Ônibus Lilás leva enfrentamento a Riachuelo e Divina Pastora

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Publicada em 11/07/2018 às 01:09:00

Nesta quarta e quinta-feira, 11 e 12 de julho, a Unidade Móvel de Enfrentamento à Violência Contra a Mulher - Ônibus Lilás da Secretaria de Estado da Inclusão Social (Seidh) estará nos municípios de Riachuelo e Divina Pastora, respectivamente, participando do programa que oferece serviços de diversos órgãos para a comunidade. Através da coordenadoria Estadual de Políticas para as Mulheres, o ônibus atua com atividades de conscientização sobre situações de violência e incentivo ao empoderamento feminino.

De acordo com Edivaneide Paes, coordenadora Estadual de Políticas para as Mulheres da Seidh, o trabalho se concentra nas ações de prevenção realizadas a partir de palestras e rodas de conversas sobre os direitos da mulheres, a importância da Lei Maria da Penha (n° 11.340/2006), esclarecimentos sobre os tipos de violência doméstica definidas pela Lei, além do fortalecimento da Rede de Atendimento às Mulheres Vítimas de Violência. "Desde o momento das palestras, a equipe técnica apresenta a importância da Rede de Serviços de Atendimento à Mulher Vítima de Violência, envolvendo a Coordenadoria Municipal de Políticas para Mulheres (CMPM), CRAS, Delegacia Especializadas e hospitais existentes em cada município visitado, para os quais a mulher pode e deve buscar ajuda sempre que precisar", destacou.

As Unidades Móveis são o carro chefe das ações. Para ofertar gratuitamente atendimento psicológico e jurídico individual às mulheres vítimas de violência, o veículo percorre o estado, capital e interior - incluindo os povoados mais distantes. De janeiro a junho de 2018, nove municípios foram contemplados com as ações do Ônibus Lilás: Itabaiana, Aracaju, Macambira, Tobias Barreto, Propriá, Riachão do Dantas, Nossa Senhora da Glória, Malhador e Laranjeiras. Agora, recebem as unidades Riachuelo e Divina Pastora. Este ano, mais de 500 mulheres foram assistidas pelos serviços e puderam participar das palestras sobre a Lei Maria da Penha. Dessas, 45 receberam atendimento individual, sendo 29 em orientação psicológica e 16 em orientação jurídica.
"Infelizmente, o número reduzido de atendimentos individuais se justifica pelo sentimento de vergonha e/ou medo que algumas mulheres ainda sentem. Muitas acreditam que toda mulher que busca esse tipo de atendimento pode ser vista pela comunidade como vítima de violência doméstica. Mudar esse pensamento ainda é um grande desafio e nossa equipe técnica da Rede de Serviços de Atendimento à Mulher sempre reforça que é preciso buscar ajuda", enfatizou Edivaneide Paes Lima. De acordo com ela, as principais demandas advém da falta de conhecimento que a própria mulher tem sobre seus direitos.