O meio é a mensagem

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Entre as quatro paredes do estúdio
Entre as quatro paredes do estúdio

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Publicada em 08/07/2018 às 11:32:00

 

Com 33 anos de estra
da e uma nova forma
ção, a banda Karne Krua está pronta para tocar o terror no Lado B Estúdio, Centrão de Aracaju. O show marcado para o próximo dia 26 é excelente pretexto para nos reportarmos à trajetória da banda mais importante da cena Punk/Hardcore em atividade na terrinha. E, para tanto, nada como evocar o excelente documentário de outro ilustre sobrevivente dos subterrâneos Serigys.
Arquitetando o fim do mundo - Se o Papa Marshall McLuhan estava certo, Alessandro Santana acertou em cheio ao disponibilizar o documentário 'Karne Krua - Arquitetando o fim do mundo' (2015) no próprio canal do Youtube. "O meio é a mensagem". Além de atestar a filiação da Faz o que pode Produtora a certo ideal de independência criativa, essencialmente alheio às noções comercialmente consagradas de produto e mercado, a plataforma eleita para jogar o trabalho na rede ainda agrega um dado sensível ao todo imagético - Quando os recursos importam menos do que o propósito e a disposição para a tarefa abraçada.
Entre as quatro paredes do estúdio, durante os poucos dias de gravação do disco mais recente da banda. A intimidade com os "personagens" e a matéria abordada dispensou inserções, entrevistas e as interferências narrativas de praxe. O processo, somente. Há uma breve sequência em que as imagens ilustram a pedrada reverberando ao fundo, como que orquestradas pela voz gutural do vocalista Sílvio Campos, mas no geral a intenção aparente de um registro puro e simples é seguido ao pé da letra. Cortes secos. Tesoura afiada.
Não é a primeira vez que o realizador se dedica ao documento da música realizada aqui e agora. Sempre bem acompanhado. O documentário 'Na estrada do tempo' (2013), por exemplo, segue a banda Plástico Lunar durante três anos. No palco, comendo poeira nas BR's da vida, e no backstage. Nos dois filmes aqui mencionados, é a cumplicidade evidente entre as partes que explica o sucesso da empreitada. Ao focar a música dos seus tão de perto, sem ceder às tentações da homenagem, Alessandro conta também um pouco da própria história.
Treteiro de marca maior, Alessandro Santana postou uma nota nas redes sociais comunicando o propósito de negar o acesso aos trabalhos da produtora, gradualmente, ao longo dos dias seguintes. "Quem viu, viu. Quem não viu se apresse pra ver. SE QUISER (...). Continuarei fazendo filmes, a diferença é que vocês não vão mais vê-los". Está no próprio direito. Mas o registro preciso realizado com esse doc sublinha a mancada.

Com 33 anos de estra da e uma nova forma ção, a banda Karne Krua está pronta para tocar o terror no Lado B Estúdio, Centrão de Aracaju. O show marcado para o próximo dia 26 é excelente pretexto para nos reportarmos à trajetória da banda mais importante da cena Punk/Hardcore em atividade na terrinha. E, para tanto, nada como evocar o excelente documentário de outro ilustre sobrevivente dos subterrâneos Serigys.
Arquitetando o fim do mundo - Se o Papa Marshall McLuhan estava certo, Alessandro Santana acertou em cheio ao disponibilizar o documentário 'Karne Krua - Arquitetando o fim do mundo' (2015) no próprio canal do Youtube. "O meio é a mensagem". Além de atestar a filiação da Faz o que pode Produtora a certo ideal de independência criativa, essencialmente alheio às noções comercialmente consagradas de produto e mercado, a plataforma eleita para jogar o trabalho na rede ainda agrega um dado sensível ao todo imagético - Quando os recursos importam menos do que o propósito e a disposição para a tarefa abraçada.Entre as quatro paredes do estúdio, durante os poucos dias de gravação do disco mais recente da banda. A intimidade com os "personagens" e a matéria abordada dispensou inserções, entrevistas e as interferências narrativas de praxe. O processo, somente. Há uma breve sequência em que as imagens ilustram a pedrada reverberando ao fundo, como que orquestradas pela voz gutural do vocalista Sílvio Campos, mas no geral a intenção aparente de um registro puro e simples é seguido ao pé da letra. Cortes secos. Tesoura afiada.
Não é a primeira vez que o realizador se dedica ao documento da música realizada aqui e agora. Sempre bem acompanhado. O documentário 'Na estrada do tempo' (2013), por exemplo, segue a banda Plástico Lunar durante três anos. No palco, comendo poeira nas BR's da vida, e no backstage. Nos dois filmes aqui mencionados, é a cumplicidade evidente entre as partes que explica o sucesso da empreitada. Ao focar a música dos seus tão de perto, sem ceder às tentações da homenagem, Alessandro conta também um pouco da própria história.
Treteiro de marca maior, Alessandro Santana postou uma nota nas redes sociais comunicando o propósito de negar o acesso aos trabalhos da produtora, gradualmente, ao longo dos dias seguintes. "Quem viu, viu. Quem não viu se apresse pra ver. SE QUISER (...). Continuarei fazendo filmes, a diferença é que vocês não vão mais vê-los". Está no próprio direito. Mas o registro preciso realizado com esse doc sublinha a mancada.