O bom exemplo de Aracaju

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Publicada em 14/06/2018 às 07:53:00

 

O combate ao Aedes Aegypti, ve
tor de diversas enfermidades, 
é trabalho coletivo, sob responsabilidade de todos, dos entes públicos ao cidadão. Mas a julgar por levantamento do Governo de Sergipe, dezenas de prefeitos simplesmente lavaram as mãos. Ao menos 59 municípios sergipanos estão sob risco de infestação do mosquito.
O bom exemplo de Aracaju, uma das três capitais brasileiras onde o índice foi controlado de maneira satisfatória, precisa ser seguido por todas as prefeituras do estado. Não adianta convocar a população para o combate sem fazer a própria parte. A exceção tem de virar regra.
Para enfrentar o problema, não é preciso a recorrer a passes de mágica. Campanhas de conscientização, através de palestras e promoção à saúde nas escolas, além dos mutirões nos campos, coletas de pneus, o funcionamento do programa cata treco, a ação diária dos agentes de endemias, foram os recursos utilizados pela Prefeitura de Aracaju para vencer o desafio, o feijão com arroz, um trabalho continuado.
Mais grave é perceber que a presença do mosquito é sintoma de serviços públicos deficitários, tem tudo a ver com a degradação do meio ambiente. Vacina e fumacê não passam de medidas anódinas, adotadas para minimizar os efeitos imediatos do problema. O buraco, no entanto, é mais embaixo. Sem investimento pesado em saneamento básico, quase uma utopia em tempo de crise, qualquer providência redunda em mero paliativo.

O combate ao Aedes Aegypti, ve tor de diversas enfermidades,  é trabalho coletivo, sob responsabilidade de todos, dos entes públicos ao cidadão. Mas a julgar por levantamento do Governo de Sergipe, dezenas de prefeitos simplesmente lavaram as mãos. Ao menos 59 municípios sergipanos estão sob risco de infestação do mosquito.
O bom exemplo de Aracaju, uma das três capitais brasileiras onde o índice foi controlado de maneira satisfatória, precisa ser seguido por todas as prefeituras do estado. Não adianta convocar a população para o combate sem fazer a própria parte. A exceção tem de virar regra.
Para enfrentar o problema, não é preciso a recorrer a passes de mágica. Campanhas de conscientização, através de palestras e promoção à saúde nas escolas, além dos mutirões nos campos, coletas de pneus, o funcionamento do programa cata treco, a ação diária dos agentes de endemias, foram os recursos utilizados pela Prefeitura de Aracaju para vencer o desafio, o feijão com arroz, um trabalho continuado.
Mais grave é perceber que a presença do mosquito é sintoma de serviços públicos deficitários, tem tudo a ver com a degradação do meio ambiente. Vacina e fumacê não passam de medidas anódinas, adotadas para minimizar os efeitos imediatos do problema. O buraco, no entanto, é mais embaixo. Sem investimento pesado em saneamento básico, quase uma utopia em tempo de crise, qualquer providência redunda em mero paliativo.