Secretário admite dificuldade para contratar médicos

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Publicada em 21/06/2018 às 07:20:00

 

Gabriel Damásio
O secretário estadual da 
saúde, Valberto de Oli
veira Lima, admitiu que a pasta enfrenta dificuldades na contratação de médicos para reforçar os hospitais da rede estadual de saúde. Ele se referiu aos problemas de superlotação das urgências dos hospitais e prontos-socorros, que enfrentam uma alta demanda de pacientes afetados por viroses e doenças respiratórias causadas pela mudança de estação. De acordo com Valberto, as escalas das unidades da rede começaram a ser afetadas porque parte dos profissionais foi convocada para atuar na Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), onde prestaram concurso público. Valberto indicou que a falta de médicos pode ser uma das causas que agravam a situação da superlotação em dias de alta demanda.
"Quando a unidade hospitalar enfrenta esse tipo de problema (superlotação), você pode reforçar a porta, ou seja, coloca médico, o que está complicado. Algumas regionais requerem reforço na contratação de médicos. O problema é que não há médicos disponíveis e suficientes para fazer essa cobertura. Pelo último grande levantamento que a gente fez, uma parte saiu para fazer residência e a outra foi chamada pela Ebserh, para assumir o concurso do Hospital Universitário. Isso causou um furo enorme nas escalas do estado todo", disse ele. O número de profissionais necessários para completar a demanda não foi confirmado, mas de acordo com o secretário, a questão está na clínica médica e na pediatria. 
Valberto também admitiu que a urgência do Hospital de Urgência de Sergipe (Huse) está entre as que enfrentam superlotação por causa do aumento das doenças respiratórias. Segundo ele, a saída encontrada pelas equipes tem sido resolver os casos mais graves e liberar ou transferir os pacientes considerados mais leves. "Estamos vivendo um período de sazonalidade. Pra onde você for, você vai encontrar problemas de um grande contingente esperando para ser atendida", disse ele. 
O edital do novo Processo Seletivo Simplificado lançado na semana passada pela Secretaria da Saúde prevê a contratação de 37 médicos para 37 especialidades diferentes, com promoção de um profissional para cada área. O governo também indica que há um custo muito alto para manter o funcionamento da máquina da saúde, estimado em R$ 40 milhões por mês. Segundo o secretário Valberto, há a determinação do governador Belivaldo Chagas para cortar despesas em todas as áreas do Estado, o que provocou a paralisação de algumas reformas no âmbito da XSES, mas ele garante que o atendimento à população não será afetado pelos cortes. 
Santa Isabel - O problema da superlotação também foi detectado na Maternidade Santa Isabel, que interrompeu o atendimento de seu plantão pediátrico nesta terça-feira. O plantão foi retomado ontem de manhã e novos pacientes recomeçaram a ser admitidos após a transferência de alguns pacientes. No entanto, a direção do hospital afirma que está "no limite", com cerca de 200 pacientes internados em um espaço onde cabem pouco mais de 100, sendo uma parte na urgência. O problema também é atribuído ao aumento das doenças respiratórias entre as crianças.

O secretário estadual da  saúde, Valberto de Oli veira Lima, admitiu que a pasta enfrenta dificuldades na contratação de médicos para reforçar os hospitais da rede estadual de saúde. Ele se referiu aos problemas de superlotação das urgências dos hospitais e prontos-socorros, que enfrentam uma alta demanda de pacientes afetados por viroses e doenças respiratórias causadas pela mudança de estação. De acordo com Valberto, as escalas das unidades da rede começaram a ser afetadas porque parte dos profissionais foi convocada para atuar na Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), onde prestaram concurso público. Valberto indicou que a falta de médicos pode ser uma das causas que agravam a situação da superlotação em dias de alta demanda.
"Quando a unidade hospitalar enfrenta esse tipo de problema (superlotação), você pode reforçar a porta, ou seja, coloca médico, o que está complicado. Algumas regionais requerem reforço na contratação de médicos. O problema é que não há médicos disponíveis e suficientes para fazer essa cobertura. Pelo último grande levantamento que a gente fez, uma parte saiu para fazer residência e a outra foi chamada pela Ebserh, para assumir o concurso do Hospital Universitário. Isso causou um furo enorme nas escalas do estado todo", disse ele. O número de profissionais necessários para completar a demanda não foi confirmado, mas de acordo com o secretário, a questão está na clínica médica e na pediatria. 
Valberto também admitiu que a urgência do Hospital de Urgência de Sergipe (Huse) está entre as que enfrentam superlotação por causa do aumento das doenças respiratórias. Segundo ele, a saída encontrada pelas equipes tem sido resolver os casos mais graves e liberar ou transferir os pacientes considerados mais leves. "Estamos vivendo um período de sazonalidade. Pra onde você for, você vai encontrar problemas de um grande contingente esperando para ser atendida", disse ele. 
O edital do novo Processo Seletivo Simplificado lançado na semana passada pela Secretaria da Saúde prevê a contratação de 37 médicos para 37 especialidades diferentes, com promoção de um profissional para cada área. O governo também indica que há um custo muito alto para manter o funcionamento da máquina da saúde, estimado em R$ 40 milhões por mês. Segundo o secretário Valberto, há a determinação do governador Belivaldo Chagas para cortar despesas em todas as áreas do Estado, o que provocou a paralisação de algumas reformas no âmbito da XSES, mas ele garante que o atendimento à população não será afetado pelos cortes. 
Santa Isabel - O problema da superlotação também foi detectado na Maternidade Santa Isabel, que interrompeu o atendimento de seu plantão pediátrico nesta terça-feira. O plantão foi retomado ontem de manhã e novos pacientes recomeçaram a ser admitidos após a transferência de alguns pacientes. No entanto, a direção do hospital afirma que está "no limite", com cerca de 200 pacientes internados em um espaço onde cabem pouco mais de 100, sendo uma parte na urgência. O problema também é atribuído ao aumento das doenças respiratórias entre as crianças.