Cremese vai ao MPE exigir que HC retome as cirurgias cardíacas

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Hospital Cirurgia é reprovado em inspeção do Cremese
Hospital Cirurgia é reprovado em inspeção do Cremese

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Publicada em 23/06/2018 às 02:38:00

 

Gabriel Damásio 
O Conselho Regional 
de Medicina de Ser-
gipe (Cremese) vai pedir que o Ministério Público tome providências para retomar o funcionamento do centro cirúrgico cardiológico do Hospital de Cirurgia e da respectiva Unidade de Terapia Intensiva (UTI), que tiveram suas atividades suspensas desde a última terça-feira. O setor, responsável pela recuperação pós-operatória dos pacientes submetidos aos procedimentos, foi paralisado a pedido da direção do hospital, que alega a necessidade de execução de reformas na estrutura. Nesta segunda-feira, o conselho vai entregar aos ministérios públicos Federal (MPF) e Estadual (MPSE) o relatório de uma inspeção realizada ao final da tarde desta quinta-feira, quando integrantes da diretoria da entidade visitaram o hospital e constataram problemas causados pela paralisação da UTI. 
Segundo a presidente do Cremese, Rosa Amélia Andrade Dantas, a principal questão está no destino dado aos pacientes cardíacos que aguardam pelas cirurgias cardíacas. "A justificativa que foi dada [para a suspensão] é que as unidades estão entrando em reforma. Mas fica aquela questão: como é que está entrando em reforma e para onde esses pacientes serão levados? Porque você não pode colocar uma unidade hospitalar em reforma sem ter uma alternativa para encaminhar os pacientes. São pacientes cardíacos e os problemas de coração têm uma urgência eminente", disse ela. 
Os diretores da Cremese constataram que praticamente todas as enfermarias estavam inativas e que a única paciente que estava internada na UTI cardíaca foi para a enfermaria. Também foi informado que a UTI geral do hospital estava improvisada há cerca de seis meses em um local improvisado, já que o local definitivo está também paralisado para reformas. Os pacientes graves que estavam internados no Cirurgia foram enviados para outros hospitais públicos da capital e da Grande Aracaju, principalmente o Hospital de Urgência de Sergipe (Huse). Já os pacientes cardíacos que estão em melhor estado estão sendo mantidos em suas casas, tomando as respectivas medicações prescritas. 
Rosa Amélia lembrou que o Hospital de Cirurgia é a unidade de referência para tratamento de doenças cardíacas no Sistema Único de Saúde (SUS) em Sergipe, conforme determinado em termos de ajustamento de conduta firmados anteriormente pelo Ministério Público. Ela avalia que, com a suspensão dos atendimentos, a população ficou desassistida dos serviços. "O Conselho pode interditar um local por falta de condições de prestação da assistência. Neste caso, a prestação da assistência está parada. A população fica desassistida", reclama a presidente, pontuando que a principal questão a ser decidida é a destinação do hospital onde serão internados e tratados os pacientes cardíacos indicados para o Cirurgia. "Se o Cirurgia não pode, algum lugar vai ter que prestar essa assistência ao paciente cardiológico. Esse é um serviço que não pode parar", alertou. 
A diretoria do Cremese esteve reunida nesta sexta-feira para preparar o relatório da visita, mas já manteve contatos com o Ministério Público Estadual para comunicar a situação do hospital e acertar a entrega do relatório, o que não aconteceu ontem por causa da suspensão do expediente, em virtude do jogo do Brasil pela Copa do Mundo. O caso também é acompanhado pelos vereadores da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) instalada pela Câmara Municipal de Aracaju (CMA), para investigar a situação dos hospitais filantrópicos na capital, incluindo o Cirurgia. 
Em nota, o Hospital de Cirurgia informou que as suspensões da UTI e do Centro Cirúrgico ocorreram a pedido da coordenação do setor, em virtude de adequações estruturais e funcionais indispensáveis à manutenção da qualidade dos serviços prestados. E que a prioridade foi reformar o telhado do centro cirúrgico, danificado pelas fortes chuvas das últimas semanas. A previsão é de que toda a reforma dure cinco dias e que o serviço seja retomado na próxima semana.

