Presos mais seis acusados por venda de drogas sintéticas

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Esta foi a segunda fase da operação policial
Esta foi a segunda fase da operação policial

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Publicada em 27/06/2018 às 07:13:00

 

Gabriel Damásio
A Polícia Civil prendeu ontem mais seis acusados de envolvimento com o tráfico de drogas sintéticas em Aracaju. Agentes do Departamento de Narcóticos (Denarc) e de outras delegacias foram acionados para cumprir quatro mandados de prisão temporária e outros nove de busca e apreensão. As buscas aconteceram em cinco bairros de classe média alta da zona sul de Aracaju: Jardins, Coroa do Meio, Atalaia, Farolândia e Alameda das Árvores, no Luzia. Além dos quatro presos temporários, outros dois jovens foram presos em flagrante e autuados por tráfico de drogas. 
As buscas foram um desdobramento da Operação Jardim do Éden, que em sua primeira fase, prendeu outros seis acusados de receber drogas sintéticas e anabolizantes despachados de Santa Catarina, cujas encomendas eram vendidas em shows e festas eletrônicas de Aracaju. A segunda fase da operação descobriu o envolvimento de outros revendedores das substâncias, bem como outros fornecedores baseados em Santa Catarina, São Paulo e Rio de Janeiro. Com os investigados, foram apreendidas porções de maconha tipo skunk (modificada geneticamente) e drogas sintéticas em selos, comprimidos e cristais. 
Um dos presos foi Pedro Cerqueira Maynard Wendel, 25 anos, que atua como DJ e é muito requisitado em casas noturnas de música eletrônica de Aracaju. De acordo com o delegado Osvaldo Rezende, do Denarc, o acusado revendia as drogas em meio às próprias apresentações. "Nós temos provas de que, nesses eventos dos quais ele participava, tocando, havia a comercialização de entorpecentes. Inclusive, durante o cumprimento do mandado de prisão, ele tentou jogar fora quatro balanças que ele utilizava para pesar a droga", disse Osvaldo. 
Além de Pedro, que teve a prisão temporária decretada e também foi autuado em flagrante, também foram detidos Alberto Silva do Nascimento, 20; José Freire de Oliveira Neto, 21; Pedro Paulo Alves Vieira, 18; Wainer Schweter Ganda, 32; e Lucca Shunk Lins Moura, 20. A Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que alguns acusados já tiveram passagem policial, tendo sido apreendidos quando menor de idade. Além das drogas e das balanças de precisão, foram apreendidas notas falsas de dinheiro e cédulas verdadeiras, cujo total não foi divulgado. Um disco rígido e papéis de encomendas despachadas pelo correio também foram recolhidos para investigação. 
A polícia apurou que o grupo detido durante a segunda fase da 'Jardim do Éden' era organizado na mesma maneira que os seis acusados detidos durante a primeira fase, no mês passado, ou seja, recebia as drogas pelo correio ou em viagens de ônibus interestaduais, divulgavam-nas através de mensagens cifradas nas redes sociais e atuavam principalmente em eventos e festas de música eletrônica frequentados por jovens de alto poder aquisitivo. "Alguns dos investigados montaram uma verdadeira logística comercial. Um dos investigados, o Pedro Paulo, inclusive vendia a droga parcelando a compra pelo cartão de crédito. Se o cliente não tinha dinheiro para pagar a droga de uma vez, ele parcelava numa máquina de cartão de crédito e cobrava juros", explicou o delegado. 
Constatou-se ainda que as substâncias vendidas são consideradas extremamente caras, se comparadas às demais. Uma das que mais chamaram a atenção foi a metilenodioximetanfetamina, um derivado do ecstasy que também é conhecido como MDMA, 'MD' ou 'Michael Douglas', nome de um ator americano de cinema associado às iniciais da substância. Introduzida recentemente no Brasil, ela tem um formato de cristal, age no sistema nervoso central e causa reações como aumento da energia física e mental, da frequência cardíaca e da temperatura corporal, podendo causar convulsões, desidratação e até a morte. Segundo a polícia, a 'MD' é nova no Brasil e pode ser vendida por até R$ 160 a grama, tendo sido apontada como causa de uma morte por overdose já ocorrida no ano passado em Aracaju - o caso ainda é investigado. 
A polícia investiga ainda outras pessoas que podem ter mantido contados com o grupo. Entre elas, estão torcedores sergipanos que viajaram para ver os jogos da Copa do Mundo na Rússia e postaram fotos nas redes sociais com supostas apologias ao uso da droga MD. Uma delas mostra a bandeira do Brasil com o desenho do rosto do ator americano Michael Douglas. O delegado Osvaldo Rezende diz que as mensagens e fotos foram encaminhadas à Polícia Federal e ao Ministério Público Federal (MPF). 
A segunda fase da 'Operação Jardim do Éden' foi deflagrada para marcar o Dia Internacional da Luta contra o Uso e o Tráfico de Drogas e Dia Nacional de Combate às Drogas, comemorado ontem. Segundo dados do Denarc, a quantidade de drogas sintéticas em Sergipe aumentou significativamente nos últimos três anos: foram 6 comprimidos apreendidos em 2015, 164 em 2016 e 5.832 no ano passado.

A Polícia Civil prendeu ontem mais seis acusados de envolvimento com o tráfico de drogas sintéticas em Aracaju. Agentes do Departamento de Narcóticos (Denarc) e de outras delegacias foram acionados para cumprir quatro mandados de prisão temporária e outros nove de busca e apreensão. As buscas aconteceram em cinco bairros de classe média alta da zona sul de Aracaju: Jardins, Coroa do Meio, Atalaia, Farolândia e Alameda das Árvores, no Luzia. Além dos quatro presos temporários, outros dois jovens foram presos em flagrante e autuados por tráfico de drogas. 
As buscas foram um desdobramento da Operação Jardim do Éden, que em sua primeira fase, prendeu outros seis acusados de receber drogas sintéticas e anabolizantes despachados de Santa Catarina, cujas encomendas eram vendidas em shows e festas eletrônicas de Aracaju. A segunda fase da operação descobriu o envolvimento de outros revendedores das substâncias, bem como outros fornecedores baseados em Santa Catarina, São Paulo e Rio de Janeiro. Com os investigados, foram apreendidas porções de maconha tipo skunk (modificada geneticamente) e drogas sintéticas em selos, comprimidos e cristais. 
Um dos presos foi Pedro Cerqueira Maynard Wendel, 25 anos, que atua como DJ e é muito requisitado em casas noturnas de música eletrônica de Aracaju. De acordo com o delegado Osvaldo Rezende, do Denarc, o acusado revendia as drogas em meio às próprias apresentações. "Nós temos provas de que, nesses eventos dos quais ele participava, tocando, havia a comercialização de entorpecentes. Inclusive, durante o cumprimento do mandado de prisão, ele tentou jogar fora quatro balanças que ele utilizava para pesar a droga", disse Osvaldo. 
Além de Pedro, que teve a prisão temporária decretada e também foi autuado em flagrante, também foram detidos Alberto Silva do Nascimento, 20; José Freire de Oliveira Neto, 21; Pedro Paulo Alves Vieira, 18; Wainer Schweter Ganda, 32; e Lucca Shunk Lins Moura, 20. A Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que alguns acusados já tiveram passagem policial, tendo sido apreendidos quando menor de idade. Além das drogas e das balanças de precisão, foram apreendidas notas falsas de dinheiro e cédulas verdadeiras, cujo total não foi divulgado. Um disco rígido e papéis de encomendas despachadas pelo correio também foram recolhidos para investigação. 
A polícia apurou que o grupo detido durante a segunda fase da 'Jardim do Éden' era organizado na mesma maneira que os seis acusados detidos durante a primeira fase, no mês passado, ou seja, recebia as drogas pelo correio ou em viagens de ônibus interestaduais, divulgavam-nas através de mensagens cifradas nas redes sociais e atuavam principalmente em eventos e festas de música eletrônica frequentados por jovens de alto poder aquisitivo. "Alguns dos investigados montaram uma verdadeira logística comercial. Um dos investigados, o Pedro Paulo, inclusive vendia a droga parcelando a compra pelo cartão de crédito. Se o cliente não tinha dinheiro para pagar a droga de uma vez, ele parcelava numa máquina de cartão de crédito e cobrava juros", explicou o delegado. 
Constatou-se ainda que as substâncias vendidas são consideradas extremamente caras, se comparadas às demais. Uma das que mais chamaram a atenção foi a metilenodioximetanfetamina, um derivado do ecstasy que também é conhecido como MDMA, 'MD' ou 'Michael Douglas', nome de um ator americano de cinema associado às iniciais da substância. Introduzida recentemente no Brasil, ela tem um formato de cristal, age no sistema nervoso central e causa reações como aumento da energia física e mental, da frequência cardíaca e da temperatura corporal, podendo causar convulsões, desidratação e até a morte. Segundo a polícia, a 'MD' é nova no Brasil e pode ser vendida por até R$ 160 a grama, tendo sido apontada como causa de uma morte por overdose já ocorrida no ano passado em Aracaju - o caso ainda é investigado. 
A polícia investiga ainda outras pessoas que podem ter mantido contados com o grupo. Entre elas, estão torcedores sergipanos que viajaram para ver os jogos da Copa do Mundo na Rússia e postaram fotos nas redes sociais com supostas apologias ao uso da droga MD. Uma delas mostra a bandeira do Brasil com o desenho do rosto do ator americano Michael Douglas. O delegado Osvaldo Rezende diz que as mensagens e fotos foram encaminhadas à Polícia Federal e ao Ministério Público Federal (MPF). 
A segunda fase da 'Operação Jardim do Éden' foi deflagrada para marcar o Dia Internacional da Luta contra o Uso e o Tráfico de Drogas e Dia Nacional de Combate às Drogas, comemorado ontem. Segundo dados do Denarc, a quantidade de drogas sintéticas em Sergipe aumentou significativamente nos últimos três anos: foram 6 comprimidos apreendidos em 2015, 164 em 2016 e 5.832 no ano passado.