Getam em ponto morto

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Publicada em 26/06/2018 às 08:10:00

 

Em tempos de crise, os gestores 
públicos são obrigados a eleger 
prioridades. Para cobrir um santo, quase sempre descobrem outro. E, assim, a máquina pública funciona aos solavancos.
É este o drama do Governo de Sergipe. A vontade de mostrar serviço certamente é grande, tendo em vista a proximidade do pleito eleitoral. Os recursos indispensáveis à manutenção dos serviços devidos ao cidadão, no entanto, não chegam para o indispensável. As burras do Estado seguem vazias, sem tostão furado.
Ontem, por exemplo, foi confirmada a triste notícia de que o Grupamento Especial Tático de Motos (Getam) da Polícia Militar opera em ponto morto. Com os pagamentos atrasados, a empresa responsável pela manutenção das motocicletas destinadas à segurança da população interrompeu o serviço. Resultado: 80% da frota está parada.
O Getam foi criado em 2009, com o objetivo de combater, sobretudo, os assaltos realizados sobre duas rodas na Grande Aracaju. Era então evidente a necessidade de uma unidade tática especializada nos crimes praticados por motociclistas, capaz de fornecer uma resposta rápida aos episódios, apesar dos desafios de mobilidade acentuados pelo trânsito caótico da capital sergipana. Um serviço que, pela sua própria natureza, jamais seria interrompido se as contas do Estado estivessem em ordem, devidamente equilibradas.
A segurança pública é hoje o setor mais problemático sob a responsabilidade do Governo de Sergipe. Todas as estatísticas relacionadas aos índices de criminalidade justificam a desconfiança da população, com razões de sobra para ter medo de colocar os pés fora de casa. Nesse contexto, apenas a mais absoluta ausência de recursos justificaria a situação ora observada no Getam. Recolhidos, os policiais do Grupamento não dão combate à bandidagem.

Em tempos de crise, os gestores  públicos são obrigados a eleger  prioridades. Para cobrir um santo, quase sempre descobrem outro. E, assim, a máquina pública funciona aos solavancos.
É este o drama do Governo de Sergipe. A vontade de mostrar serviço certamente é grande, tendo em vista a proximidade do pleito eleitoral. Os recursos indispensáveis à manutenção dos serviços devidos ao cidadão, no entanto, não chegam para o indispensável. As burras do Estado seguem vazias, sem tostão furado.
Ontem, por exemplo, foi confirmada a triste notícia de que o Grupamento Especial Tático de Motos (Getam) da Polícia Militar opera em ponto morto. Com os pagamentos atrasados, a empresa responsável pela manutenção das motocicletas destinadas à segurança da população interrompeu o serviço. Resultado: 80% da frota está parada.
O Getam foi criado em 2009, com o objetivo de combater, sobretudo, os assaltos realizados sobre duas rodas na Grande Aracaju. Era então evidente a necessidade de uma unidade tática especializada nos crimes praticados por motociclistas, capaz de fornecer uma resposta rápida aos episódios, apesar dos desafios de mobilidade acentuados pelo trânsito caótico da capital sergipana. Um serviço que, pela sua própria natureza, jamais seria interrompido se as contas do Estado estivessem em ordem, devidamente equilibradas.
A segurança pública é hoje o setor mais problemático sob a responsabilidade do Governo de Sergipe. Todas as estatísticas relacionadas aos índices de criminalidade justificam a desconfiança da população, com razões de sobra para ter medo de colocar os pés fora de casa. Nesse contexto, apenas a mais absoluta ausência de recursos justificaria a situação ora observada no Getam. Recolhidos, os policiais do Grupamento não dão combate à bandidagem.