Gabriel Damásio 
O Conselho Regional  de Medicina de Ser- gipe (Cremese) vai pedir que o Ministério Público tome providências para retomar o funcionamento do centro cirúrgico cardiológico do Hospital de Cirurgia e da respectiva Unidade de Terapia Intensiva (UTI), que tiveram suas atividades suspensas desde a última terça-feira. O setor, responsável pela recuperação pós-operatória dos pacientes submetidos aos procedimentos, foi paralisado a pedido da direção do hospital, que alega a necessidade de execução de reformas na estrutura. Nesta segunda-feira, o conselho vai entregar aos ministérios públicos Federal (MPF) e Estadual (MPSE) o relatório de uma inspeção realizada ao final da tarde desta quinta-feira, quando integrantes da diretoria da entidade visitaram o hospital e constataram problemas causados pela paralisação da UTI. Segundo a presidente do Cremese, Rosa Amélia Andrade Dantas, a principal questão está no destino dado aos pacientes cardíacos que aguardam pelas cirurgias cardíacas. "A justificativa que foi dada [para a suspensão] é que as unidades estão entrando em reforma. Mas fica aquela questão: como é que está entrando em reforma e para onde esses pacientes serão levados? Porque você não pode colocar uma unidade hospitalar em reforma sem ter uma alternativa para encaminhar os pacientes. São pacientes cardíacos e os problemas de coração têm uma urgência eminente", disse ela. Os diretores da Cremese constataram que praticamente todas as enfermarias estavam inativas e que a única paciente que estava internada na UTI cardíaca foi para a enfermaria. Também foi informado que a UTI geral do hospital estava improvisada há cerca de seis meses em um local improvisado, já que o local definitivo está também paralisado para reformas. Os pacientes graves que estavam internados no Cirurgia foram enviados para outros hospitais públicos da capital e da Grande Aracaju, principalmente o Hospital de Urgência de Sergipe (Huse). Já os pacientes cardíacos que estão em melhor estado estão sendo mantidos em suas casas, tomando as respectivas medicações prescritas. Rosa Amélia lembrou que o Hospital de Cirurgia é a unidade de referência para tratamento de doenças cardíacas no Sistema Único de Saúde (SUS) em Sergipe, conforme determinado em termos de ajustamento de conduta firmados anteriormente pelo Ministério Público. Ela avalia que, com a suspensão dos atendimentos, a população ficou desassistida dos serviços. "O Conselho pode interditar um local por falta de condições de prestação da assistência. Neste caso, a prestação da assistência está parada. A população fica desassistida", reclama a presidente, pontuando que a principal questão a ser decidida é a destinação do hospital onde serão internados e tratados os pacientes cardíacos indicados para o Cirurgia. "Se o Cirurgia não pode, algum lugar vai ter que prestar essa assistência ao paciente cardiológico. Esse é um serviço que não pode parar", alertou. A diretoria do Cremese esteve reunida nesta sexta-feira para preparar o relatório da visita, mas já manteve contatos com o Ministério Público Estadual para comunicar a situação do hospital e acertar a entrega do relatório, o que não aconteceu ontem por causa da suspensão do expediente, em virtude do jogo do Brasil pela Copa do Mundo. O caso também é acompanhado pelos vereadores da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) instalada pela Câmara Municipal de Aracaju (CMA), para investigar a situação dos hospitais filantrópicos na capital, incluindo o Cirurgia. Em nota, o Hospital de Cirurgia informou que as suspensões da UTI e do Centro Cirúrgico ocorreram a pedido da coordenação do setor, em virtude de adequações estruturais e funcionais indispensáveis à manutenção da qualidade dos serviços prestados. E que a prioridade foi reformar o telhado do centro cirúrgico, danificado pelas fortes chuvas das últimas semanas. A previsão é de que toda a reforma dure cinco dias e que o serviço seja retomado na próxima semana.