Vigilantes da Educação estão sem salários

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Publicada em 20/07/2018 às 09:33:00

 

Com três meses de salários atrasados, vigilantes que prestam serviços para unidades escolares administradas pelo Governo do Estado decidiram cruzar os braços durante todo o dia de ontem. O problema ocorre de forma recorrente em virtude de a Secretaria de Estado da Fazenda não promover o repasse de verbas para as três empresas que prestam este tipo de serviço. Sem dinheiro em caixa para promover o fluxo financeiro, o setor empresarial tem se deparado com a necessidade extrema de inviabilizar a quitação dos direitos trabalhistas, e, de forma singular, se une à classe trabalhadora para pressionar o Estado.
Os problemas, segundo a direção do Sindicato dos Vigilantes de Sergipe (Sindivigilante/SE), não param por aí. Há meses o repasses do ticket-alimentação e do vale-transporte, não vêm sendo pagos, conforme previsto na Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT). Mobilizador em frente à Secretaria de Estado da Educação (SEED), cerca de 50 trabalhadores criticaram a postura administrativa da SEFAZ, da própria pasta educacional, e reivindicaram apoio fiscalizatório por parte do Ministério Público do Trabalho (MPT). O secretário-geral do Sindivigilante/SE, Aclécio Aragão, não descarta a possibilidade de greve por tempo indeterminado.
"Não é de hoje que sofremos com esse tipo de injustiça social. Sim! Social porque esses atrasos recorrentes acabam desestruturando a base financeira de inúmeras famílias. Parece que não existe preocupação por parte do Estado em compreender o sofrimento sentido inicialmente pelas empresas, e, consequentemente, por tantos trabalhadores", declarou o sindicalista. Questionado pelo Jornal do Dia quanto as ameaças de greve geral, Aclécio informou que: "esse é um desejo de parte  da categoria; esse assunto ainda não foi discutido pela direção sindical e apresentado em assembleia. Com o cenário que enfrentamos atualmente, não podemos apontar para a greve como algo fora de cogitação".
Pagamento - A Secretaria de Estado da Educação informou na tarde de ontem que os esforços econômicos foram realizados e espera que ainda hoje essa pendência seja regularizada. O repasse para as empresas será procedido, porém, por questões de burocracia no fluxo bancário, os pagamentos podem não estar disponíveis ainda nesta sexta-feira na conta dos trabalhadores. Segundo o assessor de comunicação do Sindivigilante/SE, Hélio Rocha, é de fundamental importância que o Estado realmente cumpra com as promessas caso não deseje se deparar com outras mobilizações.
"Não é interessante nem para os trabalhadores, nem para o Governo do Estado permanecer nesse conflito. Outras promessas de pagamento e regularização já foram apresentadas e demorou um pouco para serem cumpridas. Fora do prazo inicial, vale ressaltar. Esperamos que agora seja diferente porque a paciência já se esgotou", comunicou. (Milton Alves Júnior)

Com três meses de salários atrasados, vigilantes que prestam serviços para unidades escolares administradas pelo Governo do Estado decidiram cruzar os braços durante todo o dia de ontem. O problema ocorre de forma recorrente em virtude de a Secretaria de Estado da Fazenda não promover o repasse de verbas para as três empresas que prestam este tipo de serviço. Sem dinheiro em caixa para promover o fluxo financeiro, o setor empresarial tem se deparado com a necessidade extrema de inviabilizar a quitação dos direitos trabalhistas, e, de forma singular, se une à classe trabalhadora para pressionar o Estado.
Os problemas, segundo a direção do Sindicato dos Vigilantes de Sergipe (Sindivigilante/SE), não param por aí. Há meses o repasses do ticket-alimentação e do vale-transporte, não vêm sendo pagos, conforme previsto na Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT). Mobilizador em frente à Secretaria de Estado da Educação (SEED), cerca de 50 trabalhadores criticaram a postura administrativa da SEFAZ, da própria pasta educacional, e reivindicaram apoio fiscalizatório por parte do Ministério Público do Trabalho (MPT). O secretário-geral do Sindivigilante/SE, Aclécio Aragão, não descarta a possibilidade de greve por tempo indeterminado.
"Não é de hoje que sofremos com esse tipo de injustiça social. Sim! Social porque esses atrasos recorrentes acabam desestruturando a base financeira de inúmeras famílias. Parece que não existe preocupação por parte do Estado em compreender o sofrimento sentido inicialmente pelas empresas, e, consequentemente, por tantos trabalhadores", declarou o sindicalista. Questionado pelo Jornal do Dia quanto as ameaças de greve geral, Aclécio informou que: "esse é um desejo de parte  da categoria; esse assunto ainda não foi discutido pela direção sindical e apresentado em assembleia. Com o cenário que enfrentamos atualmente, não podemos apontar para a greve como algo fora de cogitação".

Pagamento - A Secretaria de Estado da Educação informou na tarde de ontem que os esforços econômicos foram realizados e espera que ainda hoje essa pendência seja regularizada. O repasse para as empresas será procedido, porém, por questões de burocracia no fluxo bancário, os pagamentos podem não estar disponíveis ainda nesta sexta-feira na conta dos trabalhadores. Segundo o assessor de comunicação do Sindivigilante/SE, Hélio Rocha, é de fundamental importância que o Estado realmente cumpra com as promessas caso não deseje se deparar com outras mobilizações."Não é interessante nem para os trabalhadores, nem para o Governo do Estado permanecer nesse conflito. Outras promessas de pagamento e regularização já foram apresentadas e demorou um pouco para serem cumpridas. Fora do prazo inicial, vale ressaltar. Esperamos que agora seja diferente porque a paciência já se esgotou", comunicou. (Milton Alves Júnior)