Acusada de matar policial é presa depois de 20 anos

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Publicada em 13/06/2018 às 07:42:00

 

Quase 20 anos depois de matar um policial militar com o qual tinha um relacionamento, uma mulher foi presa em flagrante com documentação falsa no Guarujá (SP). Segundo informações da Polícia Civil de São Paulo, ela admitiu ter matado o policial e disse que tinha convicção que nunca seria pega por conta da mudança de documentos. Uma análise pericial feita em conjunto pelos institutos de identificação de Sergipe e São Paulo permitiu a retomada do assassinato de Augusto César Melo, que tinha 26 anos, era lotado na antiga Companhia de Policiamento Rodoviário (CPRv) e foi morto em 1° de janeiro de 1998 na Avenida Euclides Figueiredo, bairro Lamarão (zona norte de Aracaju).
O crime prescreveria em 18 de novembro deste ano, mas a atuação das equipes de identificação e policiais possibilitou que o homicídio pudesse ser elucidado. A autoria foi atribuída à namorada do policial, que acabou fugindo de Sergipe na época. Na versão da acusada, o casal brigava muito e em um desses conflitos, no dia do crime, Melo teria a ameaçado, dizendo que iria matá-la. Segundo ela, após a ameaça, pegou o revólver dele e o matou com vários tiros. 
Após o crime, a mulher se mudou para São Paulo e utilizou a certidão verdadeira da irmã, de Sergipe, e com ela conseguiu retirar novos documentos naquele estado, onde casou novamente. Com um detalhe, o nome da irmã é Sandra, ela acrescentou algumas letras antes e passou a se chamar Alessandra da Conceição Souza. O nome verdadeiro dela é Shirleide Fernanda da Conceição Souza, com base no registro dela no Instituto de Identificação Carlos Menezes (IICM), de Sergipe. Shirleide foi presa em flagrante no Guarujá porque ela estava portando documento falso e falsificação de documento público. Ela foi conduzida à Delegacia do Guarujá e autuada pelo Delegado Thiago Nemi Bonametti.
"Toda documentação chegou para nós e fizemos as pesquisas no sistema AFIS e vimos que ela estava utilizando nome diferente. Através de outras pesquisas nós pudemos apurar onde ela estaria. Duas hipóteses: Guarujá/SP ou Pataguassu/MS, que fica próximo à divisa com São Paulo. O trabalho realizado aqui teve todo um apoio do DHPP e do Instituto de Identificação, o êxito foi graças a esse apoio de vocês de Sergipe. Foi realmente um trabalho interessante, muito boa e importante essa parceria entre São Paulo e Sergipe, isso por conta de um sistema de identificação integrado chamado AFIS. Com o qual não adianta o cara cometer um crime e fugir para outro estado, o cerco estará fechado, ele será descoberto de qualquer forma", afirmou o delegado Caetano Paulo Filho, diretor do Instituto de Identificação Ricardo Gumbleton Daunt (IIRGD), de São Paulo.
O sistema - O AFIS (Automated Fingerprint Identification System) captura impressões digitais e permite processá-las estabelecendo um relacionamento entre as impressões e pessoas que tenham sido previamente cadastradas. "Gostaria de destacar a importância dos convênios sobre o estado e a utilização desse sistema que é uma ferramenta bastante necessária e útil para nosso trabalho, é um grande passo social, um grande complemento para que a gente consiga inibir o crescimento da criminalidade", comentou o delegado Queiroz.
Outra tragédia - A investigação sobre a morte do policial Augusto César foi retomada também a partir de outra tragédia que atingiu a família: o assassinato da transexual Denise Sollony, que era irmã do policial morto e foi morta no São João de 2016, em uma casa no Conjunto Augusto Franco (zona sul). O crime foi elucidado no mês passado, quando o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) prendeu dois acusados. Um deles, Adilson Porto Silva Filho, 28 anos, teve a prisão preventiva decretada no último dia 30 e um habeas corpus negado dias depois pela Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE). 

