PT ingrato?

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Se o pleno do TSE acompanhar o voto do ministro relator Luiz Fux no dia do próximo julgamento do mérito vão assumir imediatamente mandato na Assembleia Legislativa - na vaga de Capitão Samuel, Augusto Bezerra e Venâncio Fonseca - os suplentes eleitos pela
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Publicada em 13/06/2018 às 08:10:00

 

Quando da votação do impeachment da 
presidente Dilma Rousseff o então go
vernador Jackson Barreto (MDB) foi o único governador que não era do PT que chegou no Palácio Alvorada para prestar solidariedade a petista. Chegou a conceder entrevistas dizendo que como uma pessoa que lutou contra a ditadura militar, pela redemocratização do país e Diretas Já não poderia ser a favor do "golpe".
Esse seu gesto de coragem levou sua gestão a sofrer retaliações do governo Michel Temer, que chegou ao Palácio do Planalto com a aprovação do impeachment de Dilma. Temer não engoliu o fato de Jackson ser do seu partido e ter se posicionado publicamente contra o impeachment, ficando ao lado do PT e não do MDB que chegaria a presidência da República.
Em razão disso, além da crise econômica do país, JB governou com o governo federal fechando as torneias para o Estado, o que prejudicou muito Sergipe com a falta de recursos para obras estruturantes, como a recuperação das rodovias estaduais que estão totalmente esburacadas.
Na última sexta-feira, quando do lançamento da pré-candidatura de Lula a presidente da República, em Contagem (MG), o ex-governador foi o único que não era do PT a comparecer ao ato político.  Mais uma vez, demonstrou companheirismo e solidariedade com o Partido dos Trabalhadores nos momentos difíceis.
O próprio ex-presidente Lula, quando esteve em Aracaju com a Caravana Lula pelo Brasil, em discurso em Estância, reconheceu o companheirismo e a história política de JB.
Declarou o líder petista que ele foi um dos poucos governadores do país que mostrou ter caráter e não teve medo de apoiar Dilma. "Na noite que a Dilma estava sendo torturada, que a gente estava lá no Palácio da Alvorada esperando os governadores aparecer, apareceram os cinco governadores do PT e o companheiro Jackson Barreto porque os outros governadores não tiveram coragem de ir", frisou Lula.
Mesmo com a solidariedade, companheirismo e lealdade de JB ao PT, e as retaliações sofridas pelo seu governo, agora são segmentos do próprio PT de Sergipe que o estão ostilizando, declarando que não votam nele para o Senado e até defendendo que o partido lance candidatura própria. São os petistas da Articulação de Esquerda, leia-se a deputada estadual Ana Lúcia e os professores Joel Almeida e Dudu.
Pode-se dizer que a Articulação de Esquerda tem o histórico de animosidade, de sempre ser do contra por ser contra. Foi contra o governo petista Marcelo Déda, o governo Jackson Barreto e é contra o governo Belivaldo Chagas.
O lamentável é o presidente estadual do PT, Rogério Carvalho - que é da mesma corrente de Lula, a Construindo um Novo Brasil (CNB) - estar em pé de guerra com Jackson e ameaçando levar o partido para uma candidatura própria ou até mesmo para uma nova composição de aliança política.
Rogério, que é pré-candidato ao Senado junto com Jackson Barreto na chapa encabeçada por Belivaldo, está emprenhando pelos ouvidos com relação a uma aliança branca de JB com André Moura (PSC). Está caindo no jogo da oposição, que deseja desagregar o bloco governista que se mantém unido desde a eleição de Marcelo Déda para prefeito de Aracaju e governador de Sergipe.
Quando unido, esse grupo venceu praticamente tudo o que disputou no Estado de Sergipe, em momentos tão adversos quanto o atual.     
O PT precisa esfriar a cabeça, analisar toda essa conjuntura política e ter juizo!

