Falta tato na Petrobras

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Publicada em 05/07/2018 às 07:56:00

 

A política de preços adotada re-
centemente pela direção da 
Petrobras, com o fim de recuperar a imagem da estatal junto aos seus investidores, chegou às raias do insustentável. O reajuste flutuante, ancorado na variação do dólar e a cotação internacional do petróleo, desconsidera completamente as complexidades e a capacidade do mercado interno. Desse modo, a empresa símbolo da potência e grandeza nacional se converte em algoz de trabalhadores. Ninguém aguenta mais.
O reajuste no preço do botijão de gás anunciado ontem pode ser a gota d'água. Segundo o Instituto Brasileiros de Geografia e Estatística, mais de 1 milhão de brasileiros foram obrigados a recorrer de novo a lenha e carvão para alimentar o fogo na cozinha de casa. Mas a direção da Petrobras não considerou o conforto dessa gente. O aumento de 4,4% no preço médio do gás liquefeito de petróleo (GLP) para uso residencial foi fixado de modo mais ou menos arbitrário, feito uma simples operação matemática. E ponto final.
A natureza jurídica da Petrobras, uma empresa de economia mista, com papéis a disposição dos investidores na bolsa de valores, exige a devida consideração pelo seu peso na economia nacional, na qualidade de maior empresa estatal do Brasil. Não foi à toa, por exemplo, que a greve dos caminhoneiros contou com a simpatia maciça da população, apesar de todos os percalços no cotidiano das cidades. A insurgência nas rodovias e estradas do País deu voz à insatisfação coletiva.
O recado foi dado, mas o governo federal ainda se recusa a ouvir tudo o quanto não seja adulação. Em Aracaju, por exemplo, o botijão de gás já é comercializado por abusivos R$ 85. Falta tato na Petrobras.

A política de preços adotada re- centemente pela direção da  Petrobras, com o fim de recuperar a imagem da estatal junto aos seus investidores, chegou às raias do insustentável. O reajuste flutuante, ancorado na variação do dólar e a cotação internacional do petróleo, desconsidera completamente as complexidades e a capacidade do mercado interno. Desse modo, a empresa símbolo da potência e grandeza nacional se converte em algoz de trabalhadores. Ninguém aguenta mais.
O reajuste no preço do botijão de gás anunciado ontem pode ser a gota d'água. Segundo o Instituto Brasileiros de Geografia e Estatística, mais de 1 milhão de brasileiros foram obrigados a recorrer de novo a lenha e carvão para alimentar o fogo na cozinha de casa. Mas a direção da Petrobras não considerou o conforto dessa gente. O aumento de 4,4% no preço médio do gás liquefeito de petróleo (GLP) para uso residencial foi fixado de modo mais ou menos arbitrário, feito uma simples operação matemática. E ponto final.
A natureza jurídica da Petrobras, uma empresa de economia mista, com papéis a disposição dos investidores na bolsa de valores, exige a devida consideração pelo seu peso na economia nacional, na qualidade de maior empresa estatal do Brasil. Não foi à toa, por exemplo, que a greve dos caminhoneiros contou com a simpatia maciça da população, apesar de todos os percalços no cotidiano das cidades. A insurgência nas rodovias e estradas do País deu voz à insatisfação coletiva.
O recado foi dado, mas o governo federal ainda se recusa a ouvir tudo o quanto não seja adulação. Em Aracaju, por exemplo, o botijão de gás já é comercializado por abusivos R$ 85. Falta tato na Petrobras.