Com escala reduzida, posto de saúde não atende pacientes

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Publicada em 11/07/2018 às 01:09:00

A falta de atendimento de urgência e emergência na Unidade de Saúde Fernando Franco, no bairro Augusto Franco , além Aracaju, voltou a revoltar os usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). De acordo com queixas apresentadas ao Jornal do Dia, a falta de profissionais e materiais básicos tem contribuído desde o início da semana para a geração de caos no maior posto Municipal de saúde da região Sul da capital sergipana. Sem sucesso, muitos pacientes, ou acompanhantes, alegam que têm recebido a orientação de buscar atendimento em outras unidades, e, de preferência, em hospitais da rede estadual.

Se queixando de incomodo intestinal desde o último final de semana, na noite da última segunda-feira, 09, o comerciante Adelson dos Santos precisou reivindicar o apoio do sistema administrado pela Prefeitura de Aracaju, por intermédio da Secretaria Municipal de Saúde, mas acabou deixando o local e apelando para a assistência de um farmacêutico. Em diálogo por telefone com o Jornal do Dia, lamenta da situação, se queixa dos altos impostos pagos, e reincidida que órgãos de defesa do cidadão contribuinte pressione a gestão pública para que solucione de imediato a problemática.
"Fico preocupado com tantas outras pessoas que seguem se contorcendo de dor e na hora que mais precisam vão até o Fernando Franco e não são atendidas. Soube ontem que a desculpa é que existe superlotação na unidade, mas a realidade não é bem assim. Vocês da imprensa bem sabem que não é raro se deparar com reclamações envolvendo essa unidade. Parece até que as reclamações entram por um ouvido e saem pelo outro", criticou. O serviço de pediatria também esteve indisponível. A orientação era seguir para a Unidade de Saúde Santa Isabel ou para o Hospital de Urgência de Sergipe (Huse). A coordenação do Fernando Franco confirma a superlotação.

Durante a manhã e tarde de ontem o quadro de funcionários (médicos) não esteve completa conforme previamente planejado pela unidade. Segundo destacado pelos gestores, os profissionais ausentes alegaram problemas pessoais de saúde e apresentaram atestado. "Será mesmo que todos esses tiveram problemas? Não que eu esteja afirmando que eles estão mentindo, mas gostaria muito também que Conselho de Medicina e a própria Prefeitura de Aracaju investigassem a fundo essa falta expressiva. Quem sofre mesmo é o pobre", reclamou Fátima Costa, que acompanhava a filha de dois anos. Problemas semelhantes ainda foram identificados na unidade Nestor Piva, zona Norte de Aracaju. (Milton Alves Júnior)