classes menos favorecidas, está tirando de circulação uma boa parte da população economicamente ativa. Ainda não temos uma consciência para a utilização desse veículo. Faltam educação, fiscalização e respeito", acrescenta Natália.
São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro lideram as estatísticas de perdas decorrentes dos acidentes de trânsito. O impacto econômico nesses estados foi de R$ 31 bilhões, R$ 19,5 bilhões e R$ 15,5 bilhões, respectivamente. Segundo os registros, em São Paulo morreram 6.103 pessoas em acidentes no ano passado - quase o dobro de toda a Região Norte. O Rio de Janeiro registrou 2.692 mortes no trânsito, caindo uma posição entre os Estados que têm a maior quantidade de mortos no trânsito brasileiro.
Já o Nordeste lidera em número de acidentes com invalidez permanente: 16.328, sendo 4.499 no Ceará e 2.249 na Bahia. O Centro-Oeste sofreu a maior perda em comparação com o Produto Interno Bruto: o impacto da violência no trânsito consumiu 4,86% do PIB regional, seguido das regiões Nordeste (3,8%), Sul e Norte (3,4% cada). Goiás, por exemplo, registrou 1.784 mortes em acidentes e 2.595 casos de invalidez permanente, o que representou impacto de R$ 9,3 bilhões (5,4% do PIB). Mas há casos em que a situação é muito mais grave. Em Tocantins, a perda chega a 7,1% do PIB estadual, recorde no País.