Irmãos são presos por tentar fraudar concurso da PM

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Publicada em 03/07/2018 às 06:15:00

 

Gabriel Damásio 
Dois irmãos pernam
bucanos foram 
presos neste domingo, depois de serem flagrados em uma tentativa de fraude na prova escrita do concurso da Polícia Militar. A prisão aconteceu em um campus da Universidade Tiradentes (Unit), onde parte dos candidatos fazia os exames. Segundo informações da Secretaria da Segurança Pública (SSP), agentes de inteligência do (Dipol) e o Serviço Reservado da PM (PM-2)  e o monitorava possíveis denúncias de fraude e descobriu que dois candidatos para o cargo de Soldado Combatente estariam com equipamentos para receber respostas para as questões da prova. Posteriormente, eles foram identificados como Hygor Ayslan Oliveira Lima, 28 anos, e Aylton Hytalo Oliveira de Lima, 26. 
Os suspeitos foram observados por policiais militares à paisana, que estavam disfarçados de fiscais da IBFC (Instituto Brasileiro de Capacitação e Formação), entidade organizadora do concurso. Um dos suspeitos foi flagrado quando o celular tocou embaixo da carteira onde ele estava sentado. O outro, que tinha o braço esquerdo engessado, como se tivesse sofrido uma fratura, respondeu a todo o questionário e foi abordado depois de entregar a prova aos fiscais. Ele foi levado para fazer um exame de raio-X, que constatou não haver nenhuma fratura, mas sim um segundo aparelho celular que estava escondido dentro do gesso. O material foi retirado e ficou constatado que os celulares vibravam com sequencias de toques que indicavam a resposta correta de cada questão. 
Hygor e Aylton foram detidos e levados para sede do Complexo de Operações Policiais Especiais (Cope), no Capucho (zona oeste). Segundo a polícia, os irmãos já responderam por outra tentativa de fraude em concursos, no estado do Piauí, onde chegaram a ser presos. Eles também são investigados por provas que fizeram nos estados do Ceará e de São Paulo, onde chegaram a ser aprovados na PM local. Os dois teriam admitido a fraude e disseram aos policiais que iriam pagar R$ 20 mil aos responsáveis pelo esquema, caso fossem aprovados no concurso da PM sergipana. Um inquérito policial foi instaurado pelo Cope, que quer agora descobrir quem são as outras pessoas envolvidas na fraude eletrônica. Entre elas, está uma terceira pessoa que respondeu a todas as questões, saiu da sala ao início do horário permitido aos candidatos e teria emitido os sinais para os celulares dos acusados.
A notícia da tentativa de fraude causou preocupação entre os candidatos, que discutiam a possibilidade de cancelamento das provas do concurso da PM. No começo da tarde, uma nota conjunta foi divulgada pela Polícia Militar, pelo IBFC e pela Secretaria Estadual de Planejamento, Orçamento e Gestão (Seplag). Nela, a comissão organizadora confirma que acompanhou toda a ocorrência policial e negou o cancelamento das provas escritas, alegando que elas não foram prejudicadas. "Assim, medidas prévias para se evitar a fraude foram tomadas em conjunto (...). O IBFC aplica em todos os concursos que realiza, uma metodologia de auditoria de gabaritos que permite a verificação de respostas coincidentes, permitindo total segurança quanto à lisura do certame. O gabarito do concurso já foi publicado e o processo até a homologação seguirá seu curso normal", diz o comunicado. 
Os gabaritos da prova escrita estão disponíveis no site www.ibfc.org.br. Ao todo, estão inscritos 7.226 candidatos ao cargo de Oficial Combatente e outros 69.281 para o cargo de Soldado Combatente. O concurso foi aberto para preencher 300 vagas, sendo 30 de oficial e 270 de soldado. 

Dois irmãos pernam bucanos foram  presos neste domingo, depois de serem flagrados em uma tentativa de fraude na prova escrita do concurso da Polícia Militar. A prisão aconteceu em um campus da Universidade Tiradentes (Unit), onde parte dos candidatos fazia os exames. Segundo informações da Secretaria da Segurança Pública (SSP), agentes de inteligência do (Dipol) e o Serviço Reservado da PM (PM-2)  e o monitorava possíveis denúncias de fraude e descobriu que dois candidatos para o cargo de Soldado Combatente estariam com equipamentos para receber respostas para as questões da prova. Posteriormente, eles foram identificados como Hygor Ayslan Oliveira Lima, 28 anos, e Aylton Hytalo Oliveira de Lima, 26. 
Os suspeitos foram observados por policiais militares à paisana, que estavam disfarçados de fiscais da IBFC (Instituto Brasileiro de Capacitação e Formação), entidade organizadora do concurso. Um dos suspeitos foi flagrado quando o celular tocou embaixo da carteira onde ele estava sentado. O outro, que tinha o braço esquerdo engessado, como se tivesse sofrido uma fratura, respondeu a todo o questionário e foi abordado depois de entregar a prova aos fiscais. Ele foi levado para fazer um exame de raio-X, que constatou não haver nenhuma fratura, mas sim um segundo aparelho celular que estava escondido dentro do gesso. O material foi retirado e ficou constatado que os celulares vibravam com sequencias de toques que indicavam a resposta correta de cada questão. 
Hygor e Aylton foram detidos e levados para sede do Complexo de Operações Policiais Especiais (Cope), no Capucho (zona oeste). Segundo a polícia, os irmãos já responderam por outra tentativa de fraude em concursos, no estado do Piauí, onde chegaram a ser presos. Eles também são investigados por provas que fizeram nos estados do Ceará e de São Paulo, onde chegaram a ser aprovados na PM local. Os dois teriam admitido a fraude e disseram aos policiais que iriam pagar R$ 20 mil aos responsáveis pelo esquema, caso fossem aprovados no concurso da PM sergipana. Um inquérito policial foi instaurado pelo Cope, que quer agora descobrir quem são as outras pessoas envolvidas na fraude eletrônica. Entre elas, está uma terceira pessoa que respondeu a todas as questões, saiu da sala ao início do horário permitido aos candidatos e teria emitido os sinais para os celulares dos acusados.
A notícia da tentativa de fraude causou preocupação entre os candidatos, que discutiam a possibilidade de cancelamento das provas do concurso da PM. No começo da tarde, uma nota conjunta foi divulgada pela Polícia Militar, pelo IBFC e pela Secretaria Estadual de Planejamento, Orçamento e Gestão (Seplag). Nela, a comissão organizadora confirma que acompanhou toda a ocorrência policial e negou o cancelamento das provas escritas, alegando que elas não foram prejudicadas. "Assim, medidas prévias para se evitar a fraude foram tomadas em conjunto (...). O IBFC aplica em todos os concursos que realiza, uma metodologia de auditoria de gabaritos que permite a verificação de respostas coincidentes, permitindo total segurança quanto à lisura do certame. O gabarito do concurso já foi publicado e o processo até a homologação seguirá seu curso normal", diz o comunicado. 
Os gabaritos da prova escrita estão disponíveis no site www.ibfc.org.br. Ao todo, estão inscritos 7.226 candidatos ao cargo de Oficial Combatente e outros 69.281 para o cargo de Soldado Combatente. O concurso foi aberto para preencher 300 vagas, sendo 30 de oficial e 270 de soldado.