Alese homenageia poeta popular João Sapateiro

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Publicada em 21/06/2018 às 07:00:00

 

No dia em que João Sapateiro completaria 100 anos se estivesse vivo, a Assembleia Legislativa de Sergipe prestou uma bela homenagem ao poeta popular sergipano. A deputada estadual Ana Lula, autora da propositura que permitiu a outorga, entregou nas mãos do filho do poeta, Joselino Franco, a homenagem da Alese.
Artesão negro em uma sociedade onde os papéis eram fixos e, normalmente, intransponíveis, João Sapateiro driblou o destino prosaico e a obscuridade com sensibilidade e versos. Conhecido por todos pela poesia, mas também por sua inteligência e ternura, como bom artista proletário, João Sapateiro mirava para além da paisagem, e registrava com sagacidade crítica as desigualdades sociais que marcaram seu tempo e permanecem presentes até hoje.
"Na sua oficina, onde ele tecia o couro e contribuía para o andar de cada um, ele também tecia a escrita, com expressões poéticas. A poesia não só lírica, mas a poesia que expressa a vivência e o sofrimento cotidiano do nosso povo", destacou Ana Lúcia.
Após agradecer a homenagem, Joselino Franco, filho do homenageado que representava a família durante a solenidade,  destacou que seu pai foi homem simples. "Meu pai passou pouco tempo na escola, precisamente seis meses. Como era de costume, os filhos mais velhos precisavam cuidar dos demais. Meu pai teve que deixar de estudar e partiu para as fazendas para trabalhar", destacou sobre a infância de João Sapateiro.
"Laranjeiras é uma cidade felizarda, pois meu pai deixou um legado gigantesco para aquela cidade. Nós, que fazemos a família João Sapateiro, vamos lutar para que este legado se multiplique", finalizou Joselino, apelando às autoridades presentes que priorizem a literatura enquanto expressão artística e cultural.
João sapateiro - Nascido em Riachuelo no ano de 1918, primogênito de muitos irmãos, João Carlos Franco foi mais uma criança trabalhadora de engenho e depois engraxate nas ruas de Aracaju. Iniciou-se na arte da sapataria pelas mãos de seu pai, em uma oficina instalada... na Rua de Laranjeiras. Em 1938, transferiu-se para a cidade onde viveria até o final de seus dias, 50 anos deles morando na Rua da Alegria.

No dia em que João Sapateiro completaria 100 anos se estivesse vivo, a Assembleia Legislativa de Sergipe prestou uma bela homenagem ao poeta popular sergipano. A deputada estadual Ana Lula, autora da propositura que permitiu a outorga, entregou nas mãos do filho do poeta, Joselino Franco, a homenagem da Alese.
Artesão negro em uma sociedade onde os papéis eram fixos e, normalmente, intransponíveis, João Sapateiro driblou o destino prosaico e a obscuridade com sensibilidade e versos. Conhecido por todos pela poesia, mas também por sua inteligência e ternura, como bom artista proletário, João Sapateiro mirava para além da paisagem, e registrava com sagacidade crítica as desigualdades sociais que marcaram seu tempo e permanecem presentes até hoje.
"Na sua oficina, onde ele tecia o couro e contribuía para o andar de cada um, ele também tecia a escrita, com expressões poéticas. A poesia não só lírica, mas a poesia que expressa a vivência e o sofrimento cotidiano do nosso povo", destacou Ana Lúcia.
Após agradecer a homenagem, Joselino Franco, filho do homenageado que representava a família durante a solenidade,  destacou que seu pai foi homem simples. "Meu pai passou pouco tempo na escola, precisamente seis meses. Como era de costume, os filhos mais velhos precisavam cuidar dos demais. Meu pai teve que deixar de estudar e partiu para as fazendas para trabalhar", destacou sobre a infância de João Sapateiro.
"Laranjeiras é uma cidade felizarda, pois meu pai deixou um legado gigantesco para aquela cidade. Nós, que fazemos a família João Sapateiro, vamos lutar para que este legado se multiplique", finalizou Joselino, apelando às autoridades presentes que priorizem a literatura enquanto expressão artística e cultural.
João sapateiro - Nascido em Riachuelo no ano de 1918, primogênito de muitos irmãos, João Carlos Franco foi mais uma criança trabalhadora de engenho e depois engraxate nas ruas de Aracaju. Iniciou-se na arte da sapataria pelas mãos de seu pai, em uma oficina instalada... na Rua de Laranjeiras. Em 1938, transferiu-se para a cidade onde viveria até o final de seus dias, 50 anos deles morando na Rua da Alegria.