O Brasil perdeu pouco

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Publicada em 07/07/2018 às 08:11:00

 

Ontem, a Seleção Brasileira foi 
eliminada pelo time da Bélgi
ca na Copa do Mundo de Futebol. Obrigados a suportar a triste derrota, os desencantados cidadãos brasileiros vão ter de buscar a esperança de realização depositada no desempenho esportivo dos jogadores vencidos no outro lado do mundo no próprio cotidiano. E, para tanto, convém manter os olhos abertos, fixados nos feitos e malfeitos dos homens responsáveis pelos destinos políticos do País.
A coincidência da Copa do Mundo com as eleições majoritárias no Brasil tem um potencial alienante perigoso. Não por acaso, o Congresso Nacional deu andamento a uma série de matérias controversas nos últimos dias, sem muita repercussão. Entre estas, destaca-se o Projeto de Lei destinado a afrouxar a legislação sobre o uso de agrotóxicos, aprovado em Comissão Especial da Câmara dos Deputados. Segundo as organizações de promoção da saúde e de defesa do meio ambiente, o texto representa riscos não só aos trabalhadores do campo, mas também aos consumidores dos alimentos expostos aos agrotóxicos.
Já bastante permissivo em relação ao uso dos agrotóxicos, o Brasil corre o risco de abandonar qualquer rigor na legislação, na contramão da política adotada nos Estados Unidos e Europa. De acordo com relatório da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco) divulgado em 2015 70% dos alimentos in natura então consumidos no país estavam contaminados por agrotóxicos. Entre eles, 28% possuíam venenos não autorizados.
O Jornal do Dia mencionou aqui um Projeto de Lei, mas há muitos outros casos concretos de retrocessos e ameaças ao bem comum tramitando em diversas esferas da República. Evidente que o resultado num campeonato de futebol não tem o poder de influir diretamente no curso dos acontecimentos. Mas também é certo que, por hora, o Brasil perdeu pouco. Afinal de contas, a euforia derivada de um embate esportivo não transforma a vida particular de seu ninguém.

Ontem, a Seleção Brasileira foi  eliminada pelo time da Bélgi ca na Copa do Mundo de Futebol. Obrigados a suportar a triste derrota, os desencantados cidadãos brasileiros vão ter de buscar a esperança de realização depositada no desempenho esportivo dos jogadores vencidos no outro lado do mundo no próprio cotidiano. E, para tanto, convém manter os olhos abertos, fixados nos feitos e malfeitos dos homens responsáveis pelos destinos políticos do País.
A coincidência da Copa do Mundo com as eleições majoritárias no Brasil tem um potencial alienante perigoso. Não por acaso, o Congresso Nacional deu andamento a uma série de matérias controversas nos últimos dias, sem muita repercussão. Entre estas, destaca-se o Projeto de Lei destinado a afrouxar a legislação sobre o uso de agrotóxicos, aprovado em Comissão Especial da Câmara dos Deputados. Segundo as organizações de promoção da saúde e de defesa do meio ambiente, o texto representa riscos não só aos trabalhadores do campo, mas também aos consumidores dos alimentos expostos aos agrotóxicos.
Já bastante permissivo em relação ao uso dos agrotóxicos, o Brasil corre o risco de abandonar qualquer rigor na legislação, na contramão da política adotada nos Estados Unidos e Europa. De acordo com relatório da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco) divulgado em 2015 70% dos alimentos in natura então consumidos no país estavam contaminados por agrotóxicos. Entre eles, 28% possuíam venenos não autorizados.
O Jornal do Dia mencionou aqui um Projeto de Lei, mas há muitos outros casos concretos de retrocessos e ameaças ao bem comum tramitando em diversas esferas da República. Evidente que o resultado num campeonato de futebol não tem o poder de influir diretamente no curso dos acontecimentos. Mas também é certo que, por hora, o Brasil perdeu pouco. Afinal de contas, a euforia derivada de um embate esportivo não transforma a vida particular de seu ninguém.