Vereadores da CPI querem pedir intervenção no Cirurgia

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Publicada em 12/06/2018 às 06:32:00

 

Gabriel Damásio
O diretor presidente da 
Fundação Benefi-
cente Hospital de Cirurgia (FBHC), Milton Santana, e o diretor financeiro da entidade, Milton Eduardo Santana, prestaram depoimento na sessão de ontem da CPI da Saúde, na Câmara Municipal de Aracaju (CMA). Durante cerca de duas horas, eles foram questionados pelos vereadores da comissão sobre a aplicação dos recursos destinados ao hospital e as suspeitas de irregularidades encontradas em documentações obtidas junto ao Tribunal de Contas do Estado e à Secretaria Municipal de Saúde (SMS). 
Os parlamentares terminaram a oitiva sem convencimento claro de algumas informações apresentadas e alguns, a exemplo do vereador Seu Marcos (PHS), presidente da CPI, falaram abertamente na possibilidade de pedir intervenção estatal na entidade. Para ele, o problema do Cirurgia não está na falta de recursos, mas sim na de gestão e de transparência. "Está comprovado que o problema é de gestão. Eles sequer respondem as nossas perguntas", criticou Seu Marcos. Santana disse à saída da reunião que a instituição nada tem a esconder e está à disposição para responder todas as perguntas.
Um dos pontos mais criticados pelos vereadores está na contratação de empresas pertencentes a familiares de diretores da FBHC, incluindo cooperativas e construtoras. Um dos casos acabou confirmado pelo próprio Milton Santana: a empresa responsável pelos serviços de ultrassonografia no Cirurgia pertence à esposa do presidente e presta serviços ao hospital há 21 anos. "Não acho estranho. Seria até uma injustiça eu ter que demitir uma empresa que presta serviços tabelados no SUS há mais de 20 anos, só porque cheguei na presidência há menos de um ano. Ela presta serviço normalmente como todas as empresas", justificou.
Outro ponto apontado pelos vereadores foi a presença maciça de funcionários vindos das cidades de Poço Verde e Nossa Senhora das Dores. "Quase 80% dos funcionários do Cirurgia são ou de Dores ou de Poço Verde. Parece que há uma vertente que jorra pra esses duas municípios", ironizou o relator da CPI, Isac Silveira (PC do B). A desconfiança dos vereadores é de que boa parte desses funcionários teria sido indicada por diretores que têm ligação política ou relações eleitorais nestes municípios. Um destes diretores é o médico Gilberto dos Santos, ex-presidente da FBHC e que continua exercendo um cargo na diretoria, mas também foi ex-vice-prefeito de Dores. Os integrantes da CPI também querem convoca-lo para depor. 
O prazo de trabalho da CPI da Saúde foi prorrogado por  mais 90 dias e outros depoimentos devem ser ouvidos nesta etapa dos trabalhos com acompanhamento do público. "Estamos abrindo a CPI para o público, principalmente para a população. O objetivo é entender o que acontece na entidade, já que a mesma vem paralisando serviços essenciais, alegando problemas financeiros. Queremos saber de quanto é o repasse e quanto deve o Hospital Filantrópico. E mais, qual é preço de cada procedimento", explicou Seu Marcos.
A relação entre o Hospital de Cirurgia e a Câmara Municipal é tensa desde a abertura da CPI, em março. Os vereadores questionam os problemas de atendimento aos pacientes que fazem tratamento, principalmente de câncer. O Hospital enfrenta problemas desde que passou a reclamar de atrasos de pagamento de faturas da Prefeitura de Aracaju, que era a gestora e reguladora do contrato de prestação de serviços eletivos para o Sistema Único de Saúde (SUS). Este impasse começou no fim do ano passado e teria sido causado por uma dívida de cerca de R$ 20 milhões, não admitida pela PMA. O contrato passou a ser gerido pelo Governo do Estado em janeiro, mas as interrupções de tratamento continuaram, com a alegação de falta de recursos e atrasos nos repasses de pagamentos à FBHC por parte do Poder Público. 

