Deputado diz que modelo de desenvolvimento compromete meio ambiente

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O deputado estadual João Daniel
O deputado estadual João Daniel

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Publicada em 19/06/2012 às 02:27:00

O deputado João Daniel (PT) registrou o momento que o Brasil vive ao receber chefes de Estados e organizações do mundo inteiro para debater  o futuro do planeta, na Rio+20.
João Daniel disse que estará participando de uma conferência paralela. Dela  participa uma delegação de Sergipe, que viajou na semana passada e ficará até o dia 23. É um grupo ligado Movimento dos Trabalhadores Sem Terra, Via Campesina e pequena agricultura, que estará discutindo o projeto de desenvolvimento que se quer para o Brasil.
Segundo o deputado, um dos questionamentos da Rio+20  é o modelo que existe desenvolvido pelas grandes corporações que leva à destruição do meio ambiente, com concentração da riqueza e das terras nas mãos de pequenos grupos internacionais. "E nós estamos preocupados porque são milhares de hectares de terras que estão sendo adquiridos por essas empresas na área de etanol, da mineração e sem medir as consequências sobre a questão ambiental", alertou.

Indicação - João Daniel informou que elaborou uma indicação ao governo do Estado para que incentive a produção de microdestilaria para a fabricação de etanol, que têm um custo de R$ 200 mil, como uma forma de fomentar e mostrar o respeito ao meio ambiente e o apoio às novas tecnologias. "E possamos fazer em Sergipe no mínimo 10 microdestilarias que possam abastecer a frota do Governo do Estado", disse.
Lembrou o deputado que o empreendimento da microdestilaria já existe no município de Divina Pastora, organizado pela prefeitura local,  com apoio técnico da Universidade Tiradentes. O deputado ressaltou que a microdestilaria tem a ver com a defesa ambiental e foi pensada por um pesquisador de Minas Gerais, que se dedicou a estudar como as comunidades poderiam ter seu sustento sem degradar o meio ambiente, preservando a natureza. Ele disse que hoje essas microdestilarias funcionam em várias regiões da pequena agricultura.
Segundo o deputado, como não existe uma lei voltada para a microdestilaria para que ela possa vender no comércio, sua produção seria comercializada para o Estado, municípios ou cooperativas, que comprariam esse combustível para suas frotas. "E tenho certeza que vai haver cobrança de todos os movimentos e ouvi do próprio governador Marcelo Déda que havia interesse de construir uma matriz energética que pudesse dar uma prova prática de que o Governo do Estado está interessado em dar sua contribuição", destacou João Daniel.
Para o parlamentar, essas microdestilarias podem produzir 1,5 mil a 2 mil litros de etanol por dia. "É uma pequena quantidade, mas que gera de quatro a cinco empregos e toda sobra da cana de açúcar pode ser utilizada para ração animal e beneficiar em torno de até 50 famílias que na sua própria pequena propriedade possa produzir a cana não como monocultura, mas como mais uma renda", disse o deputado.