O círculo vicioso da crise

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Publicada em 20/06/2018 às 08:55:00

 

A economia de um país não é mo-
vida apenas por força de máqui-
nas e braços fortes. Entre as variáveis determinando o sucesso de um investimento, a expectativa é das mais importantes. Parece meio abstrato, como de fato o é. Mas, de todo modo, empresários não são conhecidos pela disposição de perder dinheiro.
Este, o drama brasileiro. Contra todas as declarações do Governo Federal, o círculo vicioso da crise segue firme e forte. Trata-se aqui da projeção das expectativas em termos de investimento. Sem previsão de retorno no horizonte, os empresários do setor industrial adotam toda a cautela do mundo e colocam as máquinas em compasso de espera. Pior para os 14 milhões de trabalhadores desempregados, desesperados por uma oportunidade.
Nesse contexto, a greve dos caminhoneiros não poderia ter ocorrido em momento mais infeliz. Os reflexos produzidos sobre o Produto Interno Bruto recomendam barbas de molho. As incertezas derivadas de um processo eleitoral o mais conturbado, também não ajudam em nada.  O resultado tem precisão estatística. A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), por exemplo, cortou a projeção de investimentos inicialmente prevista para 2018 pela metade.
A retração de aportes da indústria afeta o investimento total da economia. Há poucos dias, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada projetava aumento de 4,5% em investimento. Este seria o primeiro avanço registrado desde o início da crise, em 2013. Agora, com a soma de mais instabilidade num quadro por si só já complexo, a vaca foi pro brejo de uma vez.

A economia de um país não é mo- vida apenas por força de máqui- nas e braços fortes. Entre as variáveis determinando o sucesso de um investimento, a expectativa é das mais importantes. Parece meio abstrato, como de fato o é. Mas, de todo modo, empresários não são conhecidos pela disposição de perder dinheiro.
Este, o drama brasileiro. Contra todas as declarações do Governo Federal, o círculo vicioso da crise segue firme e forte. Trata-se aqui da projeção das expectativas em termos de investimento. Sem previsão de retorno no horizonte, os empresários do setor industrial adotam toda a cautela do mundo e colocam as máquinas em compasso de espera. Pior para os 14 milhões de trabalhadores desempregados, desesperados por uma oportunidade.
Nesse contexto, a greve dos caminhoneiros não poderia ter ocorrido em momento mais infeliz. Os reflexos produzidos sobre o Produto Interno Bruto recomendam barbas de molho. As incertezas derivadas de um processo eleitoral o mais conturbado, também não ajudam em nada.  O resultado tem precisão estatística. A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), por exemplo, cortou a projeção de investimentos inicialmente prevista para 2018 pela metade.
A retração de aportes da indústria afeta o investimento total da economia. Há poucos dias, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada projetava aumento de 4,5% em investimento. Este seria o primeiro avanço registrado desde o início da crise, em 2013. Agora, com a soma de mais instabilidade num quadro por si só já complexo, a vaca foi pro brejo de uma vez.