O diretor presidente da  Fundação Benefi- cente Hospital de Cirurgia (FBHC), Milton Santana, e o diretor financeiro da entidade, Milton Eduardo Santana, prestaram depoimento na sessão de ontem da CPI da Saúde, na Câmara Municipal de Aracaju (CMA). Durante cerca de duas horas, eles foram questionados pelos vereadores da comissão sobre a aplicação dos recursos destinados ao hospital e as suspeitas de irregularidades encontradas em documentações obtidas junto ao Tribunal de Contas do Estado e à Secretaria Municipal de Saúde (SMS). 
Os parlamentares terminaram a oitiva sem convencimento claro de algumas informações apresentadas e alguns, a exemplo do vereador Seu Marcos (PHS), presidente da CPI, falaram abertamente na possibilidade de pedir intervenção estatal na entidade. Para ele, o problema do Cirurgia não está na falta de recursos, mas sim na de gestão e de transparência. "Está comprovado que o problema é de gestão. Eles sequer respondem as nossas perguntas", criticou Seu Marcos. Santana disse à saída da reunião que a instituição nada tem a esconder e está à disposição para responder todas as perguntas.
Um dos pontos mais criticados pelos vereadores está na contratação de empresas pertencentes a familiares de diretores da FBHC, incluindo cooperativas e construtoras. Um dos casos acabou confirmado pelo próprio Milton Santana: a empresa responsável pelos serviços de ultrassonografia no Cirurgia pertence à esposa do presidente e presta serviços ao hospital há 21 anos. "Não acho estranho. Seria até uma injustiça eu ter que demitir uma empresa que presta serviços tabelados no SUS há mais de 20 anos, só porque cheguei na presidência há menos de um ano. Ela presta serviço normalmente como todas as empresas", justificou.
Outro ponto apontado pelos vereadores foi a presença maciça de funcionários vindos das cidades de Poço Verde e Nossa Senhora das Dores. "Quase 80% dos funcionários do Cirurgia são ou de Dores ou de Poço Verde. Parece que há uma vertente que jorra pra esses duas municípios", ironizou o relator da CPI, Isac Silveira (PC do B). A desconfiança dos vereadores é de que boa parte desses funcionários teria sido indicada por diretores que têm ligação política ou relações eleitorais nestes municípios. Um destes diretores é o médico Gilberto dos Santos, ex-presidente da FBHC e que continua exercendo um cargo na diretoria, mas também foi ex-vice-prefeito de Dores. Os integrantes da CPI também querem convoca-lo para depor. 
O prazo de trabalho da CPI da Saúde foi prorrogado por  mais 90 dias e outros depoimentos devem ser ouvidos nesta etapa dos trabalhos com acompanhamento do público. "Estamos abrindo a CPI para o público, principalmente para a população. O objetivo é entender o que acontece na entidade, já que a mesma vem paralisando serviços essenciais, alegando problemas financeiros. Queremos saber de quanto é o repasse e quanto deve o Hospital Filantrópico. E mais, qual é preço de cada procedimento", explicou Seu Marcos.
A relação entre o Hospital de Cirurgia e a Câmara Municipal é tensa desde a abertura da CPI, em março. Os vereadores questionam os problemas de atendimento aos pacientes que fazem tratamento, principalmente de câncer. O Hospital enfrenta problemas desde que passou a reclamar de atrasos de pagamento de faturas da Prefeitura de Aracaju, que era a gestora e reguladora do contrato de prestação de serviços eletivos para o Sistema Único de Saúde (SUS). Este impasse começou no fim do ano passado e teria sido causado por uma dívida de cerca de R$ 20 milhões, não admitida pela PMA. O contrato passou a ser gerido pelo Governo do Estado em janeiro, mas as interrupções de tratamento continuaram, com a alegação de falta de recursos e atrasos nos repasses de pagamentos à FBHC por parte do Poder Público.