Juiz decreta prisão de irmãos flagrados em concurso

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IRMÃOS QUE TENTARAM FRAUDAR O CONCURSO CONTINUARÃO PRESOS
IRMÃOS QUE TENTARAM FRAUDAR O CONCURSO CONTINUARÃO PRESOS

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Publicada em 04/07/2018 às 07:07:00

 

Gabriel Damásio
Os dois irmãos pernambucanos que foram presos no domingo, acusados de tentar fraudar a prova escrita do concurso da Polícia Militar, tiveram suas prisões preventivas decretadas pelo juiz João Hora Neto, da 1ª Vara Criminal de Aracaju. Hygor Ayslan Oliveira Lima, 28 anos, e Aylton Hytalo Oliveira Lima, 26, foram apresentados ao juiz ontem à tarde, em audiência de custódia, no Fórum Gumercindo Bessa, no Capucho (zona oeste). Ambos estão detidos no Complexo de Operações Policiais Especiais (Cope) e serão processados pelos crimes de associação criminosa e fraude em certame de interesse público, previstos no Código Penal.
Hygor e Hytalo foram investigados por policiais da área de inteligência e flagrados dentro de um campus da Universidade Tiradentes (Unit), onde as provas eram aplicadas. Segundo a polícia, eles estavam com telefones celulares ligados que vibravam na hora da prova escrita. Um dos aparelhos foi encontrado dentro do gesso que um dos acusados levava no braço esquerdo, simulando uma fratura. Os pernambucanos também são apontados como suspeitos de aplicarem a mesma fraude em concursos prestados em São Paulo, no Ceará e no Piauí, onde também responderam a processo. 
Em sua decisão, João Hora Neto considerou que os critérios de autoria e materialidade dos crimes estão claramente provados e que a prisão se justifica pela gravidade dos delitos e pela grande repercussão social deles. E que a liberdade deles poderá colocar em risco a ordem pública e o interesse público no qual se enquadram os concursos. "No caso dos autos, a ordem pública encontra-se ameaçada com a liberdade dos flagranteados, notadamente ante a possibilidade da reiteração da prática delitiva por parte do mesmo. Isto porque visualizo dos autos e das notícias colacionadas que existem indícios que os flagranteados têm realizado a reiteração da prática delitiva em diversos certames no país. Indubitável que a conduta dos flagranteados revela, sobremaneira, a necessidade de custódia, pois solto pode representar perigo iminente à comunidade, que desde já permanece assolada por reiterados crimes deste jaez", afirma o juiz.
Os dois acusados respondem ainda a um inquérito policial instaurado pelo Cope, que busca saber quem receberia o dinheiro do pagamento que seria feito pelos dois irmãos, caso eles passassem no concurso. Isso porque os acusados afirmaram, em depoimento, que cada um deles pagaria cerca de R$ 20 mil para conquistar a aprovação no concurso da PM sergipana No entanto, os responsáveis pelo esquema ainda não foram identificados. A polícia procura também por uma terceira pessoa que fez a prova no mesmo local, saiu da sala antes dos dois irmãos e passou a dar toques nos telefones, indicando quais aas respostas corretas de cada questão.
O advogado dos irmãos, Márcio Danilo Santos Silva, informou que irá entrar no Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE) com um pedido de revogação da prisão preventiva, assim que a documentação relativa à audiência de ontem for liberada. Ele também preferiu não falar no momento sobre o mérito da questão, pois a acusação apresentada pela polícia ainda será analisada pelo Ministério Público. 

Os dois irmãos pernambucanos que foram presos no domingo, acusados de tentar fraudar a prova escrita do concurso da Polícia Militar, tiveram suas prisões preventivas decretadas pelo juiz João Hora Neto, da 1ª Vara Criminal de Aracaju. Hygor Ayslan Oliveira Lima, 28 anos, e Aylton Hytalo Oliveira Lima, 26, foram apresentados ao juiz ontem à tarde, em audiência de custódia, no Fórum Gumercindo Bessa, no Capucho (zona oeste). Ambos estão detidos no Complexo de Operações Policiais Especiais (Cope) e serão processados pelos crimes de associação criminosa e fraude em certame de interesse público, previstos no Código Penal.
Hygor e Hytalo foram investigados por policiais da área de inteligência e flagrados dentro de um campus da Universidade Tiradentes (Unit), onde as provas eram aplicadas. Segundo a polícia, eles estavam com telefones celulares ligados que vibravam na hora da prova escrita. Um dos aparelhos foi encontrado dentro do gesso que um dos acusados levava no braço esquerdo, simulando uma fratura. Os pernambucanos também são apontados como suspeitos de aplicarem a mesma fraude em concursos prestados em São Paulo, no Ceará e no Piauí, onde também responderam a processo. 
Em sua decisão, João Hora Neto considerou que os critérios de autoria e materialidade dos crimes estão claramente provados e que a prisão se justifica pela gravidade dos delitos e pela grande repercussão social deles. E que a liberdade deles poderá colocar em risco a ordem pública e o interesse público no qual se enquadram os concursos. "No caso dos autos, a ordem pública encontra-se ameaçada com a liberdade dos flagranteados, notadamente ante a possibilidade da reiteração da prática delitiva por parte do mesmo. Isto porque visualizo dos autos e das notícias colacionadas que existem indícios que os flagranteados têm realizado a reiteração da prática delitiva em diversos certames no país. Indubitável que a conduta dos flagranteados revela, sobremaneira, a necessidade de custódia, pois solto pode representar perigo iminente à comunidade, que desde já permanece assolada por reiterados crimes deste jaez", afirma o juiz.
Os dois acusados respondem ainda a um inquérito policial instaurado pelo Cope, que busca saber quem receberia o dinheiro do pagamento que seria feito pelos dois irmãos, caso eles passassem no concurso. Isso porque os acusados afirmaram, em depoimento, que cada um deles pagaria cerca de R$ 20 mil para conquistar a aprovação no concurso da PM sergipana No entanto, os responsáveis pelo esquema ainda não foram identificados. A polícia procura também por uma terceira pessoa que fez a prova no mesmo local, saiu da sala antes dos dois irmãos e passou a dar toques nos telefones, indicando quais aas respostas corretas de cada questão.
O advogado dos irmãos, Márcio Danilo Santos Silva, informou que irá entrar no Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE) com um pedido de revogação da prisão preventiva, assim que a documentação relativa à audiência de ontem for liberada. Ele também preferiu não falar no momento sobre o mérito da questão, pois a acusação apresentada pela polícia ainda será analisada pelo Ministério Público.