Adema cobra plano de desativação da Fafen

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Publicada em 19/07/2018 às 05:06:00

 

Milton Alves Júnior
Com aval e ordem 
emitida pelo poder 
judiciário, profissionais da Administração Estadual do Meio Ambiente (Adema) realizaram na manhã de ontem uma fiscalização intensiva na Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados de Sergipe (Fafen), no município de Laranjeiras. O monitoramento dos técnicos ocorreu diante da proposta de identificar se as condicionantes ambientais impostas pela legislação têm sido cumpridas, atendendo a determinação judicial. O índice dos níveis de poluentes emitidos pela fábrica foi o foco principal da ação. Essa é a primeira vez neste ano de 2018 que os peritos conseguem ter acesso aos departamentos internos da fábrica.
No último mês de maio a equipe da Adema esteve no mesmo local para colher análises, mas foram impedidos pela direção geral de adentrar sob a afirmação que, apenas mediante ordem judicial, aquela poderia ser respeitada. Mesmo com a perspectiva de fechamento integral das ações já no próximo mês de outubro, o ritmo de fiscalizações segue ocorrendo dentro do previsto. Na próxima terça-feira, 24, o resultado da análise será apresentada oficialmente em uma nova rodada de reuniões envolvendo representantes administrativos e operacionais da Petrobras, juntamente com a equipe técnica da Administração Estadual do Meio Ambiente.
De acordo com o diretor presidente da Adema, Gilvan Dias, apesar de a fábrica de fertilizantes ter apresentado documentos com datas consideradas recentes, foi preciso realizar uma pesquisa de campo como forma de fortalecer o objetivo dos fiscais e minimizar as possibilidades de atos irregulares. Caso os estudos apresentem algum tipo de anormalidade, será recomendado que mudanças imediatas sejam adotadas pelo Governo Federal, através da Petrobras. O monitoramento apontado como rotineiro ocorre ainda visando observar as questões ambientais mesmo após o encerramento das atividades. Os setores que acomodam o maquinário foi um dos locais periciados pelos técnicos.
 "Esse processo de análise não é errado, muito menos tem como objetivo prejudicar ninguém; a proposta é justamente nos somar e evitar que o meio ambiente esteja sendo agredido. Caso a unidade não esteja dentro do que é adequado, vamos chamar à responsabilidade para que se ajuste às normas. Evidentemente uma ação coletiva a fim de inibir a possibilidade de problemas ambientais", declarou. Durante reunião à porta fechada para a imprensa, os técnicos estaduais solicitaram que fosse apresentado um plano de hibernação para que seja analisado detalhadamente cada procedimento. Esse processo, inclusive, foi oficializado nacionalmente pela direção da estatal, em Brasília.
A Administração Estadual do Meio Ambiente não exigiu neste primeiro momento não estipulou datas para a apresentação destes documentos, porém destacou que o ideal é que uma cópia deste conteúdo seja protocolada até o início do próximo mês de agosto.
Encerramento - O Jornal do Dia lembra que no último mês de março presidente da Petrobras, Pedro Parente comunicou oficialmente ao ex-governador de Sergipe, Jackson Barreto de Lima sobre o fechamento da Fafen, unidade Sergipe, neste segundo semestre de 2018. Conforme comunicado oficializado pela estatal, em setembro de 2016 a própria Petrobras já havia anunciado que sairia do setor de fertilizantes. Com a hibernação, a fábrica deixará de produzir, apesar de trabalhar para manter os equipamentos devidamente conservados. O motivo do fechamento gira em torno dos resultados negativos que supostamente atingem a casa dos R$ 600 milhões.

Com aval e ordem  emitida pelo poder  judiciário, profissionais da Administração Estadual do Meio Ambiente (Adema) realizaram na manhã de ontem uma fiscalização intensiva na Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados de Sergipe (Fafen), no município de Laranjeiras. O monitoramento dos técnicos ocorreu diante da proposta de identificar se as condicionantes ambientais impostas pela legislação têm sido cumpridas, atendendo a determinação judicial. O índice dos níveis de poluentes emitidos pela fábrica foi o foco principal da ação. Essa é a primeira vez neste ano de 2018 que os peritos conseguem ter acesso aos departamentos internos da fábrica.
No último mês de maio a equipe da Adema esteve no mesmo local para colher análises, mas foram impedidos pela direção geral de adentrar sob a afirmação que, apenas mediante ordem judicial, aquela poderia ser respeitada. Mesmo com a perspectiva de fechamento integral das ações já no próximo mês de outubro, o ritmo de fiscalizações segue ocorrendo dentro do previsto. Na próxima terça-feira, 24, o resultado da análise será apresentada oficialmente em uma nova rodada de reuniões envolvendo representantes administrativos e operacionais da Petrobras, juntamente com a equipe técnica da Administração Estadual do Meio Ambiente.
De acordo com o diretor presidente da Adema, Gilvan Dias, apesar de a fábrica de fertilizantes ter apresentado documentos com datas consideradas recentes, foi preciso realizar uma pesquisa de campo como forma de fortalecer o objetivo dos fiscais e minimizar as possibilidades de atos irregulares. Caso os estudos apresentem algum tipo de anormalidade, será recomendado que mudanças imediatas sejam adotadas pelo Governo Federal, através da Petrobras. O monitoramento apontado como rotineiro ocorre ainda visando observar as questões ambientais mesmo após o encerramento das atividades. Os setores que acomodam o maquinário foi um dos locais periciados pelos técnicos.
 "Esse processo de análise não é errado, muito menos tem como objetivo prejudicar ninguém; a proposta é justamente nos somar e evitar que o meio ambiente esteja sendo agredido. Caso a unidade não esteja dentro do que é adequado, vamos chamar à responsabilidade para que se ajuste às normas. Evidentemente uma ação coletiva a fim de inibir a possibilidade de problemas ambientais", declarou. Durante reunião à porta fechada para a imprensa, os técnicos estaduais solicitaram que fosse apresentado um plano de hibernação para que seja analisado detalhadamente cada procedimento. Esse processo, inclusive, foi oficializado nacionalmente pela direção da estatal, em Brasília.
A Administração Estadual do Meio Ambiente não exigiu neste primeiro momento não estipulou datas para a apresentação destes documentos, porém destacou que o ideal é que uma cópia deste conteúdo seja protocolada até o início do próximo mês de agosto.

Encerramento - O Jornal do Dia lembra que no último mês de março presidente da Petrobras, Pedro Parente comunicou oficialmente ao ex-governador de Sergipe, Jackson Barreto de Lima sobre o fechamento da Fafen, unidade Sergipe, neste segundo semestre de 2018. Conforme comunicado oficializado pela estatal, em setembro de 2016 a própria Petrobras já havia anunciado que sairia do setor de fertilizantes. Com a hibernação, a fábrica deixará de produzir, apesar de trabalhar para manter os equipamentos devidamente conservados. O motivo do fechamento gira em torno dos resultados negativos que supostamente atingem a casa dos R$ 600 milhões.