Santo Antônio

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Publicada em 14/06/2018 às 07:49:00

 

* Dom Edvaldo Gonçalves Amaral, SDB
A Igreja celebrou ontem (13/06) a 
festa litúrgica de Santo Antônio. 
Convém tecer algumas considerações sobre este santo tão querido.
Santo Antônio, nascido em Lisboa ao expirar do século 12, em 1195, pertencia à nobre família dos Bulhões, descendente ainda de Godofredo de Bulhões, herói da 1.ª Cruzada. Com o nome de batismo, Fernando, entrou na prestigiosa Ordem dos Cônegos de Santo Agostinho, na qual fez seus estudos teológicos na Universidade de Coimbra. Aos 25 anos, ordenado sacerdote, viu chegarem em Coimbra os gloriosos restos mortais de cinco heróicos missionários Franciscanos, martirizados no Marrocos, na África. Fernando, renunciando mais uma vez à fama e ao prestígio deste mundo, entrou com o nome de Antônio na nascente e humilde família de São Francisco de Assis, ainda vivo, e pediu para ser enviado ao Marrocos, onde sonhava seguir o caminho missionário do martírio.
Eram diferentes os planos de Deus. Adoeceu e os superiores o enviaram de volta à Europa. Uma tempestade no Mediterrâneo levou-o às costas da Itália, precisamente à Sicília. De lá, Antônio seguiu para Assis, onde se realizava o famoso "Capítulo das Esteiras", ainda sob a presidência do Seráfico Pai dos Franciscanos. Reconhecido seu valor por São Francisco, foi feito primeiro mestre de Teologia da ordem e pregador de missões populares, no estilo de nosso Frei Damião, percorrendo o sul da França e o norte da Itália, em disputa com os hereges albigenses e fazendo contínuos milagres. Faleceu aos 36 anos de idade e foi canonizado no ano seguinte pelo Papa Gregório IX.
Mais que santo casamenteiro e milagroso auxiliar no encontro de coisas perdidas, Santo Antônio é o santo do amor à doutrina cristã, do desapego das honrarias e riquezas deste mundo e da crescente generosidade no cumprimento da vontade de Deus, no anúncio do Evangelho de Jesus até o martírio.
Que as manifestações populares e tradicionais em honra de Santo Antônio sejam um estímulo de revigoramento da fé e da prática religiosa para nosso povo.
* Dom Edvaldo Gonçalves Amaral, SDB é Arcebispo Emérito de Maceió (foi Bispo Auxiliar de Aracaju - 1975 a 1980)
dedvaldo@salesianorecife.com.br 

* Dom Edvaldo Gonçalves Amaral, SDB


A Igreja celebrou ontem (13/06) a  festa litúrgica de Santo Antônio.  Convém tecer algumas considerações sobre este santo tão querido.Santo Antônio, nascido em Lisboa ao expirar do século 12, em 1195, pertencia à nobre família dos Bulhões, descendente ainda de Godofredo de Bulhões, herói da 1.ª Cruzada. Com o nome de batismo, Fernando, entrou na prestigiosa Ordem dos Cônegos de Santo Agostinho, na qual fez seus estudos teológicos na Universidade de Coimbra. Aos 25 anos, ordenado sacerdote, viu chegarem em Coimbra os gloriosos restos mortais de cinco heróicos missionários Franciscanos, martirizados no Marrocos, na África. Fernando, renunciando mais uma vez à fama e ao prestígio deste mundo, entrou com o nome de Antônio na nascente e humilde família de São Francisco de Assis, ainda vivo, e pediu para ser enviado ao Marrocos, onde sonhava seguir o caminho missionário do martírio.
Eram diferentes os planos de Deus. Adoeceu e os superiores o enviaram de volta à Europa. Uma tempestade no Mediterrâneo levou-o às costas da Itália, precisamente à Sicília. De lá, Antônio seguiu para Assis, onde se realizava o famoso "Capítulo das Esteiras", ainda sob a presidência do Seráfico Pai dos Franciscanos. Reconhecido seu valor por São Francisco, foi feito primeiro mestre de Teologia da ordem e pregador de missões populares, no estilo de nosso Frei Damião, percorrendo o sul da França e o norte da Itália, em disputa com os hereges albigenses e fazendo contínuos milagres. Faleceu aos 36 anos de idade e foi canonizado no ano seguinte pelo Papa Gregório IX.
Mais que santo casamenteiro e milagroso auxiliar no encontro de coisas perdidas, Santo Antônio é o santo do amor à doutrina cristã, do desapego das honrarias e riquezas deste mundo e da crescente generosidade no cumprimento da vontade de Deus, no anúncio do Evangelho de Jesus até o martírio.
Que as manifestações populares e tradicionais em honra de Santo Antônio sejam um estímulo de revigoramento da fé e da prática religiosa para nosso povo.
* Dom Edvaldo Gonçalves Amaral, SDB é Arcebispo Emérito de Maceió (foi Bispo Auxiliar de Aracaju - 1975 a 1980)dedvaldo@salesianorecife.com.br