Duas rodas

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Publicada em 03/07/2018 às 06:40:00

 

Os desafios à mobilidade obser
vados nos centros urbanos es
tão levando os brasileiros a optar pelo transporte motorizado sobre duas rodas. Segundo pesquisa da Confederação Nacional dos Municípios, as motocicletas superam o número de carros em circulação em 45% das cidades. Uma escolha que não se dá sem perdas individuais e prejuízos coletivos.
Segundo a CNM, o aumento expressivo de motos no país se deve à facilidade do crédito, ao baixo preço das prestações, aos incentivos e isenções do governo federal, além da deficiência do transporte público. A pesquisa não contabiliza, entretanto, os reflexos do aumento de motociclistas arriscando o próprio pescoço no caos do trânsito urbano nos custos estratosféricos do Sistema Único de Saúde.
Todos os dados relacionados aos acidentes automobilísticos envolvendo motocicletas provam por A mais B que nem toda a pressa do mundo justifica o risco assumido sobre as duas rodas. Os acidentes ocorrem todos os dias. Não faltam casos de vítimas fatais ou mutiladas. A evidência matemática do perigo, no entanto, não é argumento com força de convencer os mais apressados. E os números seguem crescendo.
Os motociclistas acidentados em território sergipano, por exemplo, estão no topo da lista de atendimentos realizados pelo Hospital de Urgência de Sergipe em 2017. Entre janeiro e agosto do ano passado, 3.965 prontuários do tipo foram abertos na maior unidade pública do estado. Destes, 1.034 resultaram em casos de maior complexidade, exigindo acompanhamento médico especializado. O uso de motocicletas virou questão de saúde pública.
É preciso ressaltar, no entanto, que, no fim das contas, o motociclista é vítima das circunstâncias. Desfavorecido pela ingerência dos entes públicos, o cidadão teve de adotar os subterfúgios capazes de amenizar os transtornos no seu dia a dia. A insuficiência das ciclovias, a precariedade do transporte coletivo de passageiros, a lentidão no tráfego de veículos, tudo parece aconselhar a aquisição de uma motocicleta. O apreço pela própria vida, ao contrário, diz não.

Os desafios à mobilidade obser vados nos centros urbanos es tão levando os brasileiros a optar pelo transporte motorizado sobre duas rodas. Segundo pesquisa da Confederação Nacional dos Municípios, as motocicletas superam o número de carros em circulação em 45% das cidades. Uma escolha que não se dá sem perdas individuais e prejuízos coletivos.
Segundo a CNM, o aumento expressivo de motos no país se deve à facilidade do crédito, ao baixo preço das prestações, aos incentivos e isenções do governo federal, além da deficiência do transporte público. A pesquisa não contabiliza, entretanto, os reflexos do aumento de motociclistas arriscando o próprio pescoço no caos do trânsito urbano nos custos estratosféricos do Sistema Único de Saúde.
Todos os dados relacionados aos acidentes automobilísticos envolvendo motocicletas provam por A mais B que nem toda a pressa do mundo justifica o risco assumido sobre as duas rodas. Os acidentes ocorrem todos os dias. Não faltam casos de vítimas fatais ou mutiladas. A evidência matemática do perigo, no entanto, não é argumento com força de convencer os mais apressados. E os números seguem crescendo.
Os motociclistas acidentados em território sergipano, por exemplo, estão no topo da lista de atendimentos realizados pelo Hospital de Urgência de Sergipe em 2017. Entre janeiro e agosto do ano passado, 3.965 prontuários do tipo foram abertos na maior unidade pública do estado. Destes, 1.034 resultaram em casos de maior complexidade, exigindo acompanhamento médico especializado. O uso de motocicletas virou questão de saúde pública.
É preciso ressaltar, no entanto, que, no fim das contas, o motociclista é vítima das circunstâncias. Desfavorecido pela ingerência dos entes públicos, o cidadão teve de adotar os subterfúgios capazes de amenizar os transtornos no seu dia a dia. A insuficiência das ciclovias, a precariedade do transporte coletivo de passageiros, a lentidão no tráfego de veículos, tudo parece aconselhar a aquisição de uma motocicleta. O apreço pela própria vida, ao contrário, diz não.