A Copa, as contradições da Globo e os Festejos Juninos

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Publicada em 21/06/2018 às 07:39:00

 

* Rômulo Rodrigues
A semana em que a temperatura dos festejos juninos começa a alcançar o teto de elevação costumeira mostra que dessa vez, os santos vão bater na outrora toda poderosa Copa do Mundo; no quesito empolgação popular.
Para um País sufocado por uma crise econômica que parece coisa do sem fim, uma seleção de estrangeiros milionários que sequer se motivaram pela promessa de prêmio de R$ 43,6 milhões anunciado pela enlameada CBF, nem bem começou, já pode voltar, se tropeçar na fraca Costa Rica.
Interessante nestes primeiros dois dias é que dois fatos se combinaram para escancarar o que é a moral do baronato da comunicação expressa na interpretação do seu porta-voz Galvão Bueno.
Logo no segundo dia de jogos da Copa, teve um jogo que não despertaria, ou não deve ter despertado grande interesse, mas pode ter ficado marcado por dois lances em que um jogador do Egito, sentindo que estava em posição de impedimento, não deu prosseguimentos às jogadas, mesmo o bandeirinha não sinalizando a possível irregularidade.
A posição do porta-voz da TV Globo foi incisiva: ele devia ter prosseguido; se o bandeirinha não marcou o impedimento, problema dele; nestes casos, tem que usar a malandragem.
Dois dias depois, vem o jogo do Brasil contra a Suiça e o time europeu, exemplo de civilização a ser seguida, marca um gol após seu atacante ter praticado falta no zagueiro brasileiro, ouvimos o seu fiel escudeiro Arnaldo Cezar Coelho dizer: não pode, foi falta, ele empurrou o Miranda.
Vejamos a grande contradição: um jogador de um País considerado por eles como de terceira categoria, sofre severas críticas por ter sido honesto. Outro jogador, de um País exaltado por eles como civilização a ser copiada, pratica um ato de desonestidade e toda a carga de reprimenda vai para o árbitro e o bandeirinha, sendo que o suíço ficou calado e foi premiado pela sua esperteza.
O fato relacionado ao jogo contra a Suiça puxou outro acontecido há uns dois anos, numa dessas salas de espera onde você, além de massacrado pela demora no atendimento privado, ainda é obrigado a suportar a lavagem cerebral vinda dos aparelhos de TV ligados em canais do Sistema Globo que, 24 horas por dia, incutem o complexo de vira-lata nos descerebrados desse País.
Pois bem, naquela manhã, o noticiário era todo sobre violência e corrupção e cumpria fielmente o seu papel de concentrar todas as conversas sobre os dois temas e claro, aflorar aquele sentimento de Brasil de quinta categoria.
Mas, se o observador ficar atento sempre surge uma oportunidade de questionar o pensamento hegemônico da opinião publicada.
E, naquele dia, surgiu quando num determinado momento, um dos mais contaminados tentou justificar sua posição absorvida, afirmando que País para as pessoas se orgulharem e respeitarem era a Suiça, onde, inclusive, estudava uma sobrinha.
Foi o mote para que eu entrasse no debate com questões dentro da realidade que estava sendo vendida na Televisão.
Ao meu estilo, parti de questões objetivas; o amigo, visitando a feira das trocas, dá para perceber que há muitas mercadorias de procedências duvidosas sendo vendidos e trocados. O amigo entende que quem compra produto de roubo ou furto, também se inclui na cadeia do crime; ou melhor, incentiva o crime?
A resposta foi firme e afirmativa; são todos criminosos! Prossegui no diálogo; então o amigo tem como espelho um País onde o crime o elevou à condição de referência de civilização. Ante o espanto, prossegui; você acaba de defender a maior lavanderia de dinheiro sujo do mundo que, até por causa disso, não foi incomodado nas duas Guerras Mundial.
Voltemos então à nossa realidade e vejamos alguns exemplos que desfazem algumas certezas de que nosso País não presta porque o povo não presta. A maioria da população brasileira está enquadrada no perfil do jogador da seleção de Egito. A minoria elitista, que domina a narrativa pelos canais da Globo e representada pela esperteza do jogador suíço é quem comete a infração, fica calada, sabendo que os execrados serão outros.
Uma lição interessante foi ver e ouvir Galvão Bueno bradar contra o Juiz de vídeo, o Juiz de campo, o bandeirinha e a FIFA.
Minha expectativa, passou a ser  que Galvão e Arnaldo mostrem todo seu furor exigindo que o STF, a FIFA do judiciário, olhe os vídeos para saber se é justo mandar para julgamento, com exposição na mídia, a Senadora Gleisi Hoffman, do PT, sem nenhum crime, apenas para desviar o foco da prisão, sem crime e sem provas, de quem o povo quer Presidente, enquanto prorroga por mais 60 dias o julgamento de Aécio Neves.
No próximo dia 26, o Brasil terá passado por mais um obstáculo na Copa e talvez o STF resolva tomar juízo, dando o chega prá lá no Juiz de vídeo.
* Rômulo Rodrigues é militante político