Quase 20 anos depois de matar um policial militar com o qual tinha um relacionamento, uma mulher foi presa em flagrante com documentação falsa no Guarujá (SP). Segundo informações da Polícia Civil de São Paulo, ela admitiu ter matado o policial e disse que tinha convicção que nunca seria pega por conta da mudança de documentos. Uma análise pericial feita em conjunto pelos institutos de identificação de Sergipe e São Paulo permitiu a retomada do assassinato de Augusto César Melo, que tinha 26 anos, era lotado na antiga Companhia de Policiamento Rodoviário (CPRv) e foi morto em 1° de janeiro de 1998 na Avenida Euclides Figueiredo, bairro Lamarão (zona norte de Aracaju).
O crime prescreveria em 18 de novembro deste ano, mas a atuação das equipes de identificação e policiais possibilitou que o homicídio pudesse ser elucidado. A autoria foi atribuída à namorada do policial, que acabou fugindo de Sergipe na época. Na versão da acusada, o casal brigava muito e em um desses conflitos, no dia do crime, Melo teria a ameaçado, dizendo que iria matá-la. Segundo ela, após a ameaça, pegou o revólver dele e o matou com vários tiros. 
Após o crime, a mulher se mudou para São Paulo e utilizou a certidão verdadeira da irmã, de Sergipe, e com ela conseguiu retirar novos documentos naquele estado, onde casou novamente. Com um detalhe, o nome da irmã é Sandra, ela acrescentou algumas letras antes e passou a se chamar Alessandra da Conceição Souza. O nome verdadeiro dela é Shirleide Fernanda da Conceição Souza, com base no registro dela no Instituto de Identificação Carlos Menezes (IICM), de Sergipe. Shirleide foi presa em flagrante no Guarujá porque ela estava portando documento falso e falsificação de documento público. Ela foi conduzida à Delegacia do Guarujá e autuada pelo Delegado Thiago Nemi Bonametti.
"Toda documentação chegou para nós e fizemos as pesquisas no sistema AFIS e vimos que ela estava utilizando nome diferente. Através de outras pesquisas nós pudemos apurar onde ela estaria. Duas hipóteses: Guarujá/SP ou Pataguassu/MS, que fica próximo à divisa com São Paulo. O trabalho realizado aqui teve todo um apoio do DHPP e do Instituto de Identificação, o êxito foi graças a esse apoio de vocês de Sergipe. Foi realmente um trabalho interessante, muito boa e importante essa parceria entre São Paulo e Sergipe, isso por conta de um sistema de identificação integrado chamado AFIS. Com o qual não adianta o cara cometer um crime e fugir para outro estado, o cerco estará fechado, ele será descoberto de qualquer forma", afirmou o delegado Caetano Paulo Filho, diretor do Instituto de Identificação Ricardo Gumbleton Daunt (IIRGD), de São Paulo.
O sistema - O AFIS (Automated Fingerprint Identification System) captura impressões digitais e permite processá-las estabelecendo um relacionamento entre as impressões e pessoas que tenham sido previamente cadastradas. "Gostaria de destacar a importância dos convênios sobre o estado e a utilização desse sistema que é uma ferramenta bastante necessária e útil para nosso trabalho, é um grande passo social, um grande complemento para que a gente consiga inibir o crescimento da criminalidade", comentou o delegado Queiroz.
Outra tragédia - A investigação sobre a morte do policial Augusto César foi retomada também a partir de outra tragédia que atingiu a família: o assassinato da transexual Denise Sollony, que era irmã do policial morto e foi morta no São João de 2016, em uma casa no Conjunto Augusto Franco (zona sul). O crime foi elucidado no mês passado, quando o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) prendeu dois acusados. Um deles, Adilson Porto Silva Filho, 28 anos, teve a prisão preventiva decretada no último dia 30 e um habeas corpus negado dias depois pela Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE).