INTERNET, O ESPAÇO ONDE OS COVARDES SE ESCONDEM

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Publicada em 30/06/2018 às 00:52:00

Um espaço que deveria ser o da plena liberdade onde o direito à manifestação pela primeira vez na história da humanidade estaria sem censuras ou quaisquer restrições, plenamente assegurado, conferiria ainda a qualquer pessoa a singular condição de ser um porta-voz da sua aldeia e ao mesmo tempo um interlocutor com o mundo. A mágica tecnológica da Internet que aldeou o mundo, na metáfora de Mac Luhan, anunciando a globalização virtual, geraria uma outra mágica que seria a eliminação gradativa da estranheza entre os povos separados por fronteiras,  nacionalismos exacerbados, etnias ou credos em permanente conflagração, tudo agravado pelas distâncias insuperáveis, pela incomunicabilidade, pelas barreiras dos preconceitos e da tensões historicamente acumuladas.
De uma escola em Chorrochó, sertão baiano, um menino mandaria imagens da caatinga para outro escolar em Funchal, na Ilha da Madeira, que lhe falaria sobre o oceano Atlântico, a sua visão de  paisagem permanente, e ele, por sua vez, entrando em rede com uma  professora  de um Instituto tecnológico, a maior edificação no poeirento vilarejo Evo Morales, na planura árida boliviana, onde nem se chega a vislumbrar as alvas cumeadas dos Andes,  pediria o estudante da ilha que a professora boliviana lhe informasse alguma coisa sobre a vida no seu país; já essa mesma professora  trocaria informações com um militar russo  instalado numa base naval, coberta de neve, no extremo da Sibéria, espremida entre a montanha e o Mar de Behring. Ele seria cuidadoso nas imagens que mandaria, mas, poderia mostrar um quebra-gelo abrindo no mar congelado a passagem para os navios demandando o porto nos invernos sempre rigorosos e longos.
Assim, a extensão e a capacidade de convergência da rede em escala global se tornaria um instrumento para promover a paz, o entendimento, e espalhar civilização. A Internet, chegaram dela a imaginar alguns sonhadores, começaria a lançar as bases da  grande e pacífica pátria da humanidade.
Não foi exatamente isso o que aconteceu. A Internet infelizmente, além de outras distorções menos graves, tornou-se ferramenta para o terrorismo, a pedofilia, o lenocínio e o refúgio preferido para todo tipo de covardes canalhas exercitarem as suas canalhices. Pela Internet se difama, agride, calúnia e tudo fica por isso mesmo, sob a proteção do anonimato. Em tempos tão radicalizados como estes que atravessamos, as redes sociais promovem um torneio de odiosidades, no qual, intolerantes rabugentos se engalfinham e estraçalham-se mutuamente, e isso mais se agrava, agora, com a eleição próxima.  A Justiça Eleitoral, e de um modo geral a sociedade, têm dado ênfase à proliferação das fake news, a inverdade destrutiva que confunde, e também destrói reputações. Esse tipo de procedimento, que classificamos como próprio de canalhas, já é claramente tipificado como crime passível de punição, tal a potencialidade de afetar ou até alterar o resultado de eleições, de destruir vidas, de violar a intimidade, de enxovalhar a dignidade humana.
 Por aqui, é preciso com urgência que comecem a ocorrer punições, antes que a prática deletéria se generalize e a campanha eleitoral degenere.
O caso da "carta mediúnica" é um exemplo alarmante de até aonde poderá ir a ousadia criminosa, que não encontra limites morais ou éticos. Não se constrangeram os autores da fraude, em agredir a memória de um morto, Marcelo Déda, nem invadir o espaço sagrado da família, para consumar o que pretendiam: criar um clima adverso para Jackson Barreto.
Um detalhe que, logicamente, levanta suspeitas é que essas investidas nas redes sociais estão ficando centradas em dois pré-candidatos ao Senado, Jackson Barreto e Valadares. Contra este último, surgem agora vídeos elaborados com alguma sofisticação técnica, o que revela o dedo de especialistas.  De Jackson costuma-se dizer que ele, às vezes, age com agressividade, faz duras acusações, mas nisso ele põe a própria cara, se torna obviamente o autor do que possa até ser considerado ofensa, não se protege no anonimato covarde ou traiçoeiro, o que não lhe desculpa o tom as vezes usado, mas o coloca ao alcance de quem entenda que deve processá-lo por injuria ou calúnia.
Todavia, os que se ocultam nos espaços liberticidas da virtualidade, podem encontrar inocentes úteis ou espertalhões sebosos, que a troco de qualquer vantagem se mostram dispostos até a viralizar falsidades, para depois se desculparem com o argumento de que não imaginariam o tamanho da indignidade cometida, por terem dado crédito a quem lhe transmitira o texto, que teria sido divulgado pelo médium kardecista Divaldo Franco, um ser humano virtuoso, cujo comportamento cristalino o coloca muito acima dessas imundícies da politicalha acumpliciada com o crime.
 É preciso esclarecer quem elaborou, ou mandou elaborar, o texto repleto de sandices e atentados gramaticais, e deu autorização ao senhor Nubem Bonfim para que ele o divulgasse, envolvendo o nome de Divaldo Franco, procurando imprimir credibilidade a uma afrontosa canalhice.