Atraso em repasses dificulta situação de hospitais

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Publicada em 25/07/2018 às 05:55:00

 

Milton Alves Júnior
Parlamentares sergipanos que compõem a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde, denunciam a falta de repasses por parte do Estado de Sergipe como um dos principais fatores da precarização do Sistema Único de Saúde (SUS) no Hospital São José. Conforme contabilidade apresentada pelos vereadores em conjunto com a assessoria jurídica da unidade filantrópica, em atraso desde dezembro de 2017, o acúmulo financeiro ultrapassa a casa de 1,1 milhões de reais. A perspectiva é que todos os dados estejam presentes em um dossiê a ser apresentado pela CPI até o final de setembro.
De acordo com a assessora jurídica do São José, Caroline Teixeira, atualmente a unidade recebe pacientes do sistema em virtude de convênios firmados com a Prefeitura de Aracaju, com o Governo Federal e com a Secretaria de Estado da Saúde. Todos, com exceção da SES, está com os débitos em dias. Caroline destacou ainda que o cenário enfrentado junto à administração municipal evoluiu positivamente ao longo dos últimos anos. Segundo a porta voz da unidade, entre os anos de 2016 e 2017 o fluxo de atraso por parte da prefeitura também era representativo.
 "Estamos percebendo dia após dia que essa situação tem mudado. A secretaria do município tem mostrado um empenho fantástico na tentativa de respeitar sempre esses pagamentos ao longo do final do ano passado e primeira metade de 2018. Infelizmente o Estado segue com os débitos em aberto e isso tem gerado muitos problemas", denunciou. Entre os impasses gerados pelo não cumprimento dos vencimentos pelo Estado está a falta de pagamento salarial e demais direitos trabalhistas, bem como o consecutivo não pagamento aos fornecedores que prestam serviço para o São José.
Sobre as críticas à metodologia financeira do Estado, a Secretaria de Saúde informou que reconhece o atraso no pagamento das faturas, mas que parte será quitanda ainda no decorrer dessa semana. Não foi oficializado o dia, tampouco a quantia a ser debitada na conta do hospital. Na avaliação apresentada pelo vereador Seu Marcos, presidente da CPI, é preciso que os órgãos estaduais de fiscalização também estejam acompanhando os apelos apresentados pela direção do São Lucas. As denúncias chegaram ao conhecimento dos vereadores através de usuários do SUS.
"Unificando as investigações e pressionando os gestores responsáveis pelos problemas será possível oferecer ao cidadão usuário do Sistema Único de Saúde, uma assistência médica hospitalar mais eficiente. Um serviço que realmente condizia com o valor dos impostos. Não podemos aceitar que os pacientes permaneçam sofrendo na hora de buscar atendimento", protestou. A CPI da Saúde é composta ainda pelos vereadores Isac Silveira (PC do B), Jason Neto (PDT) Anderson de Tuca (PRTB) e Cabo Amintas (PTB).

Parlamentares sergipanos que compõem a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde, denunciam a falta de repasses por parte do Estado de Sergipe como um dos principais fatores da precarização do Sistema Único de Saúde (SUS) no Hospital São José. Conforme contabilidade apresentada pelos vereadores em conjunto com a assessoria jurídica da unidade filantrópica, em atraso desde dezembro de 2017, o acúmulo financeiro ultrapassa a casa de 1,1 milhões de reais. A perspectiva é que todos os dados estejam presentes em um dossiê a ser apresentado pela CPI até o final de setembro.
De acordo com a assessora jurídica do São José, Caroline Teixeira, atualmente a unidade recebe pacientes do sistema em virtude de convênios firmados com a Prefeitura de Aracaju, com o Governo Federal e com a Secretaria de Estado da Saúde. Todos, com exceção da SES, está com os débitos em dias. Caroline destacou ainda que o cenário enfrentado junto à administração municipal evoluiu positivamente ao longo dos últimos anos. Segundo a porta voz da unidade, entre os anos de 2016 e 2017 o fluxo de atraso por parte da prefeitura também era representativo.
 "Estamos percebendo dia após dia que essa situação tem mudado. A secretaria do município tem mostrado um empenho fantástico na tentativa de respeitar sempre esses pagamentos ao longo do final do ano passado e primeira metade de 2018. Infelizmente o Estado segue com os débitos em aberto e isso tem gerado muitos problemas", denunciou. Entre os impasses gerados pelo não cumprimento dos vencimentos pelo Estado está a falta de pagamento salarial e demais direitos trabalhistas, bem como o consecutivo não pagamento aos fornecedores que prestam serviço para o São José.
Sobre as críticas à metodologia financeira do Estado, a Secretaria de Saúde informou que reconhece o atraso no pagamento das faturas, mas que parte será quitanda ainda no decorrer dessa semana. Não foi oficializado o dia, tampouco a quantia a ser debitada na conta do hospital. Na avaliação apresentada pelo vereador Seu Marcos, presidente da CPI, é preciso que os órgãos estaduais de fiscalização também estejam acompanhando os apelos apresentados pela direção do São Lucas. As denúncias chegaram ao conhecimento dos vereadores através de usuários do SUS.
"Unificando as investigações e pressionando os gestores responsáveis pelos problemas será possível oferecer ao cidadão usuário do Sistema Único de Saúde, uma assistência médica hospitalar mais eficiente. Um serviço que realmente condizia com o valor dos impostos. Não podemos aceitar que os pacientes permaneçam sofrendo na hora de buscar atendimento", protestou. A CPI da Saúde é composta ainda pelos vereadores Isac Silveira (PC do B), Jason Neto (PDT) Anderson de Tuca (PRTB) e Cabo Amintas (PTB).