Quando da votação do impeachment da  presidente Dilma Rousseff o então go vernador Jackson Barreto (MDB) foi o único governador que não era do PT que chegou no Palácio Alvorada para prestar solidariedade a petista. Chegou a conceder entrevistas dizendo que como uma pessoa que lutou contra a ditadura militar, pela redemocratização do país e Diretas Já não poderia ser a favor do "golpe".
Esse seu gesto de coragem levou sua gestão a sofrer retaliações do governo Michel Temer, que chegou ao Palácio do Planalto com a aprovação do impeachment de Dilma. Temer não engoliu o fato de Jackson ser do seu partido e ter se posicionado publicamente contra o impeachment, ficando ao lado do PT e não do MDB que chegaria a presidência da República.
Em razão disso, além da crise econômica do país, JB governou com o governo federal fechando as torneias para o Estado, o que prejudicou muito Sergipe com a falta de recursos para obras estruturantes, como a recuperação das rodovias estaduais que estão totalmente esburacadas.
Na última sexta-feira, quando do lançamento da pré-candidatura de Lula a presidente da República, em Contagem (MG), o ex-governador foi o único que não era do PT a comparecer ao ato político.  Mais uma vez, demonstrou companheirismo e solidariedade com o Partido dos Trabalhadores nos momentos difíceis.O próprio ex-presidente Lula, quando esteve em Aracaju com a Caravana Lula pelo Brasil, em discurso em Estância, reconheceu o companheirismo e a história política de JB.
Declarou o líder petista que ele foi um dos poucos governadores do país que mostrou ter caráter e não teve medo de apoiar Dilma. "Na noite que a Dilma estava sendo torturada, que a gente estava lá no Palácio da Alvorada esperando os governadores aparecer, apareceram os cinco governadores do PT e o companheiro Jackson Barreto porque os outros governadores não tiveram coragem de ir", frisou Lula.
Mesmo com a solidariedade, companheirismo e lealdade de JB ao PT, e as retaliações sofridas pelo seu governo, agora são segmentos do próprio PT de Sergipe que o estão ostilizando, declarando que não votam nele para o Senado e até defendendo que o partido lance candidatura própria. São os petistas da Articulação de Esquerda, leia-se a deputada estadual Ana Lúcia e os professores Joel Almeida e Dudu.
Pode-se dizer que a Articulação de Esquerda tem o histórico de animosidade, de sempre ser do contra por ser contra. Foi contra o governo petista Marcelo Déda, o governo Jackson Barreto e é contra o governo Belivaldo Chagas.
O lamentável é o presidente estadual do PT, Rogério Carvalho - que é da mesma corrente de Lula, a Construindo um Novo Brasil (CNB) - estar em pé de guerra com Jackson e ameaçando levar o partido para uma candidatura própria ou até mesmo para uma nova composição de aliança política.
Rogério, que é pré-candidato ao Senado junto com Jackson Barreto na chapa encabeçada por Belivaldo, está emprenhando pelos ouvidos com relação a uma aliança branca de JB com André Moura (PSC). Está caindo no jogo da oposição, que deseja desagregar o bloco governista que se mantém unido desde a eleição de Marcelo Déda para prefeito de Aracaju e governador de Sergipe.
Quando unido, esse grupo venceu praticamente tudo o que disputou no Estado de Sergipe, em momentos tão adversos quanto o atual.     
O PT precisa esfriar a cabeça, analisar toda essa conjuntura política e ter juizo!

 

Não tem acordo 1   

Ontem, em conversa com a coluna, o ex-governador Jackson Barreto (MDB) reafirmou que não tem aliança branca, nem preta, nem roxa nem de cor nenhuma com o pré-candidato a senador pela oposição, André Moura (PSC). Disse que nas entrevistas que vem concedendo pelo interior está declarando publicamente que os dois pré-candidatos a senador da coligação de Belivaldo Chagas (PSD) são ele e Rogério Carvalho (PT). "Deixo bem claro que não tem nenhum acordo com André", frisou.

 

Não tem acordo 2

Demonstrando não ter mesmo nenhum acordo branco com André, Jackson o criticou por não ter se movimentado para ajudar Sergipe na liberação do financiamento dos R$ 560 milhões do Finisa para a recuperação das rodovias, para a reforma do Aeroporto Santa Maria e das obras de duplicação das BR - 101. Segundo JB, André só trabalha para ajudar individualmente os municípios e se cacifar com isso, mas não para ajudar o Estado com a realização de obras estruturantes.

 

Finisa 1

De acordo com o ex-governador, os estados da Bahia e Piauí, governados pelo PT, já receberam financiamento do Finisa porque conseguiram assinar o contrato com o Banco do Brasil e Caixa Econômica, e depois entraram com ação no Supremo Tribunal Federal pedindo a liberação dos recursos. "O PT não tinha a vigilância de André Moura, a direção dessas instituições financeiras não se sentiam policiadas pelo líder do governo Temer. Se não fosse André a coisa tinha andado", avalia.

 

Finisa 2

Enfatiza que só Sergipe não teve o Finisa. "Em 2017 o projeto foi aprovado pela Caixa Econômica e pela Secretaria do Tesouro Nacional porque o estado se enquadrava nas exigências. Em dezembro, quando foi para assinar o Finisa, Temer disse que não era para assinar porque queria ver os votos de Sergipe na reforma da previdência".

 

Finisa 3

"Arquivado o projeto de reforma da previdência surgiram este ano novas regras para aprovação do Finisa. Inventaram novas regras para liberação do financiamento que já tinha sido aprovado pela Caixa e a Secretaria do Tesouro Nacional. Temer prometeu a liberação do Finisa, em uma reunião comigo e André, e me enganou. Sofri retaliações e perseguições porque assumi posição ao lado de Lula e Dilma".

 

Finisa 4

Revela Jackson que o prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), que tinha pretensões de disputar o governo da Bahia em 2018, foi atrás de Temer para que não permitisse a liberação do Finisa para o governador petista Rui Costa. "Só não conseguiu impedir porque o governador da Bahia já tinha assinado o financiamento e conseguiu na justiça, através do Supremo, a  liberação dos recursos. O governador do Piauí, Wellinton Dias, também foi até o Supremo e conseguiu judicialmente na semana passada a liberação do financiamento".

