Ana Lúcia condena o trabalho infantil

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Publicada em 13/06/2018 às 08:06:00

 

No Dia Mundial de Enfrentamento ao Trabalho Infantil, a deputada estadual Ana Lula apresentou dados preocupantes sobre o tema: Em todo o Brasil, mais de 2,5 milhões de crianças e adolescentes de 5 a 17 anos são trabalhadoras. O tema foi o foco do pronunciamento da parlamentar na tribuna da Assembleia Legislativa nesta terça-feira, 12.
De acordo com a PNAD/IBGE 2016, das crianças de 5 a 13 anos que trabalham, 98,4% frequentam a escola. Ao chegar na faixa que vai de 14 a 17 anos, a porcentagem das que estão em sala de aula cai para 79,5%. Entre as crianças de 5 a 13 anos que trabalham, 26,0% são remuneradas, enquanto as de 14 a 17 anos, 78,2% recebem remuneração.
Para Ana Lula, os dados são preocupantes, porque a tendência dos meninos e meninas que são remunerados, é irem abandonando os estudos. "Um dos fatores de evasão escolar é a necessidade de se trabalhar na infância e adolescência. Quando eu digo que 79,5 dos adolescentes de 14 a 17 anos estudam e trabalham, fica claro que para implementar a jornada ampliada, é preciso oferecer uma alternativa para esta juventude, ou eles vão abandonar a escola", argumentou.
O dado mais estarrecedor diz respeito às mortes de crianças e adolescentes por atividades de trabalho perigosas: Numa linha histórica de 10 anos, entre 2007 e 2017, perdemos 236 crianças e adolescentes para os acidentes de trabalho. No mesmo período, 40 mil sofreram acidentes, dos quais 24.654 foram graves, como fraturas e amputações de membros. Os dados são do SINAN do Ministério da Saúde.  Os dados são da PNAD contínua/IBGE em 2016  
"71,8% das crianças de 5 a 13 anos ocupadas são pretas ou pardas. Os negros desse país é que trabalham, são explorados e que tem seus direitos negados", completou a parlamentar.

No Dia Mundial de Enfrentamento ao Trabalho Infantil, a deputada estadual Ana Lula apresentou dados preocupantes sobre o tema: Em todo o Brasil, mais de 2,5 milhões de crianças e adolescentes de 5 a 17 anos são trabalhadoras. O tema foi o foco do pronunciamento da parlamentar na tribuna da Assembleia Legislativa nesta terça-feira, 12.
De acordo com a PNAD/IBGE 2016, das crianças de 5 a 13 anos que trabalham, 98,4% frequentam a escola. Ao chegar na faixa que vai de 14 a 17 anos, a porcentagem das que estão em sala de aula cai para 79,5%. Entre as crianças de 5 a 13 anos que trabalham, 26,0% são remuneradas, enquanto as de 14 a 17 anos, 78,2% recebem remuneração.
Para Ana Lula, os dados são preocupantes, porque a tendência dos meninos e meninas que são remunerados, é irem abandonando os estudos. "Um dos fatores de evasão escolar é a necessidade de se trabalhar na infância e adolescência. Quando eu digo que 79,5 dos adolescentes de 14 a 17 anos estudam e trabalham, fica claro que para implementar a jornada ampliada, é preciso oferecer uma alternativa para esta juventude, ou eles vão abandonar a escola", argumentou.
O dado mais estarrecedor diz respeito às mortes de crianças e adolescentes por atividades de trabalho perigosas: Numa linha histórica de 10 anos, entre 2007 e 2017, perdemos 236 crianças e adolescentes para os acidentes de trabalho. No mesmo período, 40 mil sofreram acidentes, dos quais 24.654 foram graves, como fraturas e amputações de membros. Os dados são do SINAN do Ministério da Saúde.  Os dados são da PNAD contínua/IBGE em 2016  
"71,8% das crianças de 5 a 13 anos ocupadas são pretas ou pardas. Os negros desse país é que trabalham, são explorados e que tem seus direitos negados", completou a parlamentar.