* Rômulo Rodrigues


A semana em que a temperatura dos festejos juninos começa a alcançar o teto de elevação costumeira mostra que dessa vez, os santos vão bater na outrora toda poderosa Copa do Mundo; no quesito empolgação popular.
Para um País sufocado por uma crise econômica que parece coisa do sem fim, uma seleção de estrangeiros milionários que sequer se motivaram pela promessa de prêmio de R$ 43,6 milhões anunciado pela enlameada CBF, nem bem começou, já pode voltar, se tropeçar na fraca Costa Rica.
Interessante nestes primeiros dois dias é que dois fatos se combinaram para escancarar o que é a moral do baronato da comunicação expressa na interpretação do seu porta-voz Galvão Bueno.
Logo no segundo dia de jogos da Copa, teve um jogo que não despertaria, ou não deve ter despertado grande interesse, mas pode ter ficado marcado por dois lances em que um jogador do Egito, sentindo que estava em posição de impedimento, não deu prosseguimentos às jogadas, mesmo o bandeirinha não sinalizando a possível irregularidade.
A posição do porta-voz da TV Globo foi incisiva: ele devia ter prosseguido; se o bandeirinha não marcou o impedimento, problema dele; nestes casos, tem que usar a malandragem.
Dois dias depois, vem o jogo do Brasil contra a Suiça e o time europeu, exemplo de civilização a ser seguida, marca um gol após seu atacante ter praticado falta no zagueiro brasileiro, ouvimos o seu fiel escudeiro Arnaldo Cezar Coelho dizer: não pode, foi falta, ele empurrou o Miranda.
Vejamos a grande contradição: um jogador de um País considerado por eles como de terceira categoria, sofre severas críticas por ter sido honesto. Outro jogador, de um País exaltado por eles como civilização a ser copiada, pratica um ato de desonestidade e toda a carga de reprimenda vai para o árbitro e o bandeirinha, sendo que o suíço ficou calado e foi premiado pela sua esperteza.
O fato relacionado ao jogo contra a Suiça puxou outro acontecido há uns dois anos, numa dessas salas de espera onde você, além de massacrado pela demora no atendimento privado, ainda é obrigado a suportar a lavagem cerebral vinda dos aparelhos de TV ligados em canais do Sistema Globo que, 24 horas por dia, incutem o complexo de vira-lata nos descerebrados desse País.
Pois bem, naquela manhã, o noticiário era todo sobre violência e corrupção e cumpria fielmente o seu papel de concentrar todas as conversas sobre os dois temas e claro, aflorar aquele sentimento de Brasil de quinta categoria.
Mas, se o observador ficar atento sempre surge uma oportunidade de questionar o pensamento hegemônico da opinião publicada.
E, naquele dia, surgiu quando num determinado momento, um dos mais contaminados tentou justificar sua posição absorvida, afirmando que País para as pessoas se orgulharem e respeitarem era a Suiça, onde, inclusive, estudava uma sobrinha.
Foi o mote para que eu entrasse no debate com questões dentro da realidade que estava sendo vendida na Televisão.
Ao meu estilo, parti de questões objetivas; o amigo, visitando a feira das trocas, dá para perceber que há muitas mercadorias de procedências duvidosas sendo vendidos e trocados. O amigo entende que quem compra produto de roubo ou furto, também se inclui na cadeia do crime; ou melhor, incentiva o crime?
A resposta foi firme e afirmativa; são todos criminosos! Prossegui no diálogo; então o amigo tem como espelho um País onde o crime o elevou à condição de referência de civilização. Ante o espanto, prossegui; você acaba de defender a maior lavanderia de dinheiro sujo do mundo que, até por causa disso, não foi incomodado nas duas Guerras Mundial.
Voltemos então à nossa realidade e vejamos alguns exemplos que desfazem algumas certezas de que nosso País não presta porque o povo não presta. A maioria da população brasileira está enquadrada no perfil do jogador da seleção de Egito. A minoria elitista, que domina a narrativa pelos canais da Globo e representada pela esperteza do jogador suíço é quem comete a infração, fica calada, sabendo que os execrados serão outros.
Uma lição interessante foi ver e ouvir Galvão Bueno bradar contra o Juiz de vídeo, o Juiz de campo, o bandeirinha e a FIFA.
Minha expectativa, passou a ser  que Galvão e Arnaldo mostrem todo seu furor exigindo que o STF, a FIFA do judiciário, olhe os vídeos para saber se é justo mandar para julgamento, com exposição na mídia, a Senadora Gleisi Hoffman, do PT, sem nenhum crime, apenas para desviar o foco da prisão, sem crime e sem provas, de quem o povo quer Presidente, enquanto prorroga por mais 60 dias o julgamento de Aécio Neves.
No próximo dia 26, o Brasil terá passado por mais um obstáculo na Copa e talvez o STF resolva tomar juízo, dando o chega prá lá no Juiz de vídeo.
* Rômulo Rodrigues é militante político