 

Crítica ao líder 1  

JB lamentou que André Moura, como líder do governo Temer no Congresso, não deu um passo para resolver a questão do Finisa. "André também não se movimentou com relação à reforma do aeroporto. Já tinha R$ 110 milhões em caixa, referentes aos R$ 70 milhões de emenda de bancada e R$ 40 milhões que consegui com Romero Jucá. Quando estava tudo certo para a licitação da obra pela Infraero saiu a relação dos aeroportos que seriam privatizados, com o de Sergipe no meio".

 

Crítica ao líder 2

Prosseguiu: "Estive calado, engolindo isso. Agora estou falando. Para onde foi o protagonismo de André? Ele poderia ter atuado para que a reforma do aeroporto fosse feita, pois já tinha o dinheiro na conta. Depois poderia privatizar o aeroporto. Cadê as obras da BR 101? As obras estão paradas, o aeroporto sem reforma e as rodovias esburacadas. Tudo obras estruturantes. Tudo para prejudicar o meu governo e a minha imagem. A obra da Termoelétrica só saiu porque não dependia do governo federal. André só atuou para liberar obras para os municípios para se fortalecer individualmente. E o estado? No governo Déda o presidente Lula liberou recursos para construção de duas pontes e rodovias e eu tive o que? Fiquei calado até agora para não prejudicar mais o estado e Belivaldo".

 

MDB

Disse ainda JB que diante de tudo o que passou no governo Temer só não deixou o MDB para não vê-lo destruído em Sergipe, por ter deputado federal, deputados estaduais, prefeitos e vereadores. "Resisti para segurar o partido, para que não fosse para as mãos dos adversários", admitiu.

 

Tendência do PT 1

Ontem, em conversa com a coluna, o vice-presidente nacional do PT, Márcio Macedo, afirmou que a tendência natural do partido em Sergipe é apoiar a chapa que tem como pré-candidato Belivaldo Chagas. "Quem fundou o bloco em que se encontra hoje o governador Belivaldo Chagas foi Marcelo Déda, então, é natural que o PT Sergipe apoie a chapa dele, que a gente discuta um projeto para Sergipe para fortalecimento da cadeia produtiva, geração de emprego e renda, de melhoria para a saúde e segurança pública".

 

Tendência do PT 2

 De Márcio, que é pré-candidato a deputado federal, sobre as especulações de que o PT pode fazer uma composição em Sergipe com o PSB, que tem como pré-candidato a governador Valadares Filho: "É claro que tem debate nacional sobre aliança do PT com o PSB. Estamos atentos ao que está acontecendo. O processo natural é ficar onde estamos".

 

Satisfação

Márcio disse que estava satisfeito com a possibilidade de Eliane Aquino (PT) ser a vice de Belivaldo Chagas. "O nome de Eliane para o governo nos enche de orgulho. É uma grande militante do PT que poderá ajudar a chapa majoritária para ganhar as eleições deste ano".

 

Veja essa ...

A Presidência da República abriu licitação para garantir o uso de telefone celular e internet de alta velocidade nos dois aviões que atendem o Palácio do Planalto. Pelo edital, o governo está disposto a pagar até R$ 2,77 milhões para a contratação de uma empresa pelo período de um ano, para que o presidente Michel Temer possa falar ao telefone quando estiver viajando nos aviões presidenciais. Esse é o Brasil que vive em crise econômica, ética e moral.  

 

Curtas

Depois de longa discussão, o relator do processo do caso das subvenções no TSE, ministro Luiz Fuz, apresentou ontem à noite  o voto propondo a cassação e estabelecimento de multa máxima de nove dos 22 envolvidos no caso, sendo sete deputados e dois ex-deputados.

 

Os que podem ser cassados, caso a corte siga o relator, são: deputados federais João Daniel e Adelson Barreto; deputados estaduais Venâncio Fonseca, Augusto Bezerra, Capitão Samuel, Gustinho Ribeiro e Zezinho Guimarães; e os ex-deputados Raimundo Vieira e Zeca Ramos da Silva.

 

Luiz Fux propôs o estabelecimento da multa máxima para os deputados Paulinho da Varzinhas e Jeferson Andrade; e os ex-deputados Arnaldo Bispo, Conceição Vieira e Gilson Andrade. A grande surpresa ficou por conta de Paulinho, já condenado a perda do mandato pelo TJSE.

 

O relator sugeriu a aplicação de multa de R$ 20 mil aos deputados Francisco Gualberto, Maria Mendonça, Luiz Mitidieri e Garibalde Mendonça.

 

Para Fux, as denúncias contra os ex-deputados Susana Azevedo, Angélica Guimarães, Antonio Passos e José Franco devem ser consideradas improcedentes, porque eles não disputaram as eleições e não ficou comprovado o uso dos recursos de suas emendas na campanha dos que foram apoiados por eles.

 

Encerrado o voto do relator, o ministro Tarcísio Vieira de Carvalho Neto confirmou o pedido de vistas anunciado no início da sessão. Não há data prevista para a continuidade do julgamento. Na edição desta quinta-feira maiores detalhes do